•terça-feira, fevereiro 9, 2010 •
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Faz assim, fica calado! Deixa de lado, deixa no canto, me deixa aqui. Você não é, não soube ser o que devia, e eu mereço o céu. Não te reconhecer mais é o que reforça a idéia de que eu fiz a coisa certa quando te deixei. Siga o caminho que foi escolhido pra você, que eu vou pensar mais um pouco no que fazer. Eu não vou mentir pra mim, não vou me enganar, a luz está bem acima da minha cabeça mesmo que você tente quebrá-la. Não há nada a esconder, vista as luvas se quiser me tocar, suas mãos mudaram de forma, sua forma mudou de cor, sua cor perdeu a graça, assim como seu rosto e todo o resto. E o que restou de você, é muito pouco pra mim.
“I can have another you by tomorrow,
So don’t you ever for a second get to thinking
You’re irreplaceable!
Eu posso ter outro como você para amanhã,
Então, você, nem por um segundo pense
Que você é insubstituível!”
[Irreplaceable - Beyoncé]
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•segunda-feira, janeiro 25, 2010 •
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“Não, não ofereço perigo algum: sou quieta como folha de outono esquecida entre as páginas de um livro, definida e clara como o jarro com a bacia de ágata no canto do quarto – se tomada com cuidado, verto água límpida sobre as mãos para que se possa refrescar o rosto, mas se tocada por dedos bruscos num segundo me estilhaço em cacos, me esfarelo em poeira dourada. Tenho pensado se não guardarei indisfarçáveis remendos das muitas quedas, dos muitos toques, embora sempre os tenha evitado aprendi que minhas delicadezas nem sempre são suficientes para despertar a suavidade alheia, e mesmo assim insisto – meus gestos e palavras são magrinhos como eu, e tão morenos que, esboçados à sombra, mal se destacam do escuro, quase imperceptível me movo, meus passos são inaudíveis feito pisasse sempre sobre tapetes, impressentida, mãos tão leves que uma carícia minha, se porventura a fizesse, seria mais branda que a brisa da tardezinha.”
[Trecho do livro 'Morangos mofados', Caio Fernando Abreu.]
Publicado em Caio Fernando Abreu, Trechos de livros
•segunda-feira, janeiro 25, 2010 •
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“Porque são tantas coisas azuis,
E há tão grandes promessas de luz,
Tanto amor para amar de que a gente nem sabe…”
(Marcha da quarta feira de cinzas – Vinícius de Moraes)
E foi chegando, devagar. Aproximando-se pausadamente. Num dia daqueles, com um sol daqueles. O calor ajuda, às vezes. Acompanhando um sentimento de paz, de quietude. A vida é assim, o amor tem dessas coisas. O amor é assim, a vida tem dessas coisas. E se há algo nessa vida que eu sei que possuo muito, é amor. Dentro e fora de mim. E, de tão doce sensação, presenciei o surgimento de algo inesperado. Aquela tranqüilidade toda tinha um motivo. Ah, tinha sim.
Publicado em B. Dias, Music, is very good!
•domingo, janeiro 24, 2010 •
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De tanto querer correr, um dia resolvi parar.
Parei por fim, sem saber ao certo onde estava,
mas jamais esqueci onde estive,
e isso fez toda a diferença.
Agora corro, às vezes,
Mas só quando faz sol;
[porque na chuva escorrega.]
E enfrento a alegria e a dor,
Horas com lágrimas,
Outras nem tanto.
Assumi minha bondade
e minhas maldades, por fim,
porque assim vi que no mundo acontecia.
Aceitei meus erros e meus pés descalços,
porque era assim que eu era,
porque é assim que eu gosto de ser,
e isso me tornou maior.
Mostrei minha cara
e na cara amarrada dos outros
se fez sorriso.
Respirei o perdão e pude
sentir o bem que ele faz quando
a gente o faz de coração.
Afastei o escudo do medo e da timidez
e assumi o meu amor para os quatro
ventos.
[Assim, em toda parte, os meus queridos
souberam sentir o que eu há tempos
já sentia.]
Deixei que me trouxessem feridas
e as assisti sendo abertas tão vorazmente,
para em seguida soprá-las e batizá-las
com os nomes mais bonitos,
porque eram elas que contariam minha
história por aí. [Por aqui.]
Se não está todo bem, eu estou,
então vem cá, sorri,
mesmo que haja dor,
porque o Sol nasce todos os dias, e nasce
a Lua.
As crianças também nascem, mas
isso é outro tipo de nascer.
E mais bonito, você var ver.
Então faz assim:
Não deixe que o medo
invada.
Não permita que a solidão
amedronte.
Não aceite que a fé
acabe.
Não suspeite do amor que
aparecer.
Não negue o carinho que for
pedido.
E não empate de crescer a bondade
que vem de você.
Se perguntarem, por fim, por mim:
digam que fui por aí,
digam que estou por aqui,
façam uma prece, agradeçam
a tudo que de bonito aparece.
Quando amanhecer, estarei me
preparando para o futuro.
E se eu ficar triste, é só por um segundo,
porque eu fui;
Porque sou feliz.
Demais.
Publicado em B. Dias, Entendeu? Nem eu!
•domingo, janeiro 17, 2010 •
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“A gente tem tantas memórias. Eu fico pensando se o mais difícil no tempo que passa não será exatamente isso. O acúmulo de memórias, a montanha de lembranças que você vai juntando por dentro. De repente o presente, qualquer coisa presente. Uma rua, por exemplo. Há pouco, quando você passou [...] eu olhei e pensei, eu já morei ali [...]. E a rua não é mais a mesma, demoliram o edifício. As ruas vão mudando, os edifícios vão sendo destruídos. Mas continuam inteiros dentro de você.”
(Trecho do livro ‘Onde Andará Dulce Veiga?’, de Caio Fernando Abreu, em 1991 , p. 188).
Hoje eu decidi que voltaria a escrever aqui e, cá estou. Confesso que precisei de um período longe por fraqueza, covardia e medo de encarar algumas coisas. Mas, se uma hora todo mundo precisa aceitar a vida como ela é, “eu voltei, agora pra ficar”.
Antecipo que, provavelmente, algumas coisas mudarão quanto a minha forma de escrever, porque eu também mudei, mas espero não ter perdido a essência e delicadeza dos que acreditam num mundo e em pessoas melhores. [E eu não deixei de acreditar, apesar de [...].]
Esse é o meu primeiro texto do ano, e nada mais justo do que fazer uma breve descrição do ano que passou. Foi lindo sim, com todas as suas cores e dores. Comédia misturando-se com tragédia, mas o que é a vida senão um misto de riso e choro?
Foi difícil, não há como negar. Nem tudo terminou como esperado, nem todos os momentos implicaram em flores ou finais felizes, mas eu sei que trabalhei bastante para que ficasse tudo bem. E se não foi, é porque não tinha que ser.
Foi um ano simples, embora toda complexidade envolvida, mas que me fez colher o melhor das pessoas e de mim. Descobri que sou melhor do que um dia supus imaginar e isso me deixou orgulhosa da menina que eu vejo no espelho, mesmo quando está com os olhos marejados de chorar. [Nem que seja de tanto rir.]
Por fim, foi um ano de aprendizado e crescimento. Mesmo que em alguns momentos eu o veja ainda com um pouco de repulsa, talvez com o passar do tempo consiga entender que foi tudo necessário e que, apesar de tudo, foi um ano maravilhoso, em todos os sentidos.
Por enquanto deixo-o quieto, guardadinho ali no canto, até o dia em que eu possa encará-lo da maneira que ele realmente merece. E enquanto não chega esse dia, deixa estar e me segura aí que eu tô chegando.
Publicado em B. Dias, Caio Fernando Abreu
•domingo, novembro 8, 2009 •
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“…Quizá si tú piensas en mi,
Si a nadie tú quieres hablar,
Si tú te escondes como yo,
Si huyes de todo y si te vas,
Pronto a la cama sin cenar,
Si aprietas fuérte contra tí
La almohada y te echas a llorar,
Si tú no sabes cuanto mal
Te hará la soledad…
(…)
Es imposible dividir así
La vida de los dos,
Por eso espérame, cariño mio,
Conserva la ilusión…
(…)
Por eso, espérame porque
Esto no puede suceder ,
Es imposible separar así
La historia de los dos,
La soledad…
…Quem sabe você pensa em mim,
Se com ninguém quer falar,
E se você se esconde como eu,
Se foge de tudo e vai
Dormir sem jantar,
Se aperta forte a almofada contra si
E começa a chorar,
Se você não sabe quanto mal
Te fará a solidão…
(…)
É impossível dividir assim
A vida de nós dois,
Por isso, espera-me, amor meu,
Conserva a ilusão…
(…)
Por isso, espera-me porque
Isto não pode acontecer,
É impossível separar assim
A história de nós dois,
A solidão…”
[La soledad – Laura Pausini]
Publicado em Music, is very good!
•segunda-feira, novembro 2, 2009 •
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Me cansei de ficar mudo, sem tentar, sem falar,
Mas não posso deixar tudo como está!
Como está você?
(…)
Tô cansada de chorar,
Não sei mais o que fazer…
(…)
E você como está?
(…)
Eu também to por aí!
(…)
É a saudade que me diz,
Que ainda é tempo pra viver feliz…
[Ainda é tempo de ser feliz – Maria Rita]
Publicado em Music, is very good!
•segunda-feira, novembro 2, 2009 •
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“Lá está ela, mais uma vez. Não sei, não vou saber, não dá pra entender como ela não se cansa disso. Sabe que tudo acontece como um jogo, se é de azar ou de sorte, não dá pra prever. Ou melhor, até se pode prever, mas ela dispensa. [...] E se ela se afogar, se recupera. [...] E assim, aos poucos, ela se esquece dos socos, pontapés, golpes baixos que a vida lhe deu, lhe dará. A moça – que não era Capitu, mas também tem olhos de ressaca – levanta e segue em frente. Não por ser forte, e sim pelo contrário…por saber que é fraca o bastante para não conseguir ter ódio no seu coração, na sua alma, na sua essência. E ama, sabendo que vai chorar muitas vezes ainda. Afinal, foi chorando que ela, você e todos os outros, vieram ao mundo.”
[Caio Fernando Abreu]
O ano passa rápido. Estamos quase em dezembro e eu já consigo ver a árvore de natal no meio da sala, com todas aquelas luzes e, contudo, nenhum espírito natalino. Pelo menos não aquele que tanto falam, de amor e paz, e todos os outros sentimentos perfeitos, que existem entre as pessoas perfeitas, que constituem famílias mais que perfeitas. Eu, tão cheia de imperfeições, quero que acabe logo o que tem pra acabar. O ano, as provas, os problemas, as coisas que me machucam e me machucam e sempre tornam a me machucar.
Quero poder acreditar que o ano que se aproxima será melhor e que os erros deste ano não precisam (necessariamente) serem repetidos. Quero poder dar um rumo definitivo pra minha vida, seja no âmbito espiritual, profissional ou sentimental. Quero acreditar mais em mim, em tudo o que eu (sei que) sou capaz de realizar. Quero poder continuar fazendo o bem às pessoas e ser reconhecida por isso. Quero continuar seguindo os meus valores e vendo que eles me tornam uma pessoa melhor. Quero confirmar (mais uma vez) que devemos tratar e amar as pessoas pelo que elas são, e não o que tem. Quero prosseguir sendo alguém paciente e agindo de forma delicada com as pessoas, independente de a recíproca ser verdadeira ou não. Quero sentir mais frio na barriga e menos saudades. Quero mais presença de afeto e ausência de palavras duras. Quero o todo e não apenas a metade. Mas quero me cuidar também. E quero que também cuidem de mim. Quero mais amor vindo de fora pra dentro, porque o de dentro pra fora eu sei que tenho muito.
Eu sempre ouvi falar que todo mundo merece uma segunda chance… E, embora eu não ache que tenha cometido erros tão grandes para alguém julgar que deva dar uma segunda chance a mim, vejo que a própria vida pode se encarregar disto. Então, estou quase pronta. Guarda o que é meu com carinho, que em breve estarei assumindo o meu (tão suado e merecido) lugar. E pode confiar em mim que não irei te decepcionar.
Publicado em B. Dias
•domingo, novembro 1, 2009 •
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Eu vi hoje uma nuvem que me era familiar, embora estranha. Era meu possível inverso, com formas que não combinavam com as minhas. Linhas retas, contorno forte, quase sem preenchimento. Uma nuvem tão bonita e doce, talvez. Uma nuvem fria e sozinha, porém. Eu a observei por um longo, longo tempo, e percebi que gostava dela, embora não soubesse o real motivo disto. E não entendi como podia acontecer, visto ser ela tão estranhamente oposta a mim. Eu era uma nuvem gorda. Como que preenchida por sonhos e por pessoas queridas. Eu sou inteiramente preenchida. Nenhum vão vazio, pelo contrário, está tudo tão apertado e, ainda assim, sempre aperta-se um pouco mais para entrar mais algum. Eu segui a nuvem por um longo tempo. Eu a quis capturar e guardá-la em minha mente. Eu a quis, paixão a primeira vista mesmo. E aquele papo de “os opostos se atraem” nos caiu tão bem… Mas eu a amava de forma diferente, contentando-me em poder vê-la, mesmo não podendo tocá-la ou tê-la perto de mim. Porque eu sabia que o vento a levaria pra longe, para outros céus e outras nuvens tão apaixonadas quanto eu. Eu a amei tão rapidamente. Justo eu, que por vezes sou tão lentamente estática. Eu a amei por tanto tempo, que perdi a conta. Justo eu, que sou tão péssima em matemática. E o amor simplesmente aconteceu, entre nós, duas nuvens opostas. Logo eu, uma nuvem tão redonda e gorda, preenchida de sonhos e pessoas queridas. Logo ela, uma nuvem tão estranhamente diferente, com linhas tão retas e pontudas, como lâminas afiadas. E, depois de tanto tempo observando aquela nuvem, naquele momento de amor tão profundamente doce e sentimental, eu vi que a nuvem era você. E o vento a levou. O levou? Levarás…
“Não precisa me lembrar, não vou fugir de nada, sinto muito se não fui feito um sonho seu…”
(Skank)
Publicado em B. Dias
•sábado, outubro 31, 2009 •
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“Su qualunque strada, in qualunque cielo e comunque vada, noi non ci perderemo. Apri le tue braccia, mandami un segnale, non aver paura, che ti troverò. Non sarai mai solo, ci sarò, continuando in volo che, che mi riporta dentro te… Per sempre!”
“Em qualquer estrada, em qualquer céu e de qualquer jeito seja, nós não nos perderemos. Abre teus braços, me manda um sinal, não tenha medo, que te acharei. Nunca estarás sozinho, eu lá estarei, prosseguindo o vôo que, que me conduz dentro de ti… Pra sempre!”
[Le cose Che vivi – Laura Pausini]
Publicado em Com amor, ao meu amor, Music, is very good!
•domingo, outubro 25, 2009 •
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“Parece que existe no cérebro uma zona específica, que poderíamos chamar memória poética e que registra o que nos encantou, o que nos comoveu, o que dá beleza à nossa vida. Desde que Tomas conhecera Tereza, nenhuma outra mulher tinha o direito de deixar marca, por efêmera que fosse, no cérebro dele. [...] Já disse que as metáforas são perigosas. O amor começa por uma metáfora. Ou melhor: o amor começa no instante em que uma mulher se inscreve com uma palavra em nossa memória poética.”
(Trecho do livro ‘A insustentável leveza do ser’, Milan Kundera.)
Desejei sempre que eu e você fôssemos como um rio perene. Permanente. Não queria deixá-lo secar, não suportaria vê-lo desaparecer, simplesmente sumir daqui, dando a impressão de que nunca sequer existiu. Nossos dias, nossos planos, nossos sonhos… Está tudo guardado, cara! Mas eu quero mantê-los guardados sem precisar perder você de vista. Então, toma cuidado! Segura na minha mão e luta comigo para que não seja temporário. Não sejamos. [Eu cuidaria de você por semanas se ficasse doente, eu te ninaria uma noite inteira só para te ver dormir, eu aprenderia a gostar das músicas que você gosta e até tomaria todos os dias o seu suco de pêra com menta, desde que você apenas permanecesse comigo.] Cuida desse coração que é tão seu, e que tem feito de tudo um pouco só para te fazer feliz. Não o deixe se partir mais uma vez, não me deixe ir, não deixe nosso amor virar passado, virar nada. [As gotas da chuva que não caem lá fora cortam minha alma como se fossem lâminas afiadas. Eu sinto a sua falta. Eu sinto muito. Eu sinto tanto. Falta-me você.] Porque a cada vontade, a cada passo, a cada desejo, é você quem eu vejo e quero ver, é por você que eu respiro e quero respirar. Por isso, fica quieto, não fala mais sem pensar, não aja mais sem medir, não me machuque tanto assim. Ou então grite, perca o controle, mas só se for para dizer que me ama e que sente minha falta, nem que seja só a metade da que eu sinto de você. E me mantenha aquecida em teus braços, rapaz. Até o amanhã, até o fim, até a eternidade. Até que eu tenha certeza de que o “para sempre” que você me prometeu nunca vai acabar.
Publicado em B. Dias, Com amor, ao meu amor
•sábado, outubro 24, 2009 •
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“Não faz sentido dividir as pessoas em boas e más. Pessoas são apenas encantadoras ou monótonas“.
(Autor Desconhecido)
Eu sempre soube que existiam pessoas do tipo que se conformam com pouco. Agora, sei que há também as que se satisfazem com nada. Com o vazio, o desprezo, o “pouco caso”. Absolutamente nada. E, por alguns instantes, eu tive pena. Porém, como cada um é responsável pela sorte – ou azar – que tem, talvez a colheita do hoje seja apenas o resultado do que foi plantado ontem. Mas se o hoje é assim, meu Deus, o que esperar do amanhã?
Publicado em B. Dias
•terça-feira, outubro 20, 2009 •
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“Perdoa por eu ter te escolhido, para ser pra sempre a minha companhia,
Perdoa por eu ter acreditado neste sonho todo dia…
Perdoa por eu ter te perdoado, na hora que eu devia te esquecer,
Perdoa por eu ter me preparado e me guardado pra você,
(…)
Quem sabe amanhã talvez, quem sabe…
O tempo coloca tudo no seu lugar,
(…)
Aquilo que tem que ser, será…”
[Perdoa - Raça Negra]
Publicado em Music, is very good!
•sábado, outubro 17, 2009 •
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“Os segundos vão passando lentamente, não tem hora pra chegar…”
(Roberto Carlos)

E flagro,
a toa,
num instante
[eterno],
você no pensamento…
Publicado em B. Dias, Com amor, ao meu amor, Robertinho
•sábado, outubro 17, 2009 •
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Meus braços ardem, queimados pelo sol. Minha boca também.
A estrada era longa e quente. O vento escondeu-se nalgum lugar.
Distante.
[Na cabeça, tantas lembranças e uma coleção de saudades.]
Meus olhos ardem, queimados pelo sol. Meu coração também.
Arde de amor. Por você. E por esses seus olhos que tão meus são.
Algumas vezes penso que sou só impulso. Outras, vejo o quanto sou capaz de calcular certos atos.
[Tudo pensado.]
Pense em mim, quem sabe, antes de dormir, talvez.
Que em meu pensamento, você tem regulado cada movimento, como um relógio a fazer tic tac, acompanhando as batidas do meu coração.
[Num ritmo ligeiramente doce.]
Tic tac, tic tac, tic tac…
[É você.]
Publicado em B. Dias, Com amor, ao meu amor
•sexta-feira, outubro 16, 2009 •
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Sabe aquele
beijo?
Aquele
que eu
não te dei?
Era tão
cheio
de
amor,
um amor
que
eu nem sei.
A força
do teu
desejo
me atraiu
para um beijo
que eu
nem
sabia
que eu
tanto
sonhei.
Boa noite.
Publicado em B. Dias
•segunda-feira, outubro 12, 2009 •
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“[...]e saiu andando lenta em busca de uma rua sem carros, de uma rua com árvores, uma rua em silêncio onde pudesse caminhar devagar e sozinha até em casa. Sem pensar em nada, sem nenhuma amargura, nenhuma vaga saudade, rejeição, rancor ou melancolia. Nada por dentro e por fora além daquele quase-novembro, daquele sábado, daquele vento, daquele céu-azul – daquela não-dor, afinal.”
[Ao Simulacro de Imagerie, Caio Fernando Abreu]
Publicado em Caio Fernando Abreu, Trechos de livros
•sábado, outubro 10, 2009 •
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Um sorriso brusco mudou-lhe a forma dos lábios. Você me sorriu e seus olhos também. Eu voei até você…
Ligações, mensagem, uma esquina, uma espera. “Tá onde? É Zac.”
Tarde da noite, você… Passos apressados, abraço apertado, chegada sem muitas palavras.
Foi bom te encontrar novamente. Estranho também, eu poderia acrescentar, já que parecíamos um pouco desajeitados e desacostumados com nós mesmos. Como se possuíssemos braços longos demais para corpos tão pequenos.
O tempo faz isso, sabia? Eu sabia…
Mas ainda assim foi bom, e apesar da pequena falta de jeito, sentir que o nosso amor não nos falta foi reconfortante.
Quando nos conhecemos, há quase três anos, eu não imaginei que um dia você me faria tanta falta. [Mesmo tão próximos, tornamo-nos tão distantes...] E menos ainda, que encontrar você assim, tão de surpresa, me deixasse tão inquietamente feliz. É que eu sempre senti o elo que havia entre nós tão forte e verdadeiro, que não imaginei um dia coisas tão vãs abalando-o.
Mas sabe? Depois daquela noite, eu vi que somos mesmo inseparáveis. Você me fez acreditar nisso outra vez, obrigada.
Eu sempre tive passagem livre na sua vida. Sempre fui de lá pra cá sem nenhuma cerimônia, afinal isso nunca nos foi necessário. E repentinamente, eu vi um muro alto sendo construído. Muro este que me parecia inalcançável.
Só que, numa noite tão inexplicavelmente bela, você pulou o muro e veio me ver, e isso encheu meu coração de alegria. [Você que sempre me enche de alegria.] E agora, enquanto eu te escrevo palavras que saem do meu coração para o teu, você me liga e com um sentimento sincero, me faz acreditar que apesar de eu estar do outro lado, você sempre pulará o muro e virá me ver. E que somos, de uma maneira mansamente forte, inseparáveis.
Um sorriso brusco mudou-me a forma dos lábios. Eu te sorrio com os olhos, a boca e todo o meu corpo. E agora, você sempre voa de volta até mim.
Publicado em B. Dias
•sexta-feira, setembro 25, 2009 •
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‘Quand tu me prends dans tes bras,
Quand je regarde dans tes yeux,
Je vois qu’un Dieu existe, Ce n’est pas dur d’y croire…’
-
‘Quando você me prende em seus braços,
Quando olho dentro dos seus olhos,
Eu sei que Deus existe,
Não é difícil acreditar…’
[Something – Sakira]
Publicado em B. Dias, Com amor, ao meu amor
•sábado, setembro 19, 2009 •
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Eu digitei o e-mail, a senha e esperei. Quando finalmente conectou, recebi essa mensagem em offline: “Quando quiser chorar, lembre-se que estou contigo.”
Foi uma surpresa, mas uma surpresa boa. É bom saber que eu tenho você sempre, e não apenas na hora de falar um monte de coisa engraçada e rir depois. Obrigada. A partir de hoje, sempre que eu chorar, lembrarei que não estou sozinha. Não mais.
(Ps.: Lembra de um papel que eu te entreguei no final do terceiro ano com essa música? Eu não esqueci e tenho certeza que você não esqueceu também…)
‘Eu levo essa canção
De amor dançante
Prá você lembrar de mim
Seu coração lembrar de mim…
Na confusão do dia-a-dia,
No sufoco de uma dúvida,
Na dor de qualquer coisa…
É só tocar essa balada
De swing inabalável
Que é o oásis pro amor.
Eu vou dizendo
Na seqüência bem clichê:
Eu preciso de você…
É força antiga do espírito
Virando convivência
De amizade apaixonada.
Sonho, sexo, paixão,
Vontade gêmea de ficar
E não pensar em nada…
Planejando
Prá fazer acontecer,
Ou simplesmente
Refinando essa amizade,
Eu vou dizendo
Na sequência bem clichê:
Eu preciso de você…
Mesmo que a gente se separe
Por uns tempos, ou quando
Você quiser lembrar de mim,
Toque a balada
Do Amor Inabalável,
Swing de amor nesse planeta…
Mesmo que a gente se separe
Por uns tempos, ou quando
Você quiser lembrar de mim,
Toque a balada,
Seja antes ou depois,
Eterna Love Song de nós dois…’
(Balada do amor inabalável – Skank)
Publicado em B. Dias
•sábado, setembro 19, 2009 •
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Eu passei dias e mais dias te enchendo balões e você não viu. Nem prestou atenção às cores que eu fui pegar no arco íris. Nem imaginou o esforço que eu fiz usando todo o ar que havia em meus pulmões.
Eu sufoquei e até chamei seu nome, mas você insistiu em não querer ouvir. Você gritou na porta e eu respondi, mas você não ouviu. Não me ouviu. Minha voz estava sufocada pelo ar que me faltava. O ar que eu dei pra você em forma de balões.
Você não viu os balões. E nem em preto e branco você encheria balões pra mim. Eu não faria questão das cores, não precisaria de tantas. Eu não me importaria com a quantidade dos balões, poderia ser apenas um. Não totalmente cheio, não necessariamente vazio.
Eu apenas queria um pouco do ar dos seus pulmões.
Eu queria o ar. O seu ar.
Para respirar em paz.
Mas você já não vê os balões nem as cores.
Eu tento entender o que acontece, eu enxugo as lágrimas, eu fecho os olhos, mas não durmo.
Você não entende, você não ouve, você não vê.
Eu passei dias te enchendo balões, eu segurei todos para te presentear, mas você passou por mim e não me viu. Eu os soltei e agora os balões estão no ar, longe, no infinito. Igual a mim, a voar pra algum lugar distante daqui.
Longe de você e da minha eterna vontade de ter novamente um pouco do seu ar.
(Postado ao som de: Escuta – Luiza Possi)
Publicado em B. Dias, Sem-categoria
•sexta-feira, setembro 18, 2009 •
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“Ele me esquecerá. Deixará sem resposta minhas cartas (…). Eu lhe mandarei poemas, talvez ele responda com um cartão-postal. Mas é por isso que o amo. Proporei um encontro – debaixo de um relógio, ou numa encruzilhada; esperarei, e ele não virá. É por isso que o amo. Ele se afastará da minha vida, esquecido, quase inteiramente ignorante do que foi para mim. E, por incrível que pareça, entrarei em outras vidas; talvez não seja mais que uma escapada, um simples prelúdio. (…) continuarei a deslizar para trás das cortinas, para o seio da intimidade, em busca de palavras sussurradas a sós. Por isso parto, hesitante mas altivo (…).”
(Trecho de ‘As ondas’, Virginia Woolf.)
Publicado em Trechos de livros
•terça-feira, setembro 1, 2009 •
7 Comentários
Plágio é falta de sentimento, competência e de um pouquinho de vergonha na cara.
Usar palavras que não são suas como se fossem faz de você um parasita, um verme, vivendo através da vida de alguém. Torna-se um ser sem alma, sem história.
Eu vejo meu reflexo no espelho, mas eu sei que a minha parte verdadeira está do lado de cá.
Eu sou uma só, dos dois lados.
E você, o que vê?
Corpos em pedaços e palavras de vidas amontoadas!
Histórias de terror e de amor, talvez…
Nada seu.
Você fica sendo a xerox e eu, o original.
Triste.
Fim.
Publicado em B. Dias
•quinta-feira, agosto 27, 2009 •
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sEM TI…
•Domingo, Junho 15, 2008 •
Domingo, 16:27h. Sobras de raios de Sol entram pelo vidro da janela e misturam-se com a lentidão e o tédio que toma todos os segundos do meu dia, enquanto eu tento estudar-decorar-aprender-oufingirqueconsigomeconcentrar no trabalho de Dante. Seus olhos estão aqui, na minha cabeça. Aliás, seus olhos, suas mãos, o toque leve da sua voz e o cheiro do seu sorriso. Talvez você nem esteja pensando em nós nesse momento, ou reflita deitado na sua cama o quando eu sou confusa e complico as coisas ou ainda, que você se diverte com minha imaturidade, apesar de tudo. Acho que eu te afasto de mim aos poucos, embora queira o inverso. “Eu me afasto e me defendo de você, mas depois me entrego… Faço tipo, falo coisas que eu não sou, mas depois eu nego… Eu tenho medo de te dar meu coração e confessar que eu estou em tuas mãos, mas não posso imaginar o que vai ser de mim se eu te perder um dia…”
Se estivéssemos juntos, poderíamos pensar juntos, dividir risadas e a respiração. Ficar grudados, abraçados, vendo algum filme de amor, imaginando como seria se fôssemos nós com aquela vida e toda aquela proximidade. Leve. (Será que você queria mesmo ficar assim, o tempo todo perto de mim?) Eu te deixaria passar as mãos sobre os meus cabelos e nem me importaria se eles não estivessem penteados, porque você sempre acaba bagunçando-os quando mexe neles e eu me sinto como uma criança tola, à se entregar de alegria após um cafuné, um carinho de graça… Não me preocuparia em fazer uma maquiagem impecável ou estar bem arrumada, porque você me olha com os mesmos olhos de amor até quando eu estou de camiseta e olhos borrados do delineador… E eu nem teria medo se faltasse energia e tudo ficasse escuro, ou se eu sentisse sede e não tivesse água, ou se chovesse por três meses inteiros sem parar, desde que você estivesse aqui comigo.
Publicado em B. Dias, Com amor, ao meu amor, Entendeu? Nem eu!, inDIRETAS
•quarta-feira, agosto 26, 2009 •
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“(…) eu não sabia o quanto iria sofrer e ver sofrer. Agora que sei, danço melhor, rio melhor. Odeio melhor, também.”
Trecho do livro ‘Résistance’, de Agnès Hmbert.
Publicado em Trechos de livros
•sábado, agosto 15, 2009 •
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Eu tô tão triste que meu coração dói. Eu nunca me senti tão sozinha.
Publicado em B. Dias
•segunda-feira, agosto 10, 2009 •
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Acho que eu estou crescendo, é isso. Consigo ver as coisas de uma forma que eu jamais imaginei que conseguiria ver. Hoje eu sei que tudo na vida consiste em um ciclo, e de nada adianta querer se prender a algo, porque quando chegar a hora certa aquilo deixará de existir, independente da sua vontade ou dor.
As ruas continuam as mesmas, as casas, aquele banco no meio da madrugada também. Depois de algum tempo ainda é provável sentir o cheiro do toque, mas um dia ele some dali. Tudo simplesmente se esvai.
E aí, a você esquece a voz que era mais doce aos seus ouvidos.
Dos corpos, não restará nem uma vaga lembrança.
No mais, se uma planta morre hoje é porque há de nascer outra no lugar. Amanhã.
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•segunda-feira, agosto 3, 2009 •
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Bom seria se o tempo fosse algo que pudéssemos controlar. O tempo de ida, o de volta, o tempo do dia, da noite… O tempo de lembrar, o tempo de se fazer lembrar… Porque às vezes eu sinto como se o meu tempo escorresse por entre meus dedos e eu nunca pudesse definir ao certo a duração das coisas. Tempo de calar, tempo de se fazer ouvir… Eu ganhei tempo? Acho que eu o perdi… Não gosto de pensar nas coisas que perdi. Até porque as esqueço, na maioria das vezes, e quando consigo lembrá-las, vem junto uma sensação estranha, de impotência, talvez.
(Não tenho escrito ultimamente e acho que já não o faço com tanto jeito ou graciosidade. Bons tempos aqueles quando eu tinha mais motivos e inspiração para escrever…)
Mas como eu ia dizendo, acho que ando meio sem tempo para algumas coisas. É como se o tempo estivesse esgotando, sabe? E eu já não conseguisse enxergar com os mesmos olhos de antes… Acho que eu mudei, e já faz algum tempo. Não eu inteira, mas uma parte de mim. E isso vem acontecendo ao longo do tempo, tempo esse que insiste em passar tão rápido e sem sentimento, tão dolorosamente frio. Será que ainda há algo se mudar? Será que ainda tenho tempo?
Tenho uma ferida que está aberta e a sangrar. Muito. Ferida na pele cicatriza, um corte ou arranhado, pode ser. Mas a alma é algo da qual não podemos fazer curativo. Fica aberto mesmo, pode infeccionar e vir a trazer maiores problemas, mas não tem como alguém cuidar do machucado. Uma vez aberto uma ferida, ela permanece lá… Tempos doendo mais, outros menos… Mas é uma ferida que não sara. A não ser que seja tempo de esquecer, aí o tempo se encarrega de apagar e possivelmente você nem lembrará o que existiu ali um dia. O tempo pode ser bem cruel. Então, aproveite o tempo. O tempo de falar, o tempo de amar, o de abraçar, o de se fazer entender. O tempo de acompanhar, de caminhar de mãos dadas, de ser o amor de alguém. Porque nunca se sabe quando vai chegar o tempo de esquecer, e aí, você pode virar apenas uma ferida apagada da alma de alguém.

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•segunda-feira, julho 13, 2009 •
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Às vezes eu não entendo como você pode ser, em alguns momentos, tão chato, irritante e insuportável. Isto me faz querer não te querer, sabe? Porque eu não consigo encontrar motivos para você se transformar em algo tão “não você”. Logo você, que é tão doce, tão amável, tão bonito… Bonito de verdade, como aquelas pinturas antigas que, não importa o que aconteça, quanto tempo envelheçam ou o quão fiquem esquecidas nas nossas memórias, sempre que as vemos elas continuam ainda tão bonitas. Ou como um sonho que a gente acorda triste porque acordou, e passamos o dia inteiro tentando dormir, só para sonhá-lo novamente. Tão bonito, que consegue me fazer te odiar agora e, no instante seguinte, com apenas uma palavra, me reconquistar e me fazer querer voar para os seus braços. Eu não entendo, não mesmo. Como é que eu posso amar tanto alguém, assim, como eu amo você. ♥


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•sábado, março 7, 2009 •
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Quando uma janela de coisas se fecha, nesse mesmo instante, uma porta de vida se abre bem ali, do outro ladinho, onde apenas olhos de esperança conseguem enxergar.
O problema é que minha portinha vive emperrada e, devido a isso, meus olhos de esperança nem se abrem mais.
Estou nervosa, ansiosa, receosa. Esperando algo que eu já nem sei mais o que é.
(Texto postado em 21 de setembro de 2007, no meu antigo blog. Impressionante como as coisas acontecem e se repetem em diferentes momentos de nossas vidas.)
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•sexta-feira, março 6, 2009 •
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Se nos fosse possível saber com antecedência o que poderia nos causar ou não decepções, não criaríamos tantas expectativas – em relação a algo ou alguém – e evitaríamos assim tantas frustrações, medo, dor. Porque não há nada pior que acreditar numa coisa com toda fé possível e, repentinamente, ser obrigado a ver que não era como você esperava que fosse. Mas a culpa, ainda assim, ao meu ver, é de quem acredita. Afinal, se todos na vida estão aptos a cometer erros, até nós mesmos, por que criar a tola ilusão de que há alguém diferente (no mínimo de outro planeta), que não cometerá tais atos por pena ou amor a nós? Até porque quem ama também magoa. Quem ama também mente e até ilude, mas muitas vezes nem é com más intenções. Só que, como de boas intenções o inferno tá cheio, tô fugindo desse tipo de coisa. Iludir-se faz parte da vida, mas ser feito de otário é outra história, e se você permite que façam isso com você, boa sorte, meu amigo. Escolher entre o que é certo e o que é mais fácil é complicado, mas sempre é possível o fazer sem precisar passar por cima de alguém.


“Só as coisas que você não quis me fazem companhia,
Eu fico à vontade com a sua ausência…
Eu já me acostumei a esquecer…
Tudo que vai deixa o gosto, deixa as fotos,
Quanto tempo faz?
Deixa os dedos, deixa a memória,
Eu nem me lembro mais…”
[Postado ao som de: Tudo que vai - Capital Inicial]
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•quinta-feira, fevereiro 26, 2009 •
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Depois desse amor eu não encontrarei meu porto seguro em outra alma, mas na minha própria, porque a única pessoa que pode me dar verdadeira segurança e proteção sou eu mesma…
Depois desse amor eu quero respirar o ar que veio junto ao vento do norte e sentir encherem por completo os meus pulmões…
Depois desse amor eu não olharei para mais ninguém com tanta ternura, tanta vontade, tanto afeto. Mas abrirei uma exceção quando estiver olhando o espelho…
Depois desse amor eu quero caminhar de cabeça erguida, olhar para frente e não ver um caminho a seguir, mas ainda assim seguir, mesmo que não haja uma mão segurando a minha…
Depois desse amor eu ouvirei as batidas do meu coração soarem forte, mais forte que qualquer outra coisa, e quando eu procurar o motivo disto, verei que eu simplesmente estou viva e o quão isto é magnífico…
Depois desse amor eu encontrarei lucidez na minha loucura e repararei os erros que eu porventura vier a cometer, sabendo que a única responsável por eles sou eu…
Depois desse amor eu verei que a melhor companhia é a minha companhia, e que não importa o que houver, eu nunca estarei sozinha porque posso contar comigo mesma, e eu nunca me sentirei mal amada porque eu aprendi a amar muito bem…
Depois desse amor eu conseguirei abrir finalmente minhas asas e ver que eu não preciso de ninguém para voar bem alto e me perder na imensidão do céu…
Depois desse amor eu irei pra bem longe e nem olharei pra trás, porque saberei que tudo o que realmente importa eu carrego em meu coração e, uma vez nele, jamais se perderá…
Depois desse amor eu não me afligirei com o ontem ou o amanhã, pois o hoje me basta e eu sempre o celebrarei com imensa alegria…
Depois desse amor eu não mais terei importantes datas a comemorar, mas bem no fundo de mim eu guardarei tudo num cantinho recheado de carinho e saudades…
Depois desse amor eu passarei a ver meu corpo como algo além de um monte de órgãos e diferentes reações, mas algo que carrega minha vida, que para alguns é significante e importante…
Depois desse amor eu saberei exatamente o que eu quero para mim, e não apenas o que eu definitivamente não quero…
Depois desse amor eu terei coragem para admitir meus erros, meu sentimento eterno, minha vontade de voltar, minhas saudades sem fim…
Depois desse amor eu me conformarei que de nada adianta querer esquecer, o que é insignificante o tempo trata de apagar, e o que valeu a pena vai ficar marcado na alma, como tatuagem…
Depois desse amor eu saberei esperar toda uma eternidade para encontrá-lo e amá-lo outra vez…
Depois desse amor eu não amarei outro alguém, nunca mais.
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•segunda-feira, fevereiro 23, 2009 •
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- O que você quer?
(O que eu quero mesmo, de verdade? Eu quero poder voar alto, tocar o céu e saber que o fiz com minhas próprias mãos; quero poder ver o mundo com os meus olhos e ser capaz de acrescentar algo de melhor nele; quero sorrir porque sinto vontade, e não para disfarçar a minha dor; quero correr para os braços de quem eu amo por carregar saudades, e não porque me senti forçada a fazê-lo. Quero acreditar que o amor existe e que as pessoas amam de verdade pelo que carregam dentro do coração, e não para satisfazerem suas necessidades supérfluas; quero fazer o que gosto, com prazer e dedicação, ao invés de ser obrigada a passar por cima de minhas vontades para satisfazer os desejos alheios. Quero tomar banho de chuva sem me preocupar em que estado ficarão meus cabelos; quero voltar para casa e me sentir realmente num lar; quero me sentir livre de verdade, para que assim eu seja a responsável pelas minhas escolhas sem a influência de ninguém. Quero andar por aí sem ser reconhecida pelo que tenho ou fiz, mas pelo que posso vir a fazer; quero amar a todos que merecem e ter ainda assim um pouco de amor a dar aqueles que não merecem tanto assim; quero escrever tudo o que vier à minha cabeça, e poder usar isso para ajudar alguém, de alguma forma (nem que seja para arrancar algumas gargalhadas); quero fazer todas as besteiras possíveis de se fazer nessa vida, e ter coragem para reparar as que precisarem de reparo; quero segurar a mão, beijar, abraçar e sorrir para alguém que amo e que desperta tais vontades em mim, sem ter que fingir tais atitudes simplesmente para agradar alguém por quem eu não tenha tanto amor. Quero ter o poder de ouvir a todos que precisam de ouvidos, e palavras de conforto a todos que necessitam de tais; e quero ser merecedora do amor das pessoas, até mesmo das que nem me conhecem tão bem, mas ainda assim me dão a honra de ser amada. Quero provocar sorrisos nos rostos das pessoas, e assim, poder dormir em paz por saber que pelo menos por alguns instantes, fiz alguém se sentir bem.)
- Eu? Ah, eu quero ser feliz!
BrunaDias
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•terça-feira, novembro 11, 2008 •
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Eu já fui embora tantas vezes, que agora eu me questiono: será que eu voltei mesmo, ou é apenas sua vontade de ver o irreal!?
Para algumas viagens só há o trem de ida…
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•sábado, outubro 18, 2008 •
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‘…Esses dias eu não esqueço.
Nem precisa adivinhar, como vão as coisas,
Nada vai sair do lugar…’
[Ponto de partida - Marjorie Estiano]
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•sábado, outubro 18, 2008 •
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[10.10.08 - 19:27h]
Talvez faça mesmo sentido e, um dia, quando você acorda, simplesmente não está mais lá. O mundo dá muitas voltas, as coisas acontecem e tudo está em constante mutação. Mas será que tudo mesmo está sujeito a sucumbir às arrancadas que a vida dá?!
Quem sabe os sonhos são só uma tentativa inútil de tentar fugir da realidade e, o amor, uma forma poética e patética de supor que a vida não é tão difícil quanto parece. Seria mais fácil carregar as sobras dos beijos que não foram dados, os apertos dos abraços não sentidos e as saudades e suspiros dos amores não vividos. Uma forma de evitar a dor, talvez…
Às vezes penso tanto enquanto olho para o teto do meu quarto que suponho todos os pensamentos e devaneios estarem lá, pendurados por cordas invisíveis, pesando mais a cada dia, até que não consigam mais serem sustentados e tragam a casa abaixo.
Hoje o vento está leve, tão leve quanto meus passos evitando acordar quem dorme e descansa em paz. As folhas das árvores balançam em uma dança interminável e minha alma dissipa-se no ar. Longe muito longe, não há destino certo para se chegar.
“-Quantas vezes você encontra a pessoa certa? Apenas uma vez!”, disse alguém em um filme que eu já não lembro mais o nome, e eu não consigo imaginar a dor futura de uma possível perda. O mundo não acaba e ninguém morre por amor, mas a alma adoece e não há mal pior que uma alma aflita pelos males de um coração partido. Porque os benefícios que o amor traz são incomparáveis, mas as dores superam qualquer felicidade.
Eu não sei o que alguém pode fazer para passar a vida inteira ao lado de alguém que ama…
E temo nunca encontrar a receita, se ela existir.
Lavar o rosto, descer as escadas e voltar pra casa…
Mas um dia, seu lar pode simplesmente mudar de lugar e assumir a forma não de uma casa, mas de um sentimento, um rosto, um amor.
[11.10.08 – 09:27h]
E se eu não tiver o que dizer ou, na pior das hipóteses, não souber como fazê-lo?
[11.10.08 – 10:32h]
Eu olhei por mais de uma hora a página em branco e não consegui escrever nada. Há algo estranho no ar, como se algo pesasse e minha cabeça não conseguisse processar as coisas direito. Hoje eu só queria ficar sozinha, sem ter que olhar ou falar com ninguém, e poder conversar apenas comigo. Tentar entender. Tentar me entender.
Desde o momento que abri os olhos e não havia mais ninguém no quarto para desejar um bom dia, pressenti que o dia não ia ser fácil. As coisas que pareciam estar tão bem postas em seus devidos lugares, agora aparentam uma enorme confusão e nada está certo, nada convence.
O céu está tão azul quanto à água do mar que eu não vi.
Eu disse que estava tudo bem, mas não está e eu não sei como isso tudo pode terminar. Você não me deu escolha, não podia ser outra minha reação, eu te amo, entende?
E eu continuo achando que é melhor tomar cuidado. O que começa como uma brincadeira pode tomar rumos bem sérios e aí, um simples beijo pode trazer sentimentos que não se esperava sentir e uma simples amizade, pode virar algo bem mais intenso.
Quem pode dizer o quanto um amor pode resistir? As últimas palavras, “saudades… saudades…”, a quem mais importa? Quem vai cuidar disso tudo quando já não houver mais flores?
Certa vez, eu ouvi alguém dizer que passaria, mas hoje eu sei que não passa. E é algo que vai ficar sempre ali, num cantinho da lembrança, rodeado de saudades…
Eu nunca sei o que dizer.
“you still can touch my heart…”
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•sábado, agosto 30, 2008 •
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(…)
Não sei lidar com a responsabilidade da felicidade. A felicidade guardada na bolsa ou na vida.
Eu tenho um homem lindo me esperando essa hora, e eu quero com todas as células do meu corpo ir ao encontro dele. Mas eu não sei lidar com tanta felicidade, por isso estou planejando a morte dele.
Estou planejando matá-lo com minha estupidez, quero que ele morra fulminado pelas minhas armas de boicote.
Quero que ele perceba o quanto sou chata, ciumenta, louca e doente. E que ele enjoe logo da minha cara abatida de intensidade. Que ele pegue logo bode do meu cansaço em viver tanto, porque vivo muito mesmo quando estou deitada olhando para um ponto fixo.
É tão cansativo ser eu mesma com todos os meus medos e neuroses, e quero que ele sinta o fardo do meu peso.
Morra e me liberte dessa alegria incontrolável. Passe desta para uma melhor, porque eu sou um lixo.
(…)
Eu olho para você e tenho tanta, mas tanta alegria em saber que você existe, que sinto ódio. Ódio de eu não mais esperar por você.
O sentido da minha vida era encontrar você. O motivo para eu seguir adiante nos corredores escuros e bater em portas obscuras, era a sua busca.
Agora que você está sentado numa sala clara e óbvia, não preciso mais me enfiar em buracos. Mas os buracos eram a única trilha que eu conhecia.
Você me soltou na atmosfera e eu estou voando. E eu sinto saudades do buraco, da espera, da angústia.
Eu sinto falta de olhar triste para o espelho e me sentir metade. Agora que eu tenho você, nem perco mais meu tempo olhando para o espelho, porque só tenho olhos para você.
Você me roubou de mim mesma. E eu sou tão ciumenta que estou com ciumes de mim. Você me tirou da minha vida incompleta. E me transformou numa completa idiota.
O amor é uma doença. Eu sinto náuseas, febres, dores musculares. Eu acordo assustada no meio da noite. Eu choro à toa.
Eu estava do lado da sujeira, eu era a outra, eu estava por dentro do crime.
Você me fez sentir um mundo limpo, verdadeiro e eterno. E esse mundo é tão novo pra mim, que eu te odeio. Que eu estou pequena nele, e preciso de você o tempo todo para me abraçar e dizer que está tudo bem.
E quando você não está por perto, eu caio. Porque não sei nada desse mundo de alegrias e coisas bonitas.
Você não me deu saída. Você transformou todas as vozes que me davam escapatórias para outros corredores, em sons sem lábia. Minhas saídas perderam as escadas escuras e charmosas, porque você lavou meu chão de imundícies com amaciante Fofo.
Se eu tentar fugir, escorrego no perfume da minha nova vida. A nova vida que não sei viver. A nova vida que quero viver ao seu lado. Ao lado do homem que eu odeio porque nunca amei tanto.
Ao lado da felicidade que eu odeio porque se ela acabar, não sei mais se consigo voltar pra casa. E nem se quero.
(…)
Agora eu estou aqui, inconformada com o seu passado, querendo matar suas lembranças. Com ciumes do seu silêncio porque ele está com você há mais tempo do que eu e eu tenho medo do quanto ele te consome, com ciumes do seu sono porque ele te leva do meu foco.
Com raiva da sua importância porque ela me congela, com raiva do tempo que não dura para sempre quando você me olha sabendo das minhas loucuras e ainda assim me amando.
Agora eu estou aqui, querendo que todos os amores do mundo durem para sempre, e que nenês nasçam, e que árvores cresçam e que garotas vagabundas não nos invejem e que os desejos das nossas sombras não nos traia.
Agora eu estou aqui, de quatro, de lingua no chão, te odiando muito, virando a cara, socando você, cuspindo em você, te tratando mal, tudo isso porque não sei lidar com o mundo girando na minha barriga, a tontura do amor, o enjôo do vício em você, a dor do músculo quando me separo.
Pode parecer maluco, mas todas as minhas súplicas para que você desista de mim, é um jeito maluco de pedir que você não desista nunca, pelo amor de Deus.
Tati Bernardi
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•segunda-feira, agosto 25, 2008 •
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O mundo é bem estranho lá fora. Tantas coisas aparecem, tantas mudanças acontecem, e a verdade, é que eu acho que nunca estou preparada. Mas o mundo aqui dentro também tem sido estranho. Não deve ser fácil pra você, eu sei. Hoje eu sei…
Sabe, eu queria te mostrar que eu aprendi muito nesses 19 anos. Coisas importantes e outras nem tão importantes assim. Mas sabe o que eu absorvi melhor? O medo. O medo, a insegurança, a incerteza… E eu sei que pode nem ter sido intencional, mas eu devo boa parte disso a você.
Com você, eu vi que demonstrar sentimentos é algo não muito seguro, e esperá-los das pessoas, uma perda de tempo. Eu aprendi da maneira mais difícil a não acreditar em mim nem nas pessoas, por medo de alguém poder agir igual a você.
Com toda sua frieza e indiferença, eu percebi que não importa o quão um coração foi quebrado, há sempre um novo alguém para quebrá-lo mais uma vez, sem dó nem piedade.
Com o seu silêncio ríspido, eu percebi que pior do que palavras mal ditas são as não ditas. É como passar a vida inteira esperando uma correspondência que nunca vai chegar e, caso chegue algum dia, não seja possível abri-la.
Com seus passos quase invisíveis a atravessar meu mundo, eu aprendi que é melhor procurar sempre um caminho mais seguro e nunca arriscar-se no desconhecido. Eu não me arriscaria como você se arriscou, eu não magoaria tanto alguém como você o fez…
Você se fechou na sua redoma e eu tranquei a porta que permitia acesso ao seu mundo. Nós nunca demos um passo sequer para sairmos das nossas prisões. Então, não há culpados e se os houver, nós dois nos enquadramos nesse contexto.
Somos parte um do outro e nos conhecemos tão pouco…
Para mim você é uma pessoa séria, trabalhadora e tímida; possui um sorriso bonito e uma gargalhada gostosa de se ouvir e, mesmo que eu tenha me deparado com tais atos pouquíssimas vezes, eu sempre lembro da forma que você ri. Isso foi bem antes, antes mesmo que você se tornar a primeira pessoa a partir meu coração (quando magoou profundamente a mulher das nossas vidas), e eu jurei que nunca confiaria em homem nenhum e não permitiria que mais ninguém causasse tanta dor à minha alma.
Para você eu sou Bruna, a filha caçula (das meninas) da minha mãe, chorona desde pequena, que nos dias de hoje estuda em Patos e acorda bem cedo, antes de qualquer outra pessoa na sua casa.
Nós mal nos conhecemos, né?!
Então, deixa eu te mostrar um pouco mais de mim…
Eu gosto de escrever, sabe? Gosto de ler, de ouvir, de interpretar e de viajar em meus pensamentos. Não gosto de apresentar seminários, eu nunca levei o menor jeito com eles.
Faço administração, um curso que eu não gosto e que agora, tenho certeza que também não gosta de mim. Eu queria mesmo era fazer psicologia, mas como só tem bem longe de casa, acho que farei primeiro letras.
Tenho grandes amigos de todas as cores, formas, épocas e lugares que você possa imaginar. Morro de saudades da época da escola e me achava bem mais segura lá. Na verdade, ali sempre foi e sempre será a minha segunda casa…
Mas eu também gosto da universidade. Lá eu fiz importantes amizades e encontrei um presente muito especial que a vida reservou para mim: o meu amor!
É, eu estou completamente apaixonada. Ele é o meu terceiro namorado, mas eu nunca havia gostado de alguém de verdade, sabe!? Só que eu tenho tanto medo… E todos os dias eu bebo um pouco do meu próprio veneno para me impedir de sentir dor maior e talvez, para não desejar uma felicidade que, provavelmente, nem pode ser minha. Você sofreu tanto e tanto fez sofrer, que eu não consigo imaginar que comigo pode ser diferente…
Eu não quero sonhar para um dia ver todos esses sonhos virarem cinzas. Eu não suportaria outra dor assim, entende?! Mas eu sei que a vida é bem injusta e sempre há dores bem piores do que a gente imagina existir. Eu aprendi através da dor alheia a não arriscar. E foi assim até o dia que eu conheci esse tal rapaz…
Quando eu cheguei ao topo da montanha, ao invés de fazer o caminho inverso como sempre o fiz, eu me joguei sem medir. É que eu o amo de verdade, e amei desde a primeira vez que vi os seus olhos… Eu não poderia deixar ele simplesmente passar por minha vida…
E eu sei que não terei seu colo ou, tampouco, você verá minhas lágrimas, mas quando os sonhos virarem realidade mais uma vez, e houver mil pedaços do meu coração espalhados pelo chão, eu darei um jeito de colar tudo sozinha, como eu fiz quando você o quebrou.
E eu lembrarei que foi com você também que eu, cultivando a raiva e a dor, aprendi a te amar exatamente como você é: um pedaço de mim.
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•domingo, agosto 24, 2008 •
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É como buscar respostas e
encontrar mais perguntas.
Confusão. Confusa. Confunda-me.
Preciso que falte energia em mim. Para que eu possa
passar uns dias desligada, sem ver, ouvir ou falar com ninguém. Preciso me
olhar, dentro, e tentar entender. Me entender.
E entender esse frio que me faz
tremer, esse de fora pra dentro. E também o de dentro pra fora, que eu tenho
conseguido esconder.
Mas o que mais eu disfarço?
Tudo engano.
Tantas perguntas e nenhuma
resposta…
Deixo-me voar, longe, ouvindo as
canções de amor.
E lembro momentos, sorrisos, sabores,
detalhes.
Nada em vão, eu sei.
A gente sempre procura uma
resposta, um motivo justo, um conforto…
Talvez…
Algumas vezes não vemos, mas a explicação é tão simples e óbvia.
Coisas tristes e difíceis acontecem o tempo todo.
Aprender a conviver com o fato é o mais deprimente.
Então procuro fazer assim: viver um dia de cada vez, como quem conta estrelas
cadentes.
Um aqui, outro ali.
Prestando atenção, para que não se perca nenhum detalhe…
(Ontem eu sonhei que via uma
estrela cadente, e até nos sonhos, eu pedi que ele nunca me deixasse nem
deixasse de me amar…)
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•domingo, agosto 24, 2008 •
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(…)
Faz de conta que é princesa
Esperando compreensão
Inatingível realeza
Vai tropeçando no salão
(…)
Vão dizer que foi fraqueza
Um impulso sem razão
Mas é visível que a tristeza
Vai derramando pelo chão
A noite esquece quem procura um lugar pra se arrepender
Amanhã, um desencanto pode se revelar quando o dia
nascer…
(Desencanto – Marjorie Estiano)
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•sábado, agosto 23, 2008 •
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Mais doído que arranhão no joelho é corte na alma (ou no coração).
Há aqueles mais superficiais, onde as circustâncias pelas quais foram provocados nem importam tanto, tornando-os possíveis de cicatrizar em tão pouco tempo que caem logo em esquecimento.
Outro tipo de corte é aquele que vai um pouco mais fundo… Uma palavra dita num tom não muito agradável, uma amizade que não foi tão sincera, um amor não correspondido. A dor dura um pouco mais, podendo ser de um dia, um mês ou até um ano. A pessoa ferida pode esquecer horas e lembrar outras, o estrago provocado pode arrancar algumas lágrimas e uns “eu nunca mais farei isso” (ou coisas do tipo), mas um dia cicatriza. Também cai em esquecimento.
Há ainda outra espécie de corte – e já digo de antemão que é o pior de todos eles – que chega da forma mais inesperada possível; seja por carta, email, telefone, ou ainda, no pior dos casos, por palavras e gestos mal ditos ou não ditos. Esse tipo de dor é daquelas que nunca será dividida com ninguém (nem mesmo com o causador), daquelas que é guardada dentro da alma e o sofrimento é prolongado, podendo durar uma vida toda. É algo que não sai do pensamento, que persegue tudo que é feito, pensado, dito; e dói tanto, ao ponto de ser uma dor além do que se é possível sentir. Vem quando se dorme ou está acordado, na hora do almoço ou no lanche da madrugada. E a pessoa ferida dirá mil vezes que já passou, que já esqueceu, que não foi nada. Mas só ela saberá o quanto doeu ter vivido aquilo, o quanto seu coração ficou dez vezes mais frágil com aquele corte, o quanto queria poder simplesmente esquecer. Mas não esquece nunca. Porque há coisas que servem de lição, mas outras apenas nos perseguem a vida toda trazendo as lembranças mais tristes e o medo de seguir em frente.
“Ele mexe comigo, esse garoto.
Sempre.
É sua única desvantagem.
Ele pisoteia meu coração.
Ele me faz chorar.”
(A menina que roubava livros, Markus Zusak)
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•quarta-feira, agosto 20, 2008 •
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Namorado: Ter ou nao ter, é uma questão
Quem não tem namorado é alguém que tirou férias não remuneradas de si mesmo. Namorado é a mais difícil das conquistas. Difícil porque namorado de verdade é muito raro. Necessita de adivinhaçao, de pele, de saliva, lágrima, nuvem, quindim, brisa ou filosofia.
Paquera, gabiru, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixao é fácil. Mas namorado, mesmo, é muito difícil.
Namorado não precisa ser o mais bonito, mas aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme, sua frio e quase desmaia pedindo proteção. A proteção dele não precisa ser parruda, decidida, ou bandoleira: basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição.
Quem não tem namorado não é quem não tem um amor: é quem não sabe o gosto de namorar. Se você tem três pretendentes, dois paqueras, um envolvimento e dois amantes, mesmo assim pode não ter namorado.
Não tem namorado quem não sabe o gosto da chuva, cinema sessão das duas, medo do pai, sanduíche de padaria ou drible no trabalho. Não tem namorado quem transa sem carinho, quem se acaricia sem vontade de virar sorvete ou lagartixa e quem ama sem alegria. Não tem namorado quem faz pactos de amor apenas com a infelicidade. Namorar é fazer pactos com a felicidade ainda que rápida, escondida, fugidia ou impossível de durar.
Não tem namorado quem não sabe o valor de mãos dadas; de carinho escondido na hora que passa o filme; de flor catada no muro e entregue de repente; de poesia de Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes ou Chico Buarque lida bem devagar; de gargalhada quando fala junto ou descobre a meia rasgada; de ânsia de viajar junto para a Escócia ou mesmo de metrô, bonde, nuvem, cavalo alado, tapete mágico ou foguete interplanetário.
Não tem namorado quem não gosta de dormir agarrado, fazer sesta abraçado, fazer compra junto. Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor, nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele, abobalhados de alegria pela lucidez do amor. Não tem namorado quem não redescobre a criança própria e a do amado e sai com ela para parques, fliperamas, beira d’água, show do Milton Nascimento, bosques enluarados, ruas de sonhos ou musical na Metro.
Não tem namorado quem não tem música secreta com ele, quem não dedica livros, quem não recorta artigos, quem não chateia com o fato de o seu bem ser paquerado. Não tem namorado quem ama sem gostar; quem gosta semcurtir; quem curte sem aprofundar. Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto de ser lembrado de repente no fim de semana, na madrugada ou meio-dia de sol em plena praia cheia de rivais. Não tem namorado quem ama sem se dedicar; quem namora sem brincar; quem vive cheio de obrigaçoes; quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele. Não tem namorado quem confunde solidão com ficar sozinho. Não tem namorado quem não fala sozinho, não ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo.
Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando duzentos quilos de grilos e medos, ponha a saia mais leve, aquela de chita e passeie de mãos dadas com o ar. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. De alma escovada e coração estouvado, saia do quintal de si mesmo e descubra o próprio jardim. Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela. Ponha intenções de quermesse em seus olhos e beba licor de contos defada. Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu descesse uma névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante a dizer frases sutis e palavras de galanteria.
Se você não tem namorado é porque ainda não enlouqueceu aquele pouquinho necessário a fazer a vida parar e de repente parecer que faz sentido.
Enlou-cresça.
(Carlos Drummond de Andrade)
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•sábado, agosto 16, 2008 •
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Oi, blog! (:
Tchau, blog! Preciso estudar!
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•quinta-feira, julho 17, 2008 •
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Hoje eu queria poder te olhar nos olhos e falar muitas coisas. Nem sei se adiantaria de alguma forma, se mudaria algo dentro de você ou em nós dois, mas mesmo assim eu queria.
Eu bem sei que poderia falar com milhares de outras pessoas, mas você é o único que eu realmente queria que ouvisse. Poderia dizer que hoje eu quase morri afogada de tantos pelos do Christopher que se instalaram no meu nariz quando eu o beijei e cheirei por horas, ou ainda, falar da chuva que perseguiu e mim, Dari e Anair, enquanto voltávamos da locadora e que, de tão forte, me doeu o rosto e o corpo. Talvez eu falasse também do seu cheiro que eu senti quando passava numa ruae que quase me fez bater a moto. (Ah, meu amor, sentir seu cheiro assim, com toda essa saudade, só podia me atordoar os sentidos mesmo.)
Eu poderia aproveitar e te mostrar que eu chacoalharia o mundo para te salvar de alguma dificuldade, até que ela caísse dele para sempre. E que, eu ando sentindo tanto a sua falta, que ontem tive a impressão de ter visto uma estrela igualzinha àquela que eu te dei no último show de Mastruz que fomos juntos. (Lembra?)
Como alguém pode reconhecer uma estrela, havendo tantas e mais algumas no céu, que são exatamente iguais!? É que o brilho daquela estrela me lembrava teus olhos… Eles sempre brilham tão lindamente… E então, eu não tinha como me enganar, meu bem.
Durante esses dias que temos ficado assim, com esse montão de asfalto, e terra, e árvores a nos separar, eu tenho sentido tantas coisas estrranhas. Horas me senti a pessoa mais forte, mais apaixonada e confiante de que nada nem ninguém podem abalar o nosso amor, mas no instante seguinte, eu fico tão descrente de tudo… E de uma forma tão triste, que eu chego a ouvir o vento sussurar teu nome e levá-lo cada vez para mais longe de mim. (Hoje eu pensei em colocar um fim em tudo, tirar seu nome dos corações que eu escrevo com o dedo no ar, colocar tinta sovre a sua imagem que está no quadro da minha vida. Pensar/sentir essas coisas me doeram os ossos, as unhas e os cabelos. E, ao tentar construir em pensamento uma nova vida sem que você estivesse nela, eu senti meu coração partindo-se em mil pedaços. Não quero que isso me passe pela cabeça outra vez. Não quero mais falar nisso, entente? Não quero. Não mais.)
É então que volto ao começo, ao nosso começo. E lembro-me de como eu sempre tremia (e ainda tremo) quando alguém falava em você, ou de como eu esqueci que as nuvens não são feitas de algodão desde que eu olhei bem no fundo dos seus olhos (e me perdi naquela imensidão de pureza sem querer/saber voltar). Porque você virou meu mundo de cabeça para baixo e era disso que eu precisava.
Com você eu descobri que esquecer é uma palavra difícil de se lidar e que, quanto mais eu tentasse aplicá-la a nós dois, menos eu conseguiria. Foi então que eu desisti de tentar e passei a aceitar o fato de que você estaria sempre aqui, dentro de mim, sem que nenhum de nós pudesse mudar isso.
Hoje não choveu ainda, nem sei se vai. E as lágrimas que carrego dentro de mim, não secaram como as gotas que escorreram pelo vidro da janela. Mas a chuva, assim como você, sempre me dá uma sensação/lembrança boa: a da presença, mesmo na ausência.
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•sábado, julho 5, 2008 •
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O Coração é Todo Espera
I.
Quando ama, o coração
escala declives.
Impõe cânticos
à raiz das quietudes.
Crava umidade nas mãos.
II.
Quando ama, o coração
Cresce por dentro.
Escava o vento.
Impõe sinetas
ao caule dos cânticos.
Exige trajetos das mãos.
III.
Quando ama, o coração
é todo espera.
As horas contam-se
por regras outras.
O dia tem algo de sono.
E toda demora
tem a cor triste
do abandono.
(Jaime Vaz Brasil, em O Livro dos Amores)
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•quinta-feira, julho 3, 2008 •
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Um dia ele acorda da doença que lhe acometia, levanta a cabeça e olha pra trás, num último olhar, talvez. Olhar de quem olha o que já não é mais. Ela chora, mas não por fora. Chora por dentro, sangue, dor. Ele atravessa a rua, entra no carro e pronto. Partiu. Partiu-se. Partiram-se. Sim, ela, partida. Em mil pedaços.
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•quinta-feira, julho 3, 2008 •
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“Vivia a te buscar/ Porque pensando em ti/ Corria contra o tempo/ Eu descartava os dias/ Em que não te vi/ Como de um filme/ A ação que não valeu/ Rodava as horas pra trás/ Roubava um pouquinho/ E ajeitava o caminho/ Pra encostar no teu/ Subia na montanha/ Não como anda um corpo/ Mas um sentimento/ Eu surpreendia o sol/ Antes do sol raiar/ Saltava as noites/ Sem me refazer/ E pela porta de trás/ Da casa vazia/ Eu ingressaria/ E te veria/ Confusa por me ver/ Chegando assim/ Mil dias antes de te conhecer” (Valsa brasileira – Edu Lobo e Chico Buarque)
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•quinta-feira, julho 3, 2008 •
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Os dias estão bem frios nos últimos tempos. Muito frio mesmo.
E esse meu resfriado que não ajuda.
Estou com febre, acho eu.
(É impressão minha, ou não é apenas o clima que está frio?)
Esqueço-te, por alguns segundos.
Esqueço tuas mãos.
Esqueço tua voz cheia de manha e esqueço teu silêncio também.
Esqueço teus olhos.
Esqueço teu sorriso tão lindo.
Esqueço teu erro, teu desassossego.
Esqueço tuas roupas, quando não estão em você.
Esqueço o toque teu que ficou na minha pele.
Esqueço a voz tua que ficou em meus ouvidos.
Esqueço o gosto teu que ficou na minha boca.
Esqueço de mim, um tanto. Para tentar esquecer de você.
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•quarta-feira, julho 2, 2008 •
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SER FELIZ É TER ALGO QUE FAZER, ALGUÉM PRA AMAR E ALGO QUE ESPERAR!
(Aristóteles)
Eu TENHO o que fazer;
Eu TENHO alguém pra amar e, consequentemente… …eu TERIA que esperar, né?!
Mas acontece que meu neném vem aí me ver!
Então cancela a espera!
E eu sou feliz sim!
(:
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•segunda-feira, junho 30, 2008 •
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“Não sei o que está acontecendo comigo, diz a paciente para o psiquiatra.
Ela sabe.
Não sei se eu gosto mesmo da minha namorada, diz um amigo para o outro.
Ele sabe.
Não sei se quero continuar com a vida que tenho, pensamos em silêncio.
Sabemos, sim.
Sabemos tudo o que sentimos porque algo dentro de nós grita. Tentamos abafar esse grito com conversas tolas, elucubrações, esoterismo, leituras dinâmicas, namoros virtuais, mas não importa o método que iremos utilizar para procurar uma verdade que se encaixa nos nossos planos: será infrutífero. A verdade já está dentro, a verdade impõe-se, fala mais alto que nós, ela grita.
(…)
A verdade provoca febres, salta aos olhos, desenvolve úlceras. Nosso corpo é a casa da verdade, lá de dentro vêm todas as informações que passarão por uma triagem particular: algumas verdades a gente deixa sair, outras a gente aprisiona. Mas a verdade é só uma: ninguém tem dúvida sobre si mesmo.”
(…)
Eu não sei se teria coragem de jogar tudo para o alto.
Sabe.
Eu não sei porque sou assim.
Sabe”.
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•segunda-feira, junho 30, 2008 •
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Vontade de desistir de tudo…
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•segunda-feira, junho 23, 2008 •
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“Você é criança e vai chorar…”
Você pediu e eu já vou daqui – Antônio Marcos
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•segunda-feira, junho 23, 2008 •
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Um dia a vida lhe mostra da pior forma possível que, por mais que você tente lutar por um sonho, vai ser tudo em vão. E, vai caber a você, somente a você, decidir se prefere continuar e presenciar ver o mundo desmoronando lá na frente ou, se acovardar e parar no meio do caminho, sem ao menos arriscar.
Eu nunca exigi demais, nunca sonhei alto, nunca fiz planos em cima de questões impossíveis e nunca tive a pretensão de ter uma vida perfeita, com uma família perfeita, um companheiro perfeito, um emprego perfeito e uma mente perfeita. Não, não mesmo. Sempre busquei a simplicidade, a alegria de um sorriso ao amanhecer e um abraço cheio de carinho antes de ir dormir… Viver com paz de espírito, de pensamentos e de coração. Ter sempre um teto sobre a minha cabeça e uma vida com dificuldades e obstáculos, mas que fosse tudo ultrapassado com a união de uma família que se amasse e se respeitasse acima de todas as coisas e fatos, bons ou ruins. Encontrar um amor que completasse meu coração, mesmo que por apenas alguns dias, mas que marcasse para sempre a minha vida de forma que eu não precisasse arrumar nunca mais outra pessoa, porque sua presença estaria eternamente em mim, através de lindas lembranças e do calor que foi deixado com carinho em meu coração.
Trabalhar em algo que eu gostasse, mesmo que isso não implicasse em altos salários ou empregos de estrelas, mas ser feliz e orgulhosa por fazer algo no qual eu fosse boa por excelência, e suar para me sustentar.
Conseguir manter minha cabeça sempre erguida, mesmo com todas as nuvens negras que insistissem em cobri-la e, todas as noites, ter um sono pacífico, sonho de quem amou o dia inteiro e não fez nada do qual pudesse se arrepender.Talvez, para alguns, seja muito pouco. Para outros, desejos de loucos ou ainda, sonhos de uma menina que não conhece o verdadeiro significado da palavra viver.
É, possivelmente eu não conheço mesmo. Se foi por erro meu ou de outras pessoas, não quero comentar. Não posso culpar ninguém pela minha “ausência” da vida… Mas hoje, eu não quero mais sonhar. Nem mesmo toda a simplicidade de uma vida feliz, vida essa que eu sonhei por tanto tempo… Quero menos ainda acrescentar todos os sonhos que surgiram com outros acontecimentos e pessoas que apareceram no meio do caminho. Eu sinto que nem mais adianta. Meu coração sempre me avisa, e nunca se engana… E hoje, o dia inteiro, eu senti um cheio estranho de sangue misturado com tristeza e melancolia. Será que eu não mereço, na verdade, a doçura de sonhos que não causariam mal a ninguém, apenas felicidade a minha alma? Será que eu perdi, em algum momento, por algum ato mal ou impensado o direito de querer ser feliz? Será que eu posso ainda pedir a papai do céu que guarde e proteja com amor a todos que eu amo? Porque eu não quero mais proteção. Eu quero encarar a vida, fria e cruel como só ela sabe ser, e apanhar na cara, e colecionar feridas, e temer a luz até mais que o escuro…
Porque talvez eu tenha que aprender vivendo, e não apenas observando.
E quando eu me machucar, irei eu mesma soprar a ferida e me preparar para o próximo corte.
Nó na garganta que não têm me deixado respirar… Sinto tanto medo, meu Deus…
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•segunda-feira, junho 16, 2008 •
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A cor do céu lá fora está igual ao meu coração, triste e escuro. Sinto frio, mas já nem sei se é mesmo o clima. Penso em você, mas não sei… Eu nunca sei… Sei apenas que sinto sua salta.
Deixo de lado o seminário que me inquieta para ouvir mais uma vez a mesma música…
…
Só você pode entender o que estou falando…
Tanta coisa aconteceu e nada se perdeu…
Alguém pode me explicar o que é amar sem você?
Se eu pudesse enganava meu coração
Dizendo que o amor é uma lenda e nada mais
E eu até inventava outra paixão…
Mas falta você pra viver o meu conto de amor…
…
Conto de amor – Sandy & Júnior
Publicado em B. Dias, Com amor, ao meu amor
•segunda-feira, junho 16, 2008 •
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Ele me ligou e mais uma vez, tive a certeza de que sente quando eu não estou bem, quando estou precisando de atenção, de um carinho, da sensação de que mesmo que eu faça algo de errado, ainda assim, continuarei sendo aceita e amada.
Mas o fato de ele estar triste me deixa com dor no coração…
“sentir seu coração perfeito batendo a toa, isso dói… seja como for…”
E, por mais que ele fale que não está magoado comigo, que eu não cometi nenhum erro ou maldade, que só quer ver minha felicidade e se eu estiver bem o mesmo acontece com ele; eu sinto que talvez as coisas pudessem ter sido diferentes…
(Desacredito na casualidade dos acontecimentos e dos sentimentos.)
Não quero fazer nenhuma suposição, nenhuma proposta ou premonição porque não parei pra imaginar os fatos, mas eu não queria vê-lo (ou senti-lo) dessa forma, como se estivesse descrente, como se sentisse saudades e outras coisas, mas algo o reprimisse de falar.
(Por mais que ele lute contra, há algo enraizado que o sufoca todos os dias e todas as noites…)
Hoje não encontrei as palavras certas, nem os sonhos certos, nem ele…
Estou só com meu silêncio e minhas palavras tortas.
Eu queria ser uma pessoa boa e não ter que ser julgada.
Tenho sentido tantas culpas…
(Ele tocou as músicas lindas e disse que, como sempre, lembrou de mim.)
Tantas coisas têm me pesado às costas…
Coisas das quais eu terei de carregar comigo pelo resto da vida…
Mas ele sempre me entende.
E se preocupa, e cuida de mim, e me respeita como ninguém é capaz de fazê-lo…
(Com ele eu nunca tenho medo ou aflição. Segurar sua mão me dá segurança.)
E disse que está sempre comigo, independente do que aconteça.
Ouvir isso deixou meu coração – mesmo que apenas por alguns minutos – em paz…
Publicado em B. Dias, Entendeu? Nem eu!
•domingo, junho 15, 2008 •
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Quando eu digo
que aquele neném
é tudo pra mim
é porque ele é,
e fim.
♥
Publicado em B. Dias, Com amor, ao meu amor
•sábado, junho 14, 2008 •
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Não, hoje eu não vou escrever.
Queria até pensar que tudo foi um sonho, acordar e não ver aqueles rostos, aquelas lagrimas, aquela dor.
Mas eu vi, vi sim. E senti.
Vontade de desistir de tudo, de sumir, de não mais voar.
Eu guardei meus sonhos num vidro e o vi sendo quebrado.
Queria ver a vida que eu desejei ter um dia continuar seguindo seu rumo sem interrupções, sem gritos, sem fim.
Deixei as boas lembranças num lugar confortável, talvez elas não consigam mais me acompanhar.
Corri pra minha casa e, mais uma vez, senti a redoma se fechar às minhas costas.
Ela tem olhos tristes, olhos de quem chorou a semana inteira, de quem arriscou e não foi feliz.
Eu não quero arriscar.
Eu quis, mas não pude ser feliz.
Será que eu ainda mereço colo?
Será que eu ainda mereço carinho?
Quem irá fazer meu julgamento?
Quem apagou a luz?
Publicado em B. Dias
•sexta-feira, junho 13, 2008 •
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“…e descobre que se leva anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida…”
Veronica Shoffstall
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•quarta-feira, junho 11, 2008 •
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Ainda é cedo, amor
Mal começaste a conhecer a vida
Já anuncias a hora da partida
Sem saber mesmo o rumo que iras tomar
Preste atenção, querida
Embora eu saiba que estás resolvida
Em cada esquina cai um pouco tua vida
Em pouco tempo não serás mais o que és
Ouça-me bem, amor
Preste atenção, o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos tão mesquinhos.
Vai reduzir as ilusões à pó
Preste atenção, querida
Em cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares estás à beira do abismo
Abismo que cavastes com teus pés
O mundo é um moinho – Cartola
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•terça-feira, junho 10, 2008 •
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Antes que você duvide dos anjos que eu vi no céu semana passada, os pássaros continuam a invadir o céu dos anjos diante dos meus olhos. A tarde hoje foi fria, movimentada pelo tempo, e por todas as coisas que eu tenho que fazer, mas faço com enorme preguiça e descuido. As gotas da chuva pairam no ar, mas não caem, elas não caem. Apenas a permear, vagarosamente. E eu, perdida em meio a tantas palavras. Dois meses, ontem. Guarda o brilho do teu riso pra mim, que eu guardo as gotas da chuva pra você.
Publicado em B. Dias, Bobagens
•terça-feira, junho 10, 2008 •
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Eu queria escrever palavras bonitas pra ele, cheias de sentimento e de ternura. Dizer que o amo como nunca quis amar alguém por temer parecer idiota. Que eu adoro todas as suas bobagens e quando o seu umbigo fica junto do meu. Ta, pode parecer tolice, pode ser apenas dois um umbigos unidos casualmente por alguns instantes, mas é o dele no meu e isso é especial. Que sou viciada no seu sorriso e dependente do seu abraço. Queria dizer também que eu sou uma burra, uma pessoa má e que algumas vezes, daria minha vida para reparar os erros que cometo com ele. Não queria parecer ríspida ou dura, mas também não queria dar bandeira demais, mostrar que ele é tudo pra mim e que sem ele, talvez, a vida já não fizesse o menor sentido. Que tudo o que eu queria era estar perto em todos os instantes, que eu morro um pouquinho todas as vezes que o imagino com outro alguém e que eu já o imaginei com outro alguém várias vezes. Uma menina mais bonita, mas inteligente, coisa de novela mesmo, como as muitas que estão perto dele a todo instante, mas ele está comigo, não é mesmo? Então sou duplamente burra por ficar imaginando essas coisas. Não porque não há chances disto acontecer, e sim, porque eu poderia aproveitar os segundos ao lado dele e mostrar todo o meu amor, ao invés de ficar imaginando o dia em que eu serei abandonada-trocada-traída por algo infinitamente melhor. Que eu sonho e desejo algumas coisas que ele me diz ao pé do ouvido, quando estamos sós, embora finja que não queira nunca. Que eu queria ser gente grande, nem que fosse por alguns segundos, para poder deixá-lo orgulhoso de mim. Que nossos momentos são só nossos, e tudo, até as coisas que para ele passam despercebidas ou o faz sem querer, são para mim o máximo. Que eu me sinto como uma criança quando estou em seus braços, capaz de realizar tudo o que eu sonho e até, querer viver um conto de fadas. Que a forma como ele mexe no nariz me deixa com uma enorme vontade de colocá-lo no colo e cobri-lo de carinhos. Que ao lado dele, eu me sinto a pessoa mais protegida e feliz do universo inteiro. Que eu passaria o resto da minha vida de pontinha de pé, para poder alcançá-lo, e abraçá-lo, e beijá-lo. Que eu me sinto imensamente feliz quando deixo recadinhos para ele, sabendo que muitas outras pessoas verão e sentirão explícito o meu amor e carinho. Que eu sinto todos os dias o mesmo frio na barriga quando o vejo pela primeira vez. Que eu superaria todos os meus medos para tê-lo sempre comigo, porque o medo maior é o de perdê-lo. Que, para mim, ele não passa de um menininho pequenininho, que cabe bem em meus braços e eu tenho que protegê-lo e cuidá-lo com toda a atenção do mundo. Que, na grande maioria das vezes que eu paro e o fico observando, na verdade eu estou implorando “Olhe para mim! Leia meus olhos, sinta minha alma! Veja aqui esse coração que bate junto com o seu, que te ama de todas as formas, e todas as horas, com todas as caras! Não me abandone, não me deixe, não jogue fora isso tudo que eu tenho guardado dentro dos meus olhos e que pertence somente a você, assim como eu… Não suma, não mude, não vá embora… Apenas fique aqui, comigo, agora e sempre e aceite minha vida, meu coração, minha alma… Porque tudo, até o ar que eu preciso pra viver, é você!” E que eu o amo tanto, mas tanto, que prefiro me calar algumas vezes e guardar minhas idiotices só para mim. Porque ele também sou eu.
Publicado em B. Dias, Com amor, ao meu amor
•terça-feira, junho 10, 2008 •
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Queria desaparecer com as lembranças ruins, mas o que eu queria mesmo era desacreditar das boas previsões.
(“-Você sabe bem o fim dessa história…”)
Não sou idiota, não sou boba, não sou sonhadora.
Sou só alguém que quer se iludir, achando que pode ser um dia feliz.
Publicado em B. Dias, Bobagens
•terça-feira, junho 10, 2008 •
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Repetidamente, antes de dormir, costumo fazer uso deste lugar como refúgio da minha alma e meus pensamentos.
Imagino suas paredes, algo marrom e amarelo, uma mobília antiga, maquinas de escrever por todos os lados, uma cama enorme (com mosqueteiro), uma estante com vários livros e folhas secas espalhadas pelo chão… Uma bagunça criativa, como a do meu guarda-roupa, sendo umas quinze vezes maior. (A bagunça, porque a casa eu imagino pequena, algo no meio de uma floresta, longe de tudo e de todos. Solidão imposta? Não, escolha mesmo.)
Eu falei do passado sem esperar que ele entendesse.
E tentou me abraçar meio sem jeito, mesmo sem estar presente, eu acho.
Senti.
É patético como um fim, é só isto que buscamos para permitir que o novo chegue.
Cuidado, vá devagar.
Ainda ouço aqueles passos, que talvez nunca serão esquecidos.
Não me force a ir atrás deles outra vez, não me faça perder o rumo, não me faça retornar àquele rumo…
Ou talvez, presumidamente, só esquecer a dor e caminhar.
Saudade dói.
Saudade do que não foi, mais ainda…
Como seria?
E se não fosse assim?
Quem iria cuidar de mim?
Deixar a inquietude batendo forte no peito, a confusão e o medo sem saírem da cabeça, sem interrupção, e nossa vida se afastando do caminho.
Tem gente assim como eu, que vive vinte dias em apenas um, mais ou menos…
Mas não consegue desacelerar.
E precisa de um carinho no cabelo e um cafuné na barriga….
Eu jamais conseguirei ser igual a ela e isso um dia vai fazer diferença, eu sei.
Ele diz que passou, mas o passado pode retornar à nossa porta, num estranho dia de inverno, quando as certezas parecem incertas e o pra sempre parece ter um fim.
Ele disse que teme o inverno e sente saudades.
Eu também.
Os dois.
E o frio já está presente. (Também em mim.)
Não entendo porque ela me trata daquela forma, tão dura, tão cortante, tão sem dó nem piedade.
Toca com força aonde dói mais.
Não sou uma criança, mas também mereço um afago.
Pode ser só de passagem, um sorriso na janela, um feliz adeus.
“Palavras de um futuro bom”, mesmo que seja irreal, mesmo que seja só ilusão…
O telefone toca e eu sei que é ele, mais uma vez.
Algumas vezes ele some.
(Será que agora eu posso voar?)
E quando eu o quero por perto, ele me deixa mais só.
Com ele eu ficava mais forte.
Mas, acaba sempre me deixando com aquele vazio, aquela dúvida, aquela saudade.
Ontem ele sorriu pra mim do alto da torre de uma igreja, talvez também no meio daquela nuvem carregada, bem próxima à minha incessante vontade de fuga, e eu quase caí do alto do precipício.
Misturando as idéias, mais uma vez.
Quem conseguirá decifrar.
Conformar-me-ia, sem culpa, se o sol não surgisse no horizonte.
A menina queria gritar enquanto dormia, respirar.
Mas não conseguia, ela nunca conseguia e ela sempre se machucava quando mordia os lábios.
(Gosto de sangue.)
Tentava em vão libertar o som do silêncio cinza.
E por mais que ela tentasse, aquela casa já não a deixava dormir.
Não podia permanecer ali.
Faltava algo.
O braço.
Formava um laço.
Aquele abraço.
Publicado em B. Dias, Entendeu? Nem eu!
•sábado, junho 7, 2008 •
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Ela só quer colo, um abraço forte e acolhedor antes de dormir. Ela quer ouvir ‘boa noite’ e receber um beijo na testa. Ela algumas vezes se sente tão pequenininha que se julga incapaz de mudar algumas coisas. Ou fazer outras. Ela precisa de apoio em casa, de que sua mãe sinta e ouça o que ela tem e precisa falar. Ela se fecha no quarto e apaga a luz. Ela está com dor no corpo. Ela anda desiludida, quem levou as respostas? Ela sente culpa por as coisas na sua casa não andarem bem e ela não ser capaz de fazer nada para ajudar. Ela antes achava que seu destino era não ser feliz. Hoje, ela continua achando que não vai ser feliz, mas graças à suas próprias escolhas e atitudes. Ela sente tanto medo. Ela queria que tudo melhorasse. Ela só queria poder esquecer. Ela, em alguns momentos, tem medo de acordar e ter que se deparar com sua realidade e a toda a confusão que há em sua cabeça. Ela queria acreditar em conto de fadas, em finais felizes, mas sabe que Papai Noel nunca veio lhe deixar presente algum. Na verdade, ela nunca foi com a cara do tal velhinho. Ela teme mostrar suas fraquezas. A vida dela se divide em duas: uma que ela acha que é possível, outra que mostraram a ela que sempre será impossível. Ela ama um menino que é lindo e faz o chão sumir de vez em quando. Ela ama estar no colo dele. Ela acha linda aquela cara de bobo que só ele tem. Ela diz que ele a completa. Ela acha que ele poderia morar em seu guarda-roupa. Ela ficaria velhinha amando ele como se fosse a primeira vez. Ela sonha que seja pra sempre, mas sempre vem alguém com uma tesoura e corta seus sonhos em pedacinhos. Ela quer acreditar que tudo de ruim vai passar e que dias melhores virão. Ela nunca sabe onde as coisas começam ou terminam. Ela sempre foi boa com o ‘fim’. Ela reza pra nunca chegar o fim do amor dele. Ela vê que o tempo corrige falhas. Ela está descobrindo que não se deve ter medo de amar, porque não há problemas em cair ou se cortar, ela pode passar remédio ou costurar a ferida. Ela não quer feri-lo. Ela diz que ele é o neném dela. Ela e sua fragilidade em desistir fácil por medo de se machucar. Ela não quer ser gente grande nunca. Ela e sua força ao lidar com problemas difíceis e preferir estar sozinha para enfrentá-los.
Sorria, menina, sorria. Você tem um menino grande que te completa e sem ele, a menina aí não seria capaz de sorrir.
E eu sei o quanto você ama esse tal menino e o quanto o quer bem. Bem perto, bem feliz, bem bem.
Publicado em B. Dias, Com amor, ao meu amor, inDIRETAS
•segunda-feira, junho 2, 2008 •
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…Você chegou de repente, quando eu estava desatenta, caminhando sem rumo em uma manhã ensolarada… (Será? Hoje presumo que eu fosse exatamente ao seu encontro.) Cabelo ao vento, uma pasta nas mãos, a mesma camisa preta que eu tantas vezes já abracei e aquele seu sorriso que de tão lindo e iluminado, me dá a sensação de ser azul, da cor do céu… E hoje, ao pensar em como seria se você não tivesse aparecido, meu coração fica apertadinho e eu peço a papai do céu que você nunca vá embora…
Hoje eu te vi de perto e, como sempre, pensei em realizar todos os sonhos que surgiram desde a sua primeira aparição. Não, eu não idealizei nada, foi você quem me deu asas para voar e querer ir longe…
Hoje eu quis dizer que amo você mais que eu amo meu gato ou meus cachorros, ou suco de abacaxi, ou espirrar quando já tentei um montão de vezes e não consegui, ou doce de tomate (igual a um que minha falecida avó Ana fez há muitos anos e, na verdade, foi única vez que eu comi, mas eu o amei porque ele era vermelho e doce e lindo), ou as mensagens que você me manda, ou as suas ligações, ou os seus passos, ou os seus sorrisos para mim (que me derretem por inteira e me deixam no chão de tanto encantamento), ou ouvir a mesma música um milhão de vezes (e pensar no quanto você é doce, mais doce até que o doce de leite da minha mãe), ou o céu e a Lua e as estrelas, ou até mais que sopa de feijão com muitas azeitonas dentro, ou uma melancia enorme que me deixa com a barriga doendo depois de comê-la, mas eu me calei. Não sei, talvez eu nem ame tanto assim. (Ah, você sabe que eu amo, mas faz alguma diferença?)
Hoje eu quis fugir de mim, da prova de IVON e de todos os seminários que se amontoam e me dão cada vez mais a certeza de largar tudo.
Hoje eu quis chorar, e embora fosse grande o nó na garganta, eu me segurei pois quis parecer gente grande. Cansei de olhar você e outras pessoas derramando sobre mim aquela mesma ternura de sempre, com aquele mesmo medo de que eu corra e caia, como se eu tivesse três anos de idade e ainda não conseguisse andar sem que houvesse alguém amparando meus passos tortos. Não que eu não goste de ternura, na verdade eu a amo, mas eu não sou uma criança.
Eu quis esquecer todos os problemas que eu possuo e, mais ainda, os que eu crio, porque esses nunca desaparecem, apenas se escondem para quando a noite surgir, vir revirar meus pensamentos e dificultar a paz do meu sono.
Hoje eu quis não lembrar que em alguns momentos as pessoas podem te magoar, mesmo sem perceber ou querer, e que você também pode fazer o mesmo com elas, embora queira algumas vezes. Não, eu não quis.
Hoje eu quis fingir que quando eu chegasse em casa, não deitaria na cama da minha mãe abraçada com o Freddy e pensaria em desistir de tudo para continuar fazendo o que eu sempre fiz na minha eterna fuga do mundo real.
Eu sei que em algum outro lugar, quando eu for me deitar e entrar em confronto com meus pensamentos-regras-idéias-medos-traumas-restrições-arrependimentos-desejos, você estará em sua casa com as luzes do seu quarto apagadas, embalado por lindos sonhos de uma noite de verão que já podem ter sido concretizados, ou não, enquanto eu estarei sentada na beira da cama da minha mãe, abraçando o Freddy fortemente (porque não posso abraçar você nesse instante), lembrando de erros passados que talvez nem sejam erros. E continuará havendo aquele mesmo céu sem estrelas e sem Lua sob a minha cabeça, que me deixa a cada noite e a cada dia mais só, e haverá também uma lista de pessoas (des)conhecidas para falar na madrugada e também programas na TV que de tão idiotas, se tornam engraçados.
E não deixarão de existir falsas promessas, falsas palavras, falsos olhares, falsos alimentos para a alma e para o coração.
Sempre haverá a dor, sempre haverá mentira, sempre haverá o fim.
Mas sempre haverá aquele alguém que você ama tanto, que mesmo com todo o frio que insiste em te rodear, seu coração fica quentinho só de lembrar aquele sorriso que de tão lindo e iluminado, te dá à sensação de ser azul, da cor do céu…
Publicado em B. Dias, Com amor, ao meu amor
•sábado, maio 31, 2008 •
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Silêncio… Talvez necessário, talvez não…
O necessário mesmo para mim é sumir, arrumar a confusão em minha mente ou, simplesmente, apertar o botão que apaga tudo.
(Escuro.)
Por que algumas vezes é necessário se perder para se encontrar?
Eu sei o quanto é importante manter o foco em algo, mesmo sem ter a noção exata do que se trata, mas as coisas se misturam e eu não sei o que é verdade.
Vou tentar prender a respiração, sentar no chão e abraçar meus joelhos…
Já faz algum tempo que isso acontece, mas será que um dia você esquece?
Diga apenas a hora, quando chegar… Sem medo, eu quero o peso todo em mim, e se cortar eu irei soprar.
Já lutei tanto… Já gritei tanto… Já chorei tanto…
Mas essas coisas nem fazem diferença… Porque passa, tudo passa, sempre passa…
Tenho procurado alguma luz, mas sem contar comigo… E com quem eu posso contar?
Quem eu ainda posso enganar? (Além de mim…)
Palavras transmitem mais vida que morte… Mas palavras enganam… E ajudam na fuga…
Fuga de quem ou de quê?
Todas as noites, antes de dormir, eu penso e me dói…
Eu me lembro de tudo o que eu daria a vida pra esquecer…
Quem decretou o que é certo e errado? Quem está certo? Quem está errado?
Até quando eu poderei ter uma segunda chance?
E essas vozes na minha cabeça, quando irão parar?
Eu não sei… Ninguém sabe…
E pode ir embora que eu também me vou.
Publicado em B. Dias, Entendeu? Nem eu!
•sexta-feira, maio 30, 2008 •
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Flores, meninas e meninos, crianças e velhinhos, bebês…
Wellington, estrelas, Lua, chocolate, azeitonas, melancia, Wellington, maçã, pipoca, pizza, paz, água, Wellington, comida da minha mamãe, cachorros, travesseiros, escuro, Wellington, dormir, all star, respeito, Wellington, filme, frio, música, suco de abacaxi, Wellington, caramelos, torta de chocolate da Raffaella, queijo e presunto, Robertinho (Carlos), carne, lápis, Wellington, preto, pés descalços, vermelho, salto alto, Wellington, viajar, cantar alto no banheiro, branco, Wellington, vento, fotos, rir, amar, Wellington, brincar, Brutus, Luna, Malu e Bob, gatos, perder a hora, Wellington, chuva, filha da melhor Mãe, Cris, abraço, cabelo, Wellington, iê iê iê, mensagens, cafona, sonhos, Wellington, natureza, cheirinho do meu amor, “eu te amo”, Wellington, irmãos, coração, Sol, lar, leitura, Wellington, diversão, café, leite, mingau, máquina de escrever, silêncio, Wellington, nostalgia, medo, alegria, Wellington, alma, confusão, brigadeiro, cadê o dinheiro?, esperar meu amor chegar, Wellington… Perto, bem perto, sempre…
A ordem dos fatores não altera o produto… (8
Publicado em B. Dias, Bobagens
•sábado, maio 10, 2008 •
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Esperando meu amor chegar
Se você disser, se assim fizer, que vem
não saírem daqui, não me movo, meu bem
e tente ao máximo o passo apressar
pois a saudade é grande, e eu já esqueci como se faz pra esperar
todo o tempo, nas coisas até banais
meu coração se vestiu de você mais e mais
por isso corra logo atrás do seu destino
que também é meu, por amor e afeição, menino
e quando o último raio de sol sumir tão inconstante
me abrigarei em teus braços, que é onde me sinto segura a todo instante
e se chover, ah se por algum acaso a chuva vier
eu estarei feliz, porque amo você, esteja onde estiver
então escuta com calma:
é no silêncio que se mostra a perfeição da alma
e se pudermos juntos para longe voar
não, eu não mais quero voltar.
Espera, espera, espera…
Silêncio, silêncio, shhh!
Espera menina, que ele já vem.
Bruna Dias
Publicado em Com amor, ao meu amor
•terça-feira, abril 29, 2008 •
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Filósofa de beira de estrada.
Quebrou inúmeras vezes, mas cola facilmente.
Era como as cores que fundiam-se noutras cores, formando uma nova cor.
Eu quero ir.
Não quero ir mais.
Vêm devagar, de mansinho, doces palavras. Nada de voracidade, carinho que é carinho tem que ser leve, sem gravidade.
“Criança desobediente”, dizia a mãe.
Um verdadeiro desastre.
Sou feia, mas isso nem dói.
Opto por dormir embaixo da cama. (Cá entre nós, tranqüila preferência.).
Mulher DES-apaixonante. Evite-a.
Amigos longe ou perto, mas todos situados naquele órgão pulsante:
Cor ou ação?
Cor e ação?
Coração!
Seria compreensível se eu começasse a conversar com as paredes, mas converso sozinha.
Penso que estou mais velha.
Não, não me venha com teatro ou forçassão de barra, prefiro uma verdade cortante à ter que sonhar um sonho que nem pode ser meu.
Amo demais tudo o que a vida me deu, e acho que ela já me deu tudo!
Minha mãe: a luz dos meus olhos, o amanhecer dos meus dias.
Meus irmãos: as estrelas do meu céu.
Não me vendo, alugo ou empresto.
Odeio cheiro de cigarro, mas odeio mais ainda pensar no que odeio.
Aprendi que devemos tratar quem amamos sempre com carinho e dedicação mas, em alguns momentos, sou muito dura com as palavras e atos.
Morro todos os dias, de saudades e de rir.
Nunca morri de amor.
Tão cheia de artifícios quando quero alguma coisa e tão incisiva na defesa das minhas opiniões.
Levo o maior jeito quando o assunto é fugir: do contexto, de situações embaraçosas, mas principalmente de relacionamentos.
Vivo aprendendo, mas vivo esquecendo.
Desistir é algo que me enfraquece, mas quando acontece, é pra valer.
Talvez eu me esconda e me proteja demais.
Já traí, brinquei e feri sentimentos alheios.
Cheia de dúvidas e certezas.
Meus instintos são impecáveis.
Com técnicas muito próprias de se convencer que a vida é divertida.
Reconheço mau-caratismo há um km de distância.
Sou ótima em finalizações: de textos, fotos, roupas, mas, principalmente, relacionamentos. ;P
Canto para esquecer, mas acabo lembrando…
Sonho e vivo.
Não sei o que quero para a minha vida, mas sei o que definitivamente não quero.
Se quer me tocar o faça com gestos, palavras, simplicidade… E tira a mão!
Fazer as pessoas sorrirem é para mim uma terapia.
Esqueço fácil.
A natureza é minha morada e está presente em cada um dos meus poros.
Tenho medo do tempo e de não dar tempo.
Inconstante e inconseqüente.
Ando com passos seguros, mas, às vezes, deixo para andar na última hora.
A distância, dependendo do caso, me alimenta. (É que a proximidade exagerada me cansa. E desencanta.).
Adoro ambigüidades.
Pés descalços, sentir a respiração da terra.
Tenho quatro cachorros e um gato que pensam serem eles meus donos. (Na maioria das vezes, acho que estão cobertos de razão).
Exagero nas emoções.
Talvez escreva bobagens demais. (Nada pessoal, mas é que na hora do aperto, tenho que colocar tudo para fora, senão morro engasgada.).
Se me julgas mal por ser assim, subo na mesa e faço escândalo.
É que é todo um processo que poucos entendem.
É a minha vida, minha simplicidade e meu amor.
Mansamente feliz, eu parto.
E fim.
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•terça-feira, abril 15, 2008 •
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Há algo no seu sorriso, nos seus passos, no jeito engraçado de falar sem parar… Algo que me completa, que me desconcerta, que eu já conhecia antes mesmo de conhecê-lo…
Uma sensação confortável, acolhedora.
Lembrança de algo que está no presente e que transformou os planos futuros… Que me dá paz apenas por estar ao meu lado, por algum tempo, caminhando junto.
Esse ser com quem tenho passado dias estranhos, e cuja presença tornou o meu mundo tão mais agradável. Quem é ele? Amor, meu grande amor, Wellington Candeia de Araujo, o menino dos meus olhos, meus pensamentos e meu coração.
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•quinta-feira, abril 10, 2008 •
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Todos os dias sou a primeira a acordar na casa. 4h da manhã e Bruna Dias já está de pé, preparando-se para mais um dia de luta.
Alguns minutos depois é a vez de meu pai acordar… Do banheiro eu ouço seus paços pesados, ainda cambaleantes pelo sono interrompido.
Nunca acreditei naquela vela idéia do pai ser o herói do filho. (Na verdade, posso até ter acreditado um dia, mas não lembro mais. Ou, talvez, prefira não lembrar.) Meu pai sempre foi distante, calado, frio, ausente. Tudo bem que isso piorou após os problemas conjugais (e os extraconjugais), mas não quero entrar em detalhes. Para mim, principalmente nos últimos tempos, ele não passou de um enfeite da casa, aquele ser que surgia por alguns minutos em silêncio, falava algumas poucas palavras (quando necessário), para depois refugiar-se no seu esconderijo e fortaleza: seu quarto.
Provavelmente faltou empenho dele, mas não o culpo somente. Só não quero crescer e um dia cometer os mesmos erros que ele cometeu, as mesmas falhas, as mesmas formas de machucar e talvez, ser machucado. Sou covarde e talvez tenha aprendido através da dor e do medo a me proteger demais, até de onde não vem o perigo. A andar sempre pela calçada, mesmo quando a rua está vazia. A caminhar sozinha por temer ser abandonada.
Nesses dias andamos conversando, eu e meu pai. Nada demais, nada sério, só coisas supérfluas. E eu sinto que há algo mudando… Talvez eu não seja mais aquela menininha que foi rejeitada em alguns momentos, mas eu continuo tão indefesa quanto e… Eu não sei… Há ainda a barreira de gelo? Quem a criou? Vale a pena derretê-la? E se derreter, quem vai me abraçar e dizer que vai ficar tudo bem?
Minha família: Minha mãe, meus irmãos e meus filhotes.
Mas o que está havendo? Quem impôs esse vazio, esse silêncio?
Eu não sei no que acreditar.
Eu não consigo controlar os pesadelos.
Eu vejo que talvez não terminaremos nossos dias juntos, como eu sempre havia sonhado.
Eu tenho medo.
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•sábado, abril 5, 2008 •
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Estamos com fome de amor!
Uma vez Renato Russo disse com uma sabedoria ímpar: “Digam o que disserem, o mal do século é a solidão” (já citei essa frase em uma crônica antiga, mas ela sempre volta)! Pretensiosamente digo que assino embaixo sem dúvida alguma. Parem pra notar, os sinais estão batendo em nossa cara todos os dias.
Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam sozinhas e saem sozinhas. Empresários, advogados, engenheiros que estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos. Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos “personal dance”, incrível. E não é só sexo não, se fosse, era resolvido fácil, alguém duvida?
Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances sexuais dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão “apenas” dormirem abraçados, sabe essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega. Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção.
Tornamos-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como voltar a “sentir”, só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós.
Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de relacionamentos ORKUT, o número que comunidades como: “Quero um amor pra vida toda!” “Eu sou pra casar!” até a desesperançada “Nasci pra ser sozinho!” Unindo milhares, ou melhor, milhões de solitários em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis.
Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos. Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa.
Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, démodé, brega. Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí? Seja ridículo, não seja frustrado, “pague mico”, saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta mais (estou muito brega!), aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso à dois. Quem disse que ser adulto é ser ranzinza, um ditado tibetano diz que se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele.
Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida.
Antes idiota que infeliz!
Arnaldo Jabor
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•sábado, março 29, 2008 •
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Chuva, chuva, chuva.
Talvez eu seja como uma gota,
de um céu que chora,
à cair no chão.
Eu espero…
Espero te ver, espero te esquecer.
(Eu te olho meio de lado, com aquele ar meio tolo, e me pergunto por onde andastes todo o tempo que eu não te encontrei.)
Confiei, não temi, eu sonhei demais?
Quanto tempo demora três dias a passar?
(Vem, senta aqui.
Não, mais perto.
Segura minha mão e diz que vai ficar tudo bem.
Sem palavras, eu quero ler seus olhos.
E ouvir sua alma.)
Recuperar a paz é de suma importância.
“…vaga de leve e traz, toda a paz que um dia o desejo levou…”
Eu espero…
Espero disfarçar, espero me conter, espero não chorar.
Mas não farei o caminho inverso.
Quereria eu ainda poder sentir as suas asas a me cobrir e me proteger…Mas quem as cortou?
(Mesmo quando o que eu tinha pra dizer nem era tão importante, você me reservou minutos do seu precioso tempo.)
Eu espero…
Espero não acreditar, espero não arriscar, espero não sentir.
Não sentir mais essa dor ou, tampouco, as correntezas do rio desse sentimento que me invade e ecoa seu nome.
(Um segredo: Eu fiz planos. Sim, os fiz. E em todos, era você quem estava comigo… Com sua cara de sono e seu sorriso bobo.)
Está tudo cinza, um cinza de fumaça, de algo que queima. Os planos, talvez…
Eu quero toda a pureza de volta.
Eu quero conseguir ficar distante.
Eu quero te abraçar em pensamento.
Eu quero não mais querer você…
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•sábado, março 29, 2008 •
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É que eu tenho me sentido tão mais boba desde que o conheci… Que o mundo inteiro e tudo o que há ao meu redor, tornou-se bobo também. (Como agora, quando estou diante de uma prova de economia, sonhando com o seu sorriso bobo.)
Tudo parece tão estranho, tão incerto… E, ao mesmo tempo, tão puro, como as cócegas que eu sinto quando ele beija o meu nariz. (Ou, da vontade de sumir que me dá quando ele me faz elogios que de tão bobos, me deixa sem jeito…).
Talvez sejam necessárias muitas voltas para a vida te mostrar a pessoa certa, aquela que você julga perfeita… E eu sei que ele não é a pessoa certa ou perfeita para mim, até porque não tenho a pretensão de buscar isso, mas é ele que tem transformado os meus dias em dias mais bobos e felizes.
Eu o penso tanto, que prefiro dizer que não penso nunca. Quando eu toco a sua ausência, eu sinto o mesmo frio na barriga de quando ele me beija.
O que é isso que eu sinto? O que será que sou? Somos?! O que ele sente? Será isso uma doença? Se eu sou a causadora, não encontre a cura ainda, meu amor. (Porque, por mais que eu tenha tentado, não consigo me curar de você nem da inenarrável paz que eu sinto quando estou contigo).
Se eu sou apenas uma distração, não sei. Mas eu nunca me senti tão bem em ser a distração de alguém. (:
(Texto escrito em sala de aula, durante uma prova de economia, no dia 26 de março de 2008)
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•domingo, março 23, 2008 •
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Eu gosto de sorrisos! Gosto de senti-los, respirá-los, roubá-los para mim… E sinto que é recíproco, eles também me buscam.
Tem horas que eu nem falo. Isso não quer dizer que estou triste ou que não tenho o que falar, apenas gosto de ficar assim, sorrindo silenciosamente.
E se eu fico quieta, não tente entender nem questionar o que sinto apenas porque minha voz se calou, ou meu corpo ficou estático.
Eu sei, não é fácil. Por isso deixo a imaginação voar e fujo um pouco da realidade para escutar o som daqui de dentro, do interior, onde faz um eco estranho. Mas é o meu eco, é minha vida, minha realidade, meu medo…
Então, me deixa quieta. Dá-me a tua mão, fica pertinho e deixe que eu encoste a minha cabeça no teu ombro. Podem parecer apenas duas mãos entrelaçadas, mas para mim é bem mais que isso. Eu quero força, a sua força… E quero dar um dos meus sorrisos a ti, para que nunca pares de sorrir.
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•quinta-feira, março 13, 2008 •
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‘Mas de repente, você me beija…’
[Anjo – Banda Eva]
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•sábado, fevereiro 2, 2008 •
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Não gosto de oferta ou promoção de carinho, prefiro mesmo é conquistar e ser conquistada.
Seu olhar no meu olhar e pronto: Corações acelerados.
Devagar, lentamente, palavras doces.
Nada de voracidade, carinho que é carinho tem que ser leve, sem gravidade.

Publicado em B. Dias, Bobagens
•quinta-feira, janeiro 24, 2008 •
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“…porque a liberdade ainda continua sendo a coisa que mais prezo neste mundo. Claro que isso me levou a beber vinhos que não gostei, fazer coisas que não deveria ter feito e que não tornarei a repetir, ter muitas cicatrizes em meu corpo e em minha alma, ferir algumas pessoas – às quais terminei pedindo perdão, em uma época que compreendi que podia fazer tudo, exceto forçar outra pessoa a seguir-me em minha loucura, minha sede de viver. Não me arrependo dos momentos que sofri, carrego minhas cicatrizes como se fossem medalhas, sei que a liberdade tem um preço alto, tão alto quanto o preço da escravidão; a única diferença é que você paga com prazer, e com um sorriso, mesmo quando é um sorriso manchado de lágrimas…” (Paulo Coelho)
Publicado em Trechos de livros
•quinta-feira, janeiro 24, 2008 •
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“With all the changing seasons of my life maybe I’ll get it right next time”
“Com todas as mudanças de estações da minha vida, talvez eu acerte da próxima vez.”
Estranged – Guns n’ Roses
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•terça-feira, janeiro 22, 2008 •
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Há muito, muito tempo… Bom, na verdade, não faz tanto tempo assim!
Tudo começou quando, há alguns anos atrás, um ex meu disse que se suicidaria, caso eu o deixasse. Eu o deixei, mas ele… Pois é, não se suicidou.
A partir daí, houve um certo bloqueio na minha mente, e eu passei a ser…
Digamos que… (não, exigente não seria a palavra certa…) …estranha. (É, isso cabe ao contexto!) E nada mais me atraiu o suficiente para eu me deixar envolver… Nada me satisfez… Nenhum bofe interessante o bastante… Só coisas passageiras…
(Quanto antes eles dobrassem a esquina do “adeus, até nunca mais”, melhor!)
Para alguns, eu sou traumatizada. Para outros, frustrada e outros ainda dizem que eu tenho medo de homem.
(Bom, uma amiga minha disse que eu sou a versão masculina do namorado dela, isso ameniza minha situação?)
Mas não é em assim, meus caros! Eu fui enganada, percebem?
Serão vocês capazes de enxergar o quão uma promessa não cumprida pode afetar o destino de uma pobre menina no início de sua vida amorosa?!
Então, dessa forma, não haveria como eu selecionar algum homem para entrar (e ficar, que é o mais difícil) na minha vida, após tamanho despautério…
Logo, penso eu, que o par perfeito para mim é aquele capaz de prometer (E CUMPRIR, é claro!) aquilo que o outro prometeu, mas saiu pela tangente… (E com vida, o desgraçado!)
Aí sim eu juro que me deixaria envolver e tudo mais… Poderia até pensar em casamento!
Alguém se habilita?
Publicado em B. Dias, Bobagens, Entendeu? Nem eu!
•domingo, janeiro 20, 2008 •
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Homens são bichinhos engraçadinhos! hahaha
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•sábado, janeiro 19, 2008 •
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Hoje eu fiz um teste aí…Você é infantil?
E o resultado foi:
Bebezão!
Você é muito infantil menina! É hora de crescer, já que a vida vai exigir maturidade de você!
E cuidado para não ser feita de boba, ein!
Acho que está na hora de crescer mesmo! URGENTEMENTE!
Publicado em Bobagens
•quinta-feira, janeiro 17, 2008 •
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É a história do homem perfeito que encontra a mulher perfeita. Depois de um namoro perfeito e um noivado perfeito eles fazem um casamento perfeito. Sua vida é perfeita…Até o dia em que na véspera de Natal andando numa estrada eles encontram um velhinho que está visivelmente precisando de ajuda. O casal perfeito pára, é claro. Caído na beira da estrada quem é que está lá feliz por receber uma ajuda? Papai Noel, com um saco cheio de brinquedos!!! E para não decepcionar milhões de criancinhas o casal perfeito fala para Papai Noel entrar no carro com seu saco de brinquedos.
E rapidamente eles ajudam Papai Noel a distribuir os brinquedos parando em cada casa. Mas, de repente, uma curva acentuada à frente e o carro bate. Somente uma pessoa se salva. Pergunta:Quem foi o sobrevivente do trágico acidente? A mulher perfeita, o homem perfeito ou Papai Noel?
Leia resposta abaixo:
A mulher perfeita sobreviveu. Na verdade, ela era a única personagem real dessa história. Todo mundo sabe que Papai Noel e homem perfeito não existem.
(se você é mulher, a piada acaba aqui. Homens podem continuar lendo abaixo).
Agora, se Papai Noel não existe, nem homem perfeito, fica claro que quem dirigia era a mulher perfeita, o que explica o acidente.
(Se você é mulher e leu até aqui, fica provada mais uma teoria: mulheres nunca escutam o que se fala para elas).
Publicado em Bobagens
•quinta-feira, janeiro 17, 2008 •
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‘…You see i haven’t been the same
Since that cold November day…’
(Where Do Broken Hearts Go – Whitney Houston)

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•quinta-feira, janeiro 17, 2008 •
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Madrugada fria, aperto no peito…
Lendo conversas antigas…
Suspiros, saudades…
Musica repetida pela milionésima vez.
Lembranças que insistem em me atormentar.
Mas estou bem… Vai ficar tudo bem…
========================================
Era só dizer pra mim
Que não queria mais
Que tudo se acabou
Como um vento forte que passou
Eu te amei e hoje eu sofro
Mas eu sei o meu lugar
Me perdoa coração
Por tão fácil assim me entregar
Você levou o meu o meu amor
E de você nada restou
Eu posso te dizer
Que nesse mundo
Meu jeito de ser
Era você
Era te amar
Não era sofrer
MEU JEITO DE SER – José Fernando
==========================================
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•quarta-feira, janeiro 16, 2008 •
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“A própria Lóri tinha uma espécie de receio de ir, como se pudesse ir longe demais – em que direção? O que dificultava a ida. Sempre se retinha um pouco como se retivesse as rédeas de um cavalo que poderia galopar e levá-la Deus sabe onde. Ela se guardava. Por que e para quê? Para o que estava ela se poupando? Era um certo medo da própria capacidade, pequena ou grande, talvez por não conhecer os próprios limites. Os limites de um ser humano eram divinos? Eram. Mas parecia-lhe que, assim como uma mulher às vezes se guardava intocada para dar-se um dia ao amor, que ela queria morrer talvez ainda toda inteira para a eternidade tê-la toda.”
(Trecho do livro “Uma aprendizagem ou O livro dos prazeres”, de Clarice Lispector).
Publicado em Clarice Lispector
•quarta-feira, janeiro 9, 2008 •
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Em alguns momentos das nossas vidas faz-se necessária a tomada de uma decisão que pode mudar completamente o rumo de tudo. É como estar a algum tempo no alto de uma montanha e, repentinamente, ter que optar por se jogar sem medo ou tomar o caminho de volta, o da descida…
Uma hora eu teria que retornar à realidade e eu nem sei se é tarde ou cedo demais.
No meio de uma multidão os olhos dele olharam os meus pela primeira vez, e agora eu me pergunto em que multidão ele encontrará os olhos daquela que o fará feliz, como eu não fui capaz de fazer…
Meninas um dia viram mulheres… Talvez um dia isso aconteça comigo. Ou não.
Mas eu jamais esquecerei que eu não precisei deixar de ser menina para ser amada…
A menina dele…
Publicado em B. Dias
•quarta-feira, janeiro 9, 2008 •
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Eu sei e você sabe, já que a vida quis assim
Que nada nesse mundo levará você de mim
Eu sei e você sabe que a distância não existe
Que todo grande amor
Só é bem grande se for triste
Por isso, meu amor
Não tenha medo de sofrer
Que todos os caminhos me encaminham pra você
Assim como o oceano
Só é belo com luar
Assim como a canção
Só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem
Só acontece se chover
Assim como o poeta
Só é grande se sofrer
Assim como viver
Sem ter amor não é viver
Não há você sem mim
E eu não existo sem você
Eu não existo sem você – Tom Jobim / Vinícius de Moraes
Publicado em Music, is very good!
•terça-feira, janeiro 8, 2008 •
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Abandonamo-nos já, meu bem?
Esquecemos será o nosso começo inesquecível?
(Você sentado no chão,
eu chegando,
um abraço,
um banco,
uma conversa,
uma noite encantadora.
Passos, calçadas, ruas…
Braços dados, eu e você.)
E se quisésseis e soubésseis, desvendar-me-ia sem medo?
Porque eu tenho medo.
E é difícil assumir para ti o quanto te gosto e o quanto isso me faz tremer.
(Por saber eu só, que você me faz perder da situação o controle que sempre foi meu.
E que meus olhos, agora são teus.)
Desistirei, meu bem, assim.
Sem início ou meio, apenas fim.
Obs.:Texto escrito em 7 de dezembro de 2007, às 3:45h.
Publicado em B. Dias
•terça-feira, janeiro 8, 2008 •
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Nós dissemos
Que o começo é sempre inesquecível
E no entanto, meu amor, que coisa incrível
Esqueci nosso começo inesquecível.
Mas me lembro de uma noite
Sua mãe tinha saído
Me falaste de um sinal adquirido
Numa queda de patins em Paquetá…
Mostra…Doeu?
Ainda dói
A voz mais rouca
E os beijos: cometas percorrendo o céu da boca).
As lembranças acompanham até o fim o latin lover
Que hoje morre
Sem revólver, sem ciúmes, sem remédio.
De tédio.
(João Bosco e Aldir Blanc)

Publicado em Trechos de livros
•sábado, janeiro 5, 2008 •
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Pensamentos
voam
longe, longe, longe…
Procurando
algo,
encontram
outros
pensamentos
paralelos
à
linha
do
horizonte.
Pensando sem fim,
eu pensei em você,
e quis entender o por quê de ser assim:
eu sem você,
você
sem
mim.
Publicado em B. Dias
•sexta-feira, janeiro 4, 2008 •
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Parece que o mundo nos obriga a crescer. Interrogo-me. Questiono tudo. Pergunto por quê. Verifico. Não encontro soluções. Muitas hipóteses. Ainda mais conseqüências. Canso-me de pensar. Na rapidez de um segundo desisto. De tudo. Recordo. Todas as vozes, olhares e sorrisos. Todos. Sem nenhuma exceção. Será esta a conclusão mais aterradora desta noite? Sinceramente, há muito tempo que sei que não vale à pena.
Eu fecho os olhos. E sei que estou aqui. Mas a noite vem sempre segredar-me ao ouvido murmúrios do passado que às vezes eu não sei entender… Ou tampouco consigo esquecer…
Publicado em B. Dias, Bobagens
•quinta-feira, janeiro 3, 2008 •
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Bruna Dias: Amiga Magali, posso eu ser menina pra sempre?
Magali Polida: Pode.
Vou te eternizar com minhas letrinhas.
Vou te fazer ser lida por toda a eternidade, e quando você não mais for menina, mesmo assim será, porque estarás viva como menina em nossas mentes, e será a semente mais plantada. A mais querida.
Minha menina.
Publicado em Sem-categoria
•quinta-feira, janeiro 3, 2008 •
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São três da manhã e a tosse não me deixa dormir. Têm sido assim esses dias, as coisas até que estavam calmas, mas repentinamente agitou tudo!
O que fazer quando estamos tristes? Quando a ansiedade parece não terminar?
Quando se quer tanto alguma coisa que parece sempre tão longe?
Quando se tenta lutar contra algo que já enraizou?
Quando o medo de não poder fazer nada pra cada uma dessas situações é real?
Nada mais é verdade, tudo é tão fulgaz. Sempre vivi o futuro, mas agora não consigo planejá-lo.
E assim, tenho sido o momento.
Esqueço que existe futuro. O momento, viver… Deixa o futuro pra depois.
Publicado em B. Dias, Bobagens, Entendeu? Nem eu!
•domingo, dezembro 16, 2007 •
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Uma ligação…
“Estou na rodoviária, de saída para Pombal…”
19:34h.
Cris de volta, felicidades.
“Saudades, saudades, saudades.”
Confusão.
Eu o amo.
Confissão:
“Depois de você, ninguém mais.”
Quem sabe tudo volta agora ao seu devido lugar?
Ou eu conserto de vez o que há para consertar…

Tem lugares que me lembram
minha vida, por onde andei
as histórias, os caminhos
o destino que eu mudei
cenas do meu filme em branco e preto
que o vento levou e o tempo traz
entre todos os amores e amigos
de você me lembro mais
Tem pessoas que a gente
não esquece nem se esquecer
o primeiro namorado
uma estrela da TV
personagens do meu livro de memórias
que um dia rasguei do meu cartaz
entre todas as novelas e romances
de você me lembro mais
Desenhos que a vida vai fazendo
Desbotam alguns, uns ficam iguais
Entre corações que tenho tatuados
De você me lembro mais
De você, não esqueço jamais!
(Minha vida – Rita Lee)
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•domingo, dezembro 16, 2007 •
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E hoje foi o dia em que a nostalgia decidiu bater à minha porta. Encontrei alguns cadernos do ano passado e revendo tudo aquilo, senti imensas saudades do meu terceiro ano… Dos meus amigos e vida de antes… De quando eu chorava pra sair de casa com meus amigos porque minha mãe não deixava… Ou quando ríamos das notas baixas porque sabíamos bem que, no fim das contas, passaríamos por média… Ou ainda, das milhares de vezes que cantávamos nos intervalos da escola, animando a todos…
Tempos que não voltam mais. Mas, se fosse possível, queria poder viver tudo novamente. Talvez fosse essa uma forma desesperada de fugir do atual presente, mas é que antes tudo era tão mais fácil…
A vida mudou, as pessoas mudaram, eu mudei. E em alguns momentos, quando me olho no espelho, não reconheço aquele rosto que está bem à minha frente.
Eu me torno mais velha, porém não consigo amadurecer. E insisto em cometer erros que eu não cometeria nem se tivesse onze anos. É que minha inconstância me faz assim: irresponsável, inconsequente e idiota.
Queria poder ter de volta a pureza de antes sem a cegueira de agora. Por que eu me iludo tão fácil? Por que é tão fácil me enganar? Tenho sido fácil?
Espero um dia poder entender.
Entender-me.
Espero em silêncio.
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•sábado, dezembro 15, 2007 •
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E hoje eu quero escrever até minhas mãos doerem. Quero colocar isso tudo pra fora, essa angústia, esse desespero. Por que eu sou assim? Por que tanto erro? Por que tanta dor?
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•sexta-feira, dezembro 7, 2007 •
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Existe uma parede que separa o que se quer do que se deve ser feito…
Infelizmente isso de “querer é poder” não funciona muito bem na prática.
Então, é seguir em frente deixando a emoção em algum banco e apropriar-se da razão.
Ou deixar que ela se aproprie de você, a escolha é sua.
Quero minha vida de volta, sem grandes emoções, mas sem tantos medos também…
Ontem, durante a prova de estatística eu pensei muito… Muito mesmo…
E vi como conduzira minha vida de forma estranha ultimamente…
Não me arrependo, é bem verdade, mas não entendo sequer os porquê que aparecem na estrada…
Colo… Nunca precisei tanto de um.
Nunca me senti tão frágil, imatura, insegura.
Porque eu tenho que crescer, mas insisto em ser uma criança boba que faz estragos irreparáveis e que tem vergonha de assumir a confusão na sua cabeça.
Que se sente suja por querer viver…
Que foge de um olhar temendo ser descoberta…
Preciso crescer para mim e provar que sou capaz.
Preciso crescer para você e mostrar que um dia, talvez, eu consiga dizer as palavras certas na hora certa…
Então, que o texto ficou sem fim. Mas ele está aqui, todo arquitetado na minha cabeça… Varrer as folhas secas no chão, junta-las num canto e despedir-me.
Eu gosto de suas cores, é um morto de quem muito viveu…
Reconstruir meu castelo, as mesmas muralhas. Alguém mais atrever-se-á?
Não tente, querido. É em vão.
E quanto ao machucado, querido, vai sarar.
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•terça-feira, dezembro 4, 2007 •
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E você é a minha mania!
Rafael Martins das Neves (Maldito Argentino)
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•terça-feira, dezembro 4, 2007 •
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Chuva passageira…
Com o vento se vai…
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•segunda-feira, dezembro 3, 2007 •
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AMO BRUNA DIAS, TODOS OS DIAS!!!
Magali Polida
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•segunda-feira, dezembro 3, 2007 •
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Magali Polida d’:
Vou ganhar uma dinheirama e viajar por Dias com Bruna pimentinha! Oba!
Vamos dar uns roles com os brotos!
BrunαDiαs:
Aiii, a Magali vai ficar ricaaaaaaaaaa.
Posso levar uns 3 brotos meus?
Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Las Vegas?
Magali Polida d’:
Sim, sim…
Faremos mô farra!
huhuhuhuhuh
BrunαDiαs:
Amigaaa, mas o meu bofe do coração volta esse mês.
Dois anos sem vê-lo.
Agora serei uma mocinha comprometida e fiel.
Magali Polida d’:
rsrsrs
Eita!
Fiel?
Seja então…E Las Vegas?
Kkkkkkkkkkkkkk
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•segunda-feira, dezembro 3, 2007 •
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Essas meninas…Nós.
Magali Polida
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•segunda-feira, dezembro 3, 2007 •
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A mais nova descoberta sobre a dor nas minhas costas:
Ela aumenta em grandes proporções se eu fico sentada por muito tempo.
(Maravilha, né? Justamente essa semana que eu tenho prova disso,
prova daquilo… E a de estatística, então?)
A solução (?):
Oras, ficar deitada o dia todo e dormir, dormir e dormir!
Porque eu também sou filha de Zeus!

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•domingo, dezembro 2, 2007 •
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Seria compreensível se eu começasse a conversar com os objetos e com as paredes, mas eu prefiro conversar sozinha. Com o um lápis e um caderno na mão, de preferência.
Me sinto um pássaro preso, mas não sei se gostaria de voar.
Tenho medo de andar de avião, sabe, então acho que não gostaria. Meu negócio é estrada.
É incrível a forma como a vida muda de rumo displicentemente, sem se preocupar em como iremos reagir ou suportar as mudanças.
Estava tudo bem, mas agora…
Tenho medo…
Frio em mim…
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•sábado, dezembro 1, 2007 •
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Veja bem, meu bem
Sinto te informar que arranjei alguém
pra me confortar.
Este alguém está quando você sai
E eu só posso crer, pois sem ter você
nestes braços tais.Veja bem, amor.
Onde está você?
Somos no papel, mas não no viver.
Viajar sem mim, me deixar assim.
Tive que arranjar alguém pra passar os dias ruins. Enquanto isso, navegando vou sem paz.
Sem ter um porto, quase morto, sem um cais.
E eu nunca vou te esquecer amor,
Mas a solidão deixa o coração neste leva e traz.
Veja bem além destes fatos vis.
Saiba, traições são bem mais sutis.
Se eu te troquei não foi por maldade.
Amor, veja bem, arranjei alguém chamado:
SAUDADE…
Veja bem, meu bem – Los Hermanos
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•sábado, dezembro 1, 2007 •
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Pois é, a maldita dor está voltando. Deve ser porque parei de tomar o remédio.
Não passa, não passa.
Às vezes ouço vozes e não consigo entender.
Nem me concentrar.
Ainda assim, manter-me-ei firme e senhora do meu próprio destino.
E prometo-te agora, que não me deixarei enganar.
Mas eu sinto saudades.
(Ele virá em breve e estou feliz.
Juntos, já vivemos muitas coisas.
E ele é meu afeto, meu irmão, meu herói, meu vilão, meu anjo da guarda.)
Tanta coisa na minha vida que se foi. E não volta mais.
Conformar-me-ia poder viver novamente tão belos momentos.
Mas, como não é possível, guardo tudo na memória com imenso carinho.
Formigas sobem na parede novamente.
Qual será o rumo?
Do meu coração…
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•sábado, dezembro 1, 2007 •
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Nós podemos tudo, mas nem tudo convém.
Ana Cláudia (Aninha)
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•sexta-feira, novembro 30, 2007 •
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É que…Hoje é dia 30 de novembro de 2007.
Último dia do mês. Fim do mês.
Fim?
Nunca se sabe…
Pode ser um ponto final, uma vírgula ou, simplesmente, reticências…
Mas a menina está feliz.
Espera o tempo passar.
Espera, em silêncio.
E é só.(:

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•sexta-feira, novembro 30, 2007 •
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18 anos. Sorvete de brigadeiro. Saltita e dança no meio da rua. Sonhos perdidos com cheiro de chocolate. Gosta de ser sozinha. Liberdade. Preto e roxo e branco e verde. Ler, ler, ler. Alma, dispensa superficialidade. Água. Não gosta de flores de plástico. Quando crescer, vai ser uma adulta enrolada. Mas ela está achando que não vai crescer nunca, e pergunta ao seu umbigo: isso é bom ou ruim?
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•sexta-feira, novembro 30, 2007 •
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Às vezes eu penso que interrompo, sou uma coisa brusca.
Uma novidade legal, um brinquedo novo. Uma criança com uma boneca que dormia e chorava e ria e chorava e ria e chorava e ria… Era bom.
Mas então a criança cresceu e virou uma adolescente e a boneca continuou sendo uma boneca, não mais. Brinquedos velhos perdem a graça.
Bonecas ficam sempre lá, chorando num canto. E ninguém mais as quer.
É vermelho, é perigoso, é bom, é vermelho, ela sorri, ela chora, ela canta ela dorme. Ela tem pilhas, não tem?…
Ela perde a graça e a leveza que tinha, é sempre assim.
As coisas ficam velhas e as pessoas ficam frias.
As folhas caem e as flores morrem.
As flechas acabam e as pessoas param de se apaixonar.
Amor passa rápido, amor é para sempre?
Ódio é amor. Ódio é para sempre?
Ninguém liga para aquela menina sentada no meio-fio, elas passam rápido demais. Ninguém liga quando ela está sentada num banco, também. Ninguém liga se ela está chorando ou quando ela está sorrindo.
Ela pode estar em todos ou lugares ou lugar nenhum. Pode estar em qualquer lugar. Ninguém vai ligar.
Ninguém liga pra ela. Ninguém liga ela. E ela ama a todo mudo.
(Porque tudo, até ódio, é amor.)
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•sexta-feira, novembro 30, 2007 •
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Relacionamentos que nos fazem sofrer não fazem mal ao coração apenas no sentido figurado, pesquisa realizada no Reino Unido durante 12 anos com 9 mil voluntários descobriu que pessoas com relacionamentos ruins desenvolveram mais doenças cardíacas do que seus pares com relacionamentos tranquilos e duradouros. Mais uma prova de que amar pode fazer muito bem ou fazer um mal terrível.
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•sexta-feira, novembro 30, 2007 •
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Adoro sorrir e receber sorrisos.Faço piada de tudo e até exagero algumas vezes.Se enjôo de algumas pessoas, prefiro manter distância. E nem adianta forçar uma reaproximação, ela acontece (SE acontecer) naturalmente.Morro de curiosidade, falo na cara, minto se for vital ou por diversão e sou tão sincera ao ponto de não querer ser. Não gosto de gente arrogante, cínica, dissimulada e egoísta. Reconheço mau-caratismo há um quilômetro de distância.Nunca pintei o cabelo. Vou ser uma velha cabeluda e grisalha. Gosto de acordar sem despertador, ficar na cama olhando para o teto e sonhar um fim de semana inteiro. Não suporto gente fútil, riquinhos que não sabem o que fazer da vida, rebeldes sem causa e problemáticos de plantão. Essa gente me cansa. Gosto de pessoas com coragem, objetivos e ambições na vida. Apaixono-me muito fácil por pessoas que me fazem rir, crescer e pensar. E, principalmente pelas que me fazem carinho. Tenho obsessão pelo corpo humano. Analiso e disseco cada parte apenas com o olhar. Adoro observar e beijar pulsos. Me passa uma energia boa fazer isso, apesar de parecer loucura.Não gosto de calor, prefiro frio mesmo que seja triste e opressivo. Já tremi de frio, mas também tremi quando fui beijada por uma pessoa especial que se foi. Gosto de músicas tristes e também das alegres, daquelas que deixam a gente com vontade de dançar, das que fizeram parte da minha história e das que vão tocar quando eu for embora. Não gosto de música sem letra.Morro de saudades. Todo dia, ela me mata um pouquinho. Nunca olho pra frente. Tropeço com freqüência e me esborracho de dar dó, mas levanto e continuo, sempre olhando para meu passado. Quero ter um jardim com vista para o céu, com flores coloridas e uma espreguiçadeira. Um jardim que me faça ficar em silêncio para que eu possa ouvir meu coração. Quero ter sobrinhos, não sei se quero ter filhos. Não nascidos de mim. Mas criarei a criança que for deixada na minha porta. E, se nenhuma for deixada, adotarei. Não casarei. Não sou adepta ao casamento. Não sou um objeto para “pertencer” a outra pessoa. Não aceito a idéia de um contrato definindo o que eu posso ou não fazer. Descobri que não existe esse papo de duas almas ocupando o mesmo corpo. E a alma não tem dono. Às vezes posso ver a minha alma diluindo-se na alma alheia.Amo meus quatro cachorros, meu gato e também gosto de plantas. Quando estou sozinha, converso com elas.Admiro pessoas que se envolvem com causas sociais, que ajudam sem pedir nada em troca. Já gostei de política, mas hoje não acredito mais neste caminho. O ser humano é dotado de um egoísmo impressionante e ajudar ao próximo é algo que está nos planos de poucos.Posso passar horas observando a multidão ou uma só pessoa. Uma vez fui à APAE e fiquei encantada com as crianças e adultos que havia lá. Em especial, com um garoto autista, o Gustavo. Senti paz ao olhar em seus olhos.Minha mente não pára… muitas vezes ela me cansa. Tenho sempre grandes idéias e convicções, mas todas elas mudam o tempo todo. Amo pessoas e coisas que me fazem bem e odeio pensar no que odeio.Sei que estou cercada de gente querida e agradeço cada minuto da existência de cada ser que a vida me deu. Mas, em alguns momentos, me sinto só. Falo demais, escrevo demais… muitas vezes me arrependo. Vivo com pressa. Às vezes acho que nasci adulta, que envelheço rápido… Digo sempre que não tenho tempo. Mas acho que ele escapa pelos vãos dos meus dedos. Dentro de mim, sempre morou uma louca inconseqüente, uma menina que grita e faz estragos irreparáveis. Às vezes, sinto que seria mais fácil se ela não existisse, se morresse de vez. Mas, se ela desaparece por uns dias apenas, quem morre sou eu. Enfim, sou uma baranga encalhada, cafona e cheia de problemas.
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•quinta-feira, novembro 29, 2007 •
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As almas são incomunicáveis.
Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo.
Porque os corpos se entendem, mas as almas não.
Manuel Bandeira
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•quinta-feira, novembro 29, 2007 •
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Eu não tenho enredo.
SOU INOPINADAMENTE FRAGMENTÁRIA.
Sou aos poucos.
MINHA HISTÓRIA É VIVER.
E eu só sei viver as coisas quando já as vivi.
Não sei viver, só sei lembrar-me.
Clarice Lispector
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•quinta-feira, novembro 29, 2007 •
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Nunca imagine você mesma ser outra coisa diferente daquilo que possa parecer aos outros que você é ou poderia ter sido se não fosse diferente daquilo que você aparenta ser às outras pessoas.
Duquesa para Alice, ali nas Maravilhas.
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•quinta-feira, novembro 29, 2007 •
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Folhas caem sem sentido.
(Assim como eu, a cair em um ombro qualquer, implorando carinho.)
Talvez as coisas da vida sejam assim mesmo, sem sentido. Mas em determinadas ocasiões, eu insisto em tentar encontrar um propósito convincente para algumas pessoas aparecerem em certos momentos das nossas vidas…
Ele pergunta o que eu sinto, mas eu não sei dizer.
Só sei sentir.
E é algo estranho como um torpor do cansaço após uma longa viagem… Ou como o frio na barriga que dá quando a roda gigante sobe (e você se arrepende do dia que inventou de entrar naquele troço). Ou ainda, como o último olhar antes da porta do elevador se fechar. (Ainda nos veremos, meu bem? Eu não sei, não sei…).
Folhas caem simplesmente porque chegou a hora.
(Perderam já seu verde?)
E a minha hora? Já chegou?
É por acaso isto, o início da queda de um precipício?
Está tarde, e eu quero dormir.
Ou ainda é cedo e o Sol está apenas surgindo no horizonte?
Será que estou eu, apenas de passagem?
Será que suporto viver essa viagem?
O tempo não passa, não passa.
Será que eu já passei?
O que é verdade nessa mentira?
E o meu reflexo, onde se perdeu?
Tantas perguntas, nenhuma resposta e uma enorme confusão na minha cabeça.
Eu preciso apenas ser gente grande para poder fazer minhas próprias escolhas e assumir meus erros de forma que eles não machuquem tanto.
Mas, cadê a luz?
“…O vento faz eu lembrar você
As folhas caem mortas como eu…”
(A lua e eu – Cassiano/ Paulinho Motoka)
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•terça-feira, novembro 27, 2007 •
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O amor é tapado.
Fabiana Silva
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•terça-feira, novembro 27, 2007 •
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É uma dor sem intenção mesmo, explicação ou ponto de partida. É suave, mas de repente, toma uma forma áspera e de tons fortes. E não passa. Pode até tornar-se novamente leve, mas não passa. Ela não é feliz e não entende o porquê. Nem eu. Pois eu a amo (sim, eu a amo), mas os olhos dela são tristes, o que torna os meus tristes também. Não chore querida. Sua dor é a minha dor. E seu amor também.

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•segunda-feira, novembro 26, 2007 •
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Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença. Mas as vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: Quer-se absorver a outra pessoa toda. Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida.
Clarice Lispector
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•segunda-feira, novembro 26, 2007 •
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•segunda-feira, novembro 26, 2007 •
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(Música ao fundo: Refrão de um bolero, Engenheiros do Hawaii.)
O que tenho fere.
Talvez o tempo se faça ao contrário.
Brincar de paixão escondida.
Ou, simplesmente, escondê-la?
Deixa, o que for verdadeiro fica.
E o que for passageiro há de passar.
Apenas viva.
Dúvidas e dívidas.
A minha dúvida é doce.
Coração ao meio.
Metade é certeza.
A outra, está de passagem.
Irás tomar o trem?
Nada intencional.
Olhares… Olhares…
Leia meus lábios e entederás.
Leia meus olhos e confundirás.
Eu quero, sincero.
Sussurro: “Estou sua…”
Uma palavra: Inspiração.
Um nome: “Ele”.
Um pseudônimo: Marcus Juan?
Don Juan.
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•segunda-feira, novembro 26, 2007 •
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Brincar de paixão escondida.
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•segunda-feira, novembro 26, 2007 •
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•segunda-feira, novembro 26, 2007 •
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Palavras vêm a todo instante.
Des-
organizadas.
Escrever às vezes me cansa.
E me dói a cabeça.
Mas não consigo parar.
Doce de leite da mãe.
Eu a amo mesmo quando estou errada.
Sou errada.
Você e ela, eu sei.
‘Instinto’.
Linda, rosto de anjo e corpo de mulher.
Bela troca.
Sou feia e torta mas isso não dói.
Eu penso e imagino.
Sinistra, pintei o céu de preto.
(Só pra me vingar.)
Beijos, saudades, natal.
Quase dois anos.
Menos de um mês.
Estranha confusão dos sentimentos.
Confunda-me, se for capaz.
Eu te engano.
A sessão de dor me deixou assim.
Lágrimas de sangue.
Coração no guarda-roupa.
Fica aí e me deixa em paz.
Postado ao som de: Sonho lindo – Paulo Ricardo
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•segunda-feira, novembro 26, 2007 •
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Minha coluna está melhor, obrigada.
Outra vez as lembranças.
Uma corda na gaganta.
Volte, volte sempre.
Atalho no caminho.
Então fica assim: Toma o remédio e dorme em meu colo.
Eu cuido de você e não te assusto. Prometo.
Promessas? Dispenso.
Não sou gente grande, mas quero dormir tarde.
Eu não falo sozinha.
É com Bruna Dias que eu converso.(Cá entre nós, menina sem graça!)
Ataque de riso acompanhado de um breve choro.
Angústia.
Penso nele mas não sei.
Sei apenas que cometo erros.
Eu fujo do contexto.
Fugir, essa é a minha estratégia.
Não se envolva.
Imutável inconstância.
Eu sinto.
Não sinto mais.
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•domingo, novembro 25, 2007 •
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Ligação na madrugada: “Sinto sua falta…”
Dormir em paz. 02:02h…
Feliz. (:

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•domingo, novembro 25, 2007 •
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Acho que meu bom humor está voltando.E meu bom gosto também.
Agora mesmo, me deu uma vontade gigante de ouvir Oh carol!
Quando eu era mais nova, quis ter o nome Carol
só por causa dessa música...
Se bem que podia ser Oh Bruna!... Menos Bruna Dias, menos!
http://www.youtube.com/watch?v=Ux49UBie-w8
Oh! Carol!
Eu sou apenas um tolo
Querida eu te amo
Apesar de você me tratar mal
Você me machuca
E você me faz chorar
Mas se você me deixar
Eu certamente morrerei
Querida, jamais haverá outro
Porque eu te amo muito
Nunca me deixe
Diga que você nunca irá partir
Eu irei sempre tratar você como meu amor
Não importa o que você faça
Oh! Carol!
Eu estou tão apaixonado por você
Oh carol (tradução) - Neil Sekada
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•domingo, novembro 25, 2007 •
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- brunadias diz: De quem é essa música que você está ouvindo?
Rafa diz: sei qual o nome dele ñ moorr mas eh aquele barbudo esquisito.
- brunadias diz: Barbudo esquisito? Quem é?Rafa diz: axo ate q ja morreu
- brunadias diz: Ahhh, acho que sei qual o nome… Enéas?
Rafa diz: uhasuhsuhauhauhsuas
Rafa diz: mor ce ta bem?????
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•sábado, novembro 24, 2007 •
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•sábado, novembro 24, 2007 •
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Pode acordar que é cedo
Pra aliviar meu pranto
Pra me levar pra longe do medo
E me juntar a você
Deixe eu contar segredos
Que me tiraram o sono
Deixe eu mostrar o quanto eu desejo
Ter você do meu lado
Sempre que eu merecer
Me chama, me faz acreditar nos sonhos
Saber que ainda existe um mundo
Que vai salvar a nossa história.
Me chama, me olha e diz que é tudo engano
Que a vida vai mudar meus planos
E não será melhor fugir.
É cedo – Roupa Nova
http://www.youtube.com/watch?v=5Sdf87_j5HY
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•sábado, novembro 24, 2007 •
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- Você não faz nada?
- Talvez: eu sou triste.
- E o que lhe dói?
- A luz nos olhos.
- Em que pensas?
- Não me incomodo, sou sozinha.
- Irás partir?
- Meu coração.
- E os sonhos?
- Eu me enganei.
- Procurará uma resposta?
- Não, eu sequer existo.
- Vai passar… Tudo passa…
- Eu sou o futuro, o vazio e a dor.
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•sábado, novembro 24, 2007 •
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“…Somos os que se abstêm de destruir, e nisso se consomem. Nós, agentes disfarçados e distribuídos pelas funções menos reveladoras, nós as vezes nos reconhecemos e a isto chamamos de amor. E então não é necessário o disfarce: embora não se fale, também não se mente, embora não se diga a verdade, também não é mais necessário dissimular. Amor é quando é concedido participar um pouco mais. Poucos querem o amor, porque amor é a grande desilusão de tudo o mais. E poucos suportam perder todas as outras ilusões. Há os que voluntariam para o amor, pensando que o amor enriquecerá a vida pessoal. É o contrário: amor é finalmente a pobreza. Amor é não ter. Inclusive, amor é a desilusão do que se pensava que era amor. E não é prêmio, por isso não envaidece, amor não é prêmio.”
Trecho de: A imitação da rosa – Clarice Lispector
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•sábado, novembro 24, 2007 •
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Felicidade é coisa que precisa de sacrifícios para ser alcançada. (E ainda assim, não é algo constante como a dor nas minhas costas).
Talvez o caminho para se chegar à ela seja árduo, com curvas tortuosas e pedras no caminho. E, quando se chega após a linha do horizonte, as nuvens que antes eram brancas e leves como o algodão, tornam-se vermelhas e encharcadas de sangue. Queima. Flameja.
É absolutamente indispensável a coragem pra se ultrapassar a dor e se chegar ao mundo dos sonhos possíveis. Mas eu sou fraca. Nasci sem esperança. E tudo é vazio como o quarto na qual as minhas costas descansam e insistem em mostrar que sou mais fraca do que eu achava que fosse. (E que toda essa imagem de ‘mulher fortaleza’, não passa de uma farsa).
Hoje minha mãe me mandou ir ao médico porque estava com medo. Eu optaria por não ir porque também tenho medo. Não gosto de médicos, principalmente os que eu frequento. Sinto que sempre trarão más notícias. Amo minha mãe. Amor perpétuo mesmo, sem fim, limites ou frustrações.
Queria mesmo era ser nuvem e absorver toda dos e tristeza dos meus afetos.
E, depois, quando já estivesse pesada o bastante, virar chuva e cair inquebrável no chão. Não me importaria de virar lama, e ainda abriria um sorriso em resposta à paz dos que eu amo.
Talvez a felicidade da minha vida seja escrita com “S”, algo torto, incorreto. E mesmo eu sabendo e tentando escreverde forma correta, o tal “S” nunca abre mão do seu lugar e eu, apenas me conformo e sigo em frente.
O eterno desapontamento com a minha covardia.
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•sexta-feira, novembro 23, 2007 •
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Me dá a mão
Me leva embora
Passou da hora, já bebi demais
Ninguém mais me considera
Só velhos, bêbados e animais
Gastei tantas palavras por gastar
Agora as pobres tentam se salvar
Me pega e leva
Porque eu te amo
Andei fugindo mas estou aqui
Escutando baladas bregas
Deixar de te amar não é pra mim
Não se deixa de amar assim
Seja como for
Mas seja sempre o meu amor perpétuo
Onde estiver esteja
Onde está
Meu peito aberto
Me pega e leva
Porque eu te amo
Andei fugindo mas estou aqui
Derretido, sentimental
Porque deixar de amar não é normal
Não se desama dando um mero tchau
Seja como for
Mas seja sempre o meu amor perpétuo
Onde estiver esteja
Onde está
Meu peito aberto
Peito aberto – Kid Abelha
http://www.youtube.com/watch?v=KE2rAzqNTQE&eurl
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•sexta-feira, novembro 23, 2007 •
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Acontece que eu acredito em fantasmas. Até quando? Eu não sei…
Um dia, a gente cresce e possivelmente os fantasmas desaparecem…
Mas enquanto sou criança, eles viverão em mim.
As estrelas, a lua, o chão, as paredes, o ar…
Ficaram todos impregnados daquele sentimento bom que surgiu e foi assumido com as pernas trêmulas e o coração a saltar da boca.
“Eu falo ou não falo? (Indecisão.) Falo e não olho mais pra ele…”
Eu só não esperava a volta.
E qual melhor testemunha que o próprio pensamento?
Erro meu achar que era brincadeira.
Acerto seu me mostrar a verdade que eu tanto temia enxergar.
Talvez seja uma ilusão querer o que eu quero, mas eu mereço a ternura daqueles momentos tão doces em um doce novembro que jamais se perderá…
E quando for dobrada a esquina do esquecimento, eu sei que ficará algo do que houve intacto em mim. (E talvez, em você também.)
Mesmo que seja apenas o sabor do chocolate ou ainda, um pouco das palavras tão ríspidas que não foram esperadas ou bem recebidas.
Qual a cura pra essa doença?
Se eu sou a causadora, não encontre a cura ainda, meu bem.
Às vezes sinto-me fria como um iceberg, mas pensar em você aquece os batimentos em meu peito…
E as lembranças servem exatamente para isso: me fazer respirar você novamente, mesmo de longe…
Porque a distância é mero detalhe quando se sente o inexplicável.
Publicado em B. Dias, inDIRETAS
•quinta-feira, novembro 22, 2007 •
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Sonhe aquilo que você quiser.
Seja o que você quer ser,
Porque você possui apenas uma vida
E nela só se tem uma chance
De fazer aquilo que se quer.
Tenha Felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte
Tristeza para fazê-la humana.
E esperança suficiente para fazê-la feliz.
As pessoas mais felizes
Não têm as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor
Das oportunidades que aparecem
Em seus caminhos.
A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam.
Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem a importância
Das pessoas que passam por suas vidas.
O futuro mais brilhante
É baseado num passado intensamente vivido.
Você só terá sucesso na vida
Quando perdoar os erros
E as decepções do passado.
A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar
Duram uma eternidade.
Sonhe – Clarice Lispector
Publicado em Clarice Lispector
•segunda-feira, novembro 19, 2007 •
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Preciso sumir. Meio da noite. Gigante.
Sem mim. Saudades.
Luz no céu. Embriagante.
Não mais. Inconstância. Banal.
Vai embora. Liberdade.
Fechar os olhos. Fugir do real.
Bruna Dias
Publicado em B. Dias
•segunda-feira, novembro 19, 2007 •
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“É cedo, ou tarde demais?
Pra dizer adeus, pra dizer jamais….”
Eu tenho me feito essa pergunta repetidas vezes há tanto tempo…
E pior do que ficar com essa dúvida, é não chegar à nenhuma conclusão.
Sei apenas que eu quero paz. Cansei da insensatez. Não a quero mais. Ela só me faz ficar com mais medo ainda e eu já tenho medos o suficiente. E, finalmente aqui estou eu, de volta à normalidade dos meus dias.
Hoje eu quis te ecrever uma carta com ternura, mas a folha continuou em branco e por mais que eu ensaiasse as palavras certas, não consegui dizer que apesar de não poder voltar, eu guardei as cores e salvei o que é seu em mim.
Escrevo para o vazio mas exijo silêncio.
Tenho medo de sumir o meu vazio.
Tenho medo de não ter sido totalmente sincera.
Tenho medo de ter perdido tempo.
Tenho medo de nunca perder meus medos.
Publicado em inDIRETAS
•segunda-feira, novembro 19, 2007 •
1 Comentário
Queria trocar o longe pelo perto.
O medo do futuro pela felicidade do presente.
A saudade pela presença.
A distância pelo abraço.
A espera pelo encontro.
Trocar a insegurança do meu mundo por amor.

Bruna Dias
Publicado em B. Dias
Soltaram o verbo!