eM BRANCO

quinta-feira, outubro 4, 2012

A página em branco insiste em permanecer assim e parece que, repentinamente, surge algo ainda mais teimoso que eu. Talvez, quem sabe, as primeiras palavras deste texto podem ser: eu sinto a sua falta. E isso é um fato, tem sido o meu estado, que de sólido passou pra líquido tão rapidamente, já que eu derreto toda vez que penso em você e percebo o quão o mundo é ‘sem’ quando eu não te tenho. Sem graça, sem vontade, sem amor…

Eu vou tolerar o silêncio, eu vou respeitar o espaço e cada canto dessa sala, como se eles fossem órgãos que, mesmo interligados, precisassem de sua [falsa] independência. E cada vez que o sol nascer, eu farei uma prece, e da mesma forma, quando ele se pôr, eu agradecerei pelo destino, pelo ar, pelos pulmões e pelos sinais. Sinais esses que me surgem sempre com mais dois pontos, quando eu insisto em usar um ponto final.

De todas as palavras mal ditas, de todos os erros cometidos, de todos os passos em falso, e no meio de toda essa confusão – que agora parece tão bem [mal] resolvida -, eu apenas queria que você soubesse que eu continuo aqui, com você. Mesmo que não esteja.

Aqui.

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