sUBJETIVIDADE

terça-feira, janeiro 7, 2014

Girei o trinco, entrei, fechei a porta. O céu estava limpo de estrelas.
Passos leves. Acendi a luz.
Havia um barulho que soava insistentemente, suave como uma gota d’água a cair no chão.

Apaguei a luz e reparei nas formas que apareciam no teto. Engraçado, nunca tive a imaginação muito boa para ver bichinhos nas nuvens, mas sempre me peguei vendo alguma forma fazer sentido nas sombras no teto do meu quarto. Eram maçãs, uma casquinha de sorvete e um sorriso.

O barulho era agradável, passava alguma mensagem, “estou aqui”. Eu também.

Não chorei mais e dormi a noite toda.

As maçãs bem que podiam ser corações, a casquinha era só uma casquinha mesmo.

O sorriso, sem dúvida alguma, era o seu.

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