o TEMPO PASSOU

terça-feira, maio 12, 2015

Bebi um pouco mais do seu sangue.
Silenciei a música, cantei as palavras e as dúvidas.
Ouvi toda a sua poesia, mais uma vez, e, sem fim, me vi ali, despedaçada.
Quantas vezes mais? Tantas vezes…
Engoli cada pedaço da sua respiração e flutuei até o meu muro de certezas.
Encontrei o meu reflexo no espelho, turvo como as águas do mar.
E senti cada batimento em meu peito, cada enrijecer dos meus músculos, cada estalar dos meus ossos, dos meus medos, dos meus versos de amor.
Senti a mim, sentindo você.
Vazia, porém encharcada de lágrimas.
Com sede, contudo embriagada de amor.

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