vELOZ[MENTE]

domingo, agosto 23, 2015

“Vejo desfilarem os minutos como se o tempo fosse uma paisagem, esses campos cultivados que ficam para trás, com girassóis, papoulas, gavelas de feno. Que viagem é esta? Para onde vou ao certo e com que fim? Os segundos moem-me, rolam em mim como pedras, pois cada momento abriga a possibilidade de que Roos venha e fale-me. As escadas em hélice. Roos com a mão estendida em direção ao pássaro. Bato palmas para que ele voe, para que eu não me enrede na armadilha. Armadilha? Agora é o inverso que me veda ir vê-la, procurá-la. Receio ir ter às suas mãos e assim a perder.”

[Pág. 140, Avalovara, Osman Lins]

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