aBISMOS

segunda-feira, fevereiro 15, 2016

“Mas não chegou a hora em que me precipito. A queda se prepara, espera-me, de nada servem as telas cada vez mais eroditas pelas chuvas de dezembro e de janeiro, pelo ar sempre úmido, pelo envelhecimento, talvez pelos gritos, pelos ruídos constantes que vem dos arredores, pela trepidação da cidade. Não faltam, em toda parte, abismos, fossos, não faltam, e quando faltam, se faltam, achamos dentro de nós um vão onde cairmos. Para a nossa perdição?”

[Pág. 61, Avalovara, Osman Lins]

 

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