“e O TEMPO NUNCA PASSOU…”

sábado, março 19, 2016

Eu fecho os olhos, tento lembrar do meu rosto, mas não consigo.
(É tudo em vão?)
Imagino alguns traços perdidos, misturados com os de outras pessoas, mas não são meus. Olho para as paredes do meu quarto, tento ler tudo o que eu escrevi durante todos esses anos, mas não entendo a minha própria letra. Não consigo ler através dela. Não consigo interpretar os meus planos.
(Será que eles eram mesmo os meus?)
Ao tentar respirar, não consigo não sufocar. Faz muito barulho, eu mal consigo me ouvir.
(Que barulho faz a minha paz junto do som das ondas do mar?)
Eu olho para baixo e não tenho mais medo da altura. Sinto medo de nunca conseguir pular. Voar. (Somente eu, o vento, e o pensamento lá em você.)
Quando vejo os caminhos, não consigo escolher qual devo seguir. Então eu sento na estrada e espero. Espero pelo silencio, em silêncio. Espero eu e a minha solidão.
(Eu fecho os olhos, mas não consigo dormir.
Eu abro os olhos, mas não desapareci.)
Dizem que o tempo conserta todas as coisas…
(Sinto falta de mim.)
Quanto tempo deve faltar para eu lembrar do meu rosto e consertar meu coração?

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