“e QUANTOS QUASE CABEM NUM SEGUNDO?”

segunda-feira, junho 13, 2016

Apague as luzes, feche os olhos e deixe a janela bem aberta.
Substitua na memória o velho sussurro pelo novo sorriso.
Às vezes é o movimento necessário para libertar alguém.
Às vezes é o modo mais fácil de ensinar alguém a voar.

[Não, não olhe pra trás…]

 

“…Me vi chegar no fim do mundo,
Me vi sofrer na solidão
De um jeito que não suportei.”

[Tiê – Isqueiro Azul]

nO AR

quinta-feira, junho 2, 2016

Vou ficando quietinha, parada,

Balançando as pernas, as folhas, o tempo,

Vou seguindo e tentando não olhar pra trás…

Você ouve esse silêncio?

Consegue sentir o macio dessa pele?

É uma ausência bem leve, bem junto, como suor na pele.

Não há som que invada esse espaço,

Não há saudade que não se cure com um abraço,

E não há lembrança que não aumente o cansaço

Da espera.

[Quando se espera por nada.]

É tarde.

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o AMOR CUIDA

quarta-feira, junho 1, 2016

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O amor cura.

“e O TEMPO NUNCA PASSOU…”

sábado, março 19, 2016

Eu fecho os olhos, tento lembrar do meu rosto, mas não consigo.
(É tudo em vão?)
Imagino alguns traços perdidos, misturados com os de outras pessoas, mas não são meus. Olho para as paredes do meu quarto, tento ler tudo o que eu escrevi durante todos esses anos, mas não entendo a minha própria letra. Não consigo ler através dela. Não consigo interpretar os meus planos.
(Será que eles eram mesmo os meus?)
Ao tentar respirar, não consigo não sufocar. Faz muito barulho, eu mal consigo me ouvir.
(Que barulho faz a minha paz junto do som das ondas do mar?)
Eu olho para baixo e não tenho mais medo da altura. Sinto medo de nunca conseguir pular. Voar. (Somente eu, o vento, e o pensamento lá em você.)
Quando vejo os caminhos, não consigo escolher qual devo seguir. Então eu sento na estrada e espero. Espero pelo silencio, em silêncio. Espero eu e a minha solidão.
(Eu fecho os olhos, mas não consigo dormir.
Eu abro os olhos, mas não desapareci.)
Dizem que o tempo conserta todas as coisas…
(Sinto falta de mim.)
Quanto tempo deve faltar para eu lembrar do meu rosto e consertar meu coração?

é DE MAR

sexta-feira, janeiro 16, 2015

osolsefoi

A cor do céu era de um lilás alaranjado. “- Eu nunca sei qual a diferença entre roxo e lilás”, ele disse. Não faz diferença. Quis encontrar por tanto tempo as respostas, e me surpreendi quando as encontrei uma a uma, dentro de mim. Então caminhei um pouco mais em direção ao que restava do sol, aparei minhas lágrimas com as mãos e as impedi de caírem na areia. Já havia um mar à minha frente. Já havia se formado um maremoto em meu coração.

sEGUNDA PELE

quinta-feira, outubro 9, 2014

Eu estava quieta. Estive quieta esse tempo todo, você sabe. Pintei as paredes, mudei os móveis de lugar, fiz faxina em todos os órgãos do meu corpo. Lavei com água e sabão o meu pobre coração. Tentei me distrair com o tempo e a distância, fingindo para os meus próprios olhos que eu já não via o seu reflexo quando me via do outro lado do espelho. Tentei, em vão, te esquecer por entre os livros velhos naquela velha prateleira. Eu tentei, você sabe. E consegui. Mas as digitais… As digitais e a sensação da sua pele nelas é o que permanece, é o que arrepia, é o que atordoa e faz virem à tona lembranças, pensamentos, sussurros de saudades… Você em mim.

Um dia nublado, o frio lá fora, cobertor no chão, seu corpo no meu.
Silêncio na cidade, barulho longe de sirene, amanhã já termina o feriado (?), seu corpo no meu.
Seu coração no meu.
Só meu.

sAMBA ENJOADINHO

sexta-feira, maio 16, 2014

Amar,
É um dia ensolarado,
É o café requentado,
E acordado sonhar.

Amar,
É suportar o calor,
Dormir sem ventilador,
E, ainda assim, feliz, despertar.

Amar,
É alcançar as alturas,
É disfarçar a tontura,
E o medo de escorregar.

Amar,
É não tocar violão,
Mas preparar a canção,
Pro seu amor encantar.

Amar,
É superar o seu medo,
De revelar o segredo,
Da vontade de junto estar.

Amar,
É andar devagarinho,
É querer mais um pouquinho,
Quanto o todo você já tem.

E amar,
É querer fazer todas as vontades,
E dar toda a sua verdade,
Pra quem só te faz o bem.

qUADRADOS AZUIS

quinta-feira, maio 8, 2014

Eu desejei o fim.
Sim, eu o quis e esperei calmamente,
como quem abre os olhos de repente,
e vê, de fato, o que gostaria.

E inacreditavelmente em paz eu fiquei,
de rosto e alma lavada,
nessa louca espera por nada,
que a nada me levaria.

E eu, por completo, apostei,
num fim doce, lento, sereno,
suave, bonito e pequeno,
do dia.

dES-RIMANDO

quarta-feira, abril 9, 2014

Desliga a luz e aperta a minha mão,
Ouve o rádio, tá tocando aquela canção,
Onde o rapaz, tão cansado, reaprendeu a amar.

Anda, acredita na nossa sorte,
Fecha os olhos, sente o vento que vem do norte,
Bebe o seu café, mas não esquece de sonhar.

Quem falou que era a hora certa, meu bem?
Que diferença faz se a gente vai de bicicleta ou de trem?
Se no fim das contas, a intenção da gente é se encontrar.

É se amar…

Tenho subido tão alto, com o coração na mão,
Medo da altura, de queda e da solidão,
E um coração para guiar…

Mas se eu já não sei mais fazer rima,
Se quando a gente canta, só desafina,
Quem poderá nos julgar?

[Eu aprendi errando, e errei tantas vezes,
Que me assustei com seus acertos,
Seus medos,
E suas juras de amor.]

E percebi que, se a gente sente frio na barriga,
Se o coração já não segue ritmo certo,
Se as mãos suam e as pernas tremem,

É só fechar os olhos,
deixar a rima pra lá,
e se entregar.

c’EST LA VIE

quarta-feira, abril 9, 2014

A vida segue num ritmo curioso, agitado, doce, calmo, surpreendente. Toco os seus olhos e sinto gosto de vida, sinto a leveza dos ventos do norte e me pergunto: o que virá agora? Eu te aqueço, já não sinto mais frio, já não temo o amanhecer. Espera, me dá um beijo, pega a minha mão e saiba que eu já não seguro a vontade de chorar, muito menos a de sorrir. Eu quero o sol das nossas manhãs, já não vejo sentido em cutucar velhas feridas, deixa elas cicatrizarem logo. Espera, meu bem, nada disso faz sentido, eu sei, mas antes que eu percebesse você já havia entrado na casa e sentado no sofá da sala. Seja bem vindo e, se for embora, volta logo. Sob a tua pele eu posso ver um quê de escudo, um misto de carinho e cobertor, um tom fora de tom e do compasso como quem diz: seja nômade, mas fixa aqui a tua casa. Você acredita em coincidência, e eu, na sorte. Existe o momento certo e existe a felicidade. Vem!

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o AMOR ACABOU COM A MINHA VIDA

domingo, março 9, 2014

O amor acabou com a minha vida. Deu-me casa, lavou minha roupa, me fez comida. Deixou-me marcas, me fez construir sonhos, mas acabou com a minha vida. O amor me fez trocar de pele, mudar de cabelo e de estilo. O amor me renegou e aceitou outras tantas vezes, que perdi a conta. O amor acabou com meu medo do escuro, com meus pesadelos, com minha falta de ar. O amor me fez correr, me fez chorar, me fez crer em mim e nos outros.
O amor acabou com a minha vida quando me limitou e restringiu a apenas uma meta: fazer-me feliz. O amor acabou com tudo quando foi embora, quando voltou, quando bateu a porta uma última vez. O amor encheu tanto a minha paciência, que perdeu a graça. E me fez graça. Trouxe-me multidões para que eu pudesse aprender a gostar da minha solidão, e deixou-me sozinha para que não temesse o medo do abandono. Abandonou-me para em seguida me mostrar que, mesmo acabando com minha vida, estaria sempre lá, de diversas formas, tamanhos, vontades. O amor me tirou a vontade de desistir, e eu resisti. Insisti.
O amor apagou o que eu escrevi num caule de árvore, para se inscrever na minha pele, um corte digno de ser exibido. O amor foi contra quando eu estive a favor, e foi a favor quando eu declarei guerra. O amor, vagabundo, acabou com a minha vida enquanto me fazia novos planos. Acabou com a minha vida e me enganou, todo o tempo. Enquanto eu sangrava, maldizendo da vida e do mundo, o amor, silencioso, agia. E fazia chá para dor no corpo e no coração. Amor malvado, oras, se o que queria era acabar com a minha vida, por que me deixar penar tanto assim? Por que apertar tão forte o meu coração?
O amor mentiu, omitiu, acabou com tudo, rasgou as fotos e pintou as paredes. O amor me fez chorar por dias, e colocar para fora tudo o que havia de bonito e de bom. E me fez esquecer. O amor me deu enjoos, mas não me fez gerar nada. Deu-me medo, mas ainda mais coragem. E me fez gritar, reagir, correr.
O amor acabou com a minha vida, mas me ensinou a enganar a morte: apesar de me empurrar do precipício, me deu asas. O amor me fez surpresa, me fez raiva, me fez poema e curou o meu resfriado. O amor me deu dor nas costas. O amor me enganou, mas eu não caio mais. O amor me fez amor, me fez chuva, me fez mulher.
O amor acabou com a minha vida, e eu tive medo de não encontrá-lo nunca mais. Contudo, ironicamente, enquanto acabava com tudo, o amor me mostrou que eu poderia senti-lo novamente, outras muitas vezes, sempre que quisesse, na mesma intensidade ou até mais que na primeira vez.

rEFLEXÃO

quinta-feira, fevereiro 20, 2014

Busque algo que te faça feliz. Que te faça bem. Busque incessantemente. Irresponsavelmente.
E se fugir preciso for, fuja. Do passado que ainda fere, do presente que não acostuma, do futuro que amedronta.
Simples assim: busque felicidade, fuja do que não for.

iNCOMPLETO

segunda-feira, fevereiro 10, 2014

Preciso aprender a te amar
No seu tempo, ritmo, espaço,
Sem causar tormento ou embaraço
Ao meu [pobre] coração.

mENOS AÇÚCAR, MAIS DOCE

quarta-feira, fevereiro 5, 2014

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Eu ouço o barulho do relógio, marcando segundos, corrigindo o tempo, os erros. Procuro as marcas deixadas e disfarço a vontade de apagá-las. Passo as páginas do calendário na triste ilusão de que algumas coisas realmente fiquem para trás. Não choveu a noite inteira, mas eu estou encharcada de dúvidas.

O que fizemos?

Era esse o grande plano?

Havia algum plano?

Temos tentado, da melhor maneira possível, não é? Organizar a vida, arrumar a cama, fazer o almoço, limpar os vidros e o passado, lavar a calçada e as lembranças, apagar a dor e o medo de recomeçar.

De nada, não tem de quê.

Não há perdão.

Deixa que o tempo cura. O tempo muda.

Pouco a pouco, vejo um novo sol nascer.

pOEMA

quarta-feira, janeiro 8, 2014

Eu não acho que eu deva que ser o seu primeiro pensamento do dia. Não, não acho mesmo. Não espero que você tome seu café da manhã desejando que eu esteja junto. Não acredito que seja viável voce andar pelas ruas torcendo para que possamos, outra vez, andar de mãos dadas, nós dois, num só. É, não acredito. Não vejo a mínima necessidade de você olhar seu celular mil vezes ao dia, esperando uma mensagem minha, uma ligação, ou qualquer notícia que seja. Acho completamente absurdo você me escrever poemas ou tampouco me enviar trechos de músicas de amor. Discordo em número, gênero e grau que você leia tudo o que eu escrevo aqui, a fim  de adivinhar meus desejos e pensamentos. Não vejo o mínimo sentido em você sofrer de saudades de nós dois. Não, não vejo. Mas se você puder, e só se puder mesmo, viver um pouquinho de cada uma dessas coisas, saberá o que tem sido para mim viver sem você.

sUBJETIVIDADE

terça-feira, janeiro 7, 2014

Girei o trinco, entrei, fechei a porta. O céu estava limpo de estrelas.
Passos leves. Acendi a luz.
Havia um barulho que soava insistentemente, suave como uma gota d’água a cair no chão.

Apaguei a luz e reparei nas formas que apareciam no teto. Engraçado, nunca tive a imaginação muito boa para ver bichinhos nas nuvens, mas sempre me peguei vendo alguma forma fazer sentido nas sombras no teto do meu quarto. Eram maçãs, uma casquinha de sorvete e um sorriso.

O barulho era agradável, passava alguma mensagem, “estou aqui”. Eu também.

Não chorei mais e dormi a noite toda.

As maçãs bem que podiam ser corações, a casquinha era só uma casquinha mesmo.

O sorriso, sem dúvida alguma, era o seu.

aH, O AMOR…

segunda-feira, setembro 23, 2013

Uma coisa é certa: o amor nunca esquece de acontecer.
Ele está em tudo e em todos os lugares, esperando a hora certa pra se revelar, para reforçar sua presença, para pedir mais uma chance, para dá-la.

O amor é calmaria, é o vento leve depois da tempestade, é a brisa que bate de mansinho na pele da gente nos dias de calor.
Ele cura qualquer ferida, nos dá força e fé, nos faz ver o passado com carinho e crer no futuro com esperança.

O amor espera, te espera. Basta deixá-lo se mostrar, sem máscaras, sem medo, sem rancor.
De leve, sem fazer alarde, na ponta dos pés, sem fazer barulho, sem julgar ou agredir.

O amor é carinho, colo, compreensão.

O amor aquece, encoraja, liberta.
Ele está batendo a porta, ele pula muros, ele pede pra entrar sem exigir.  E ele entra, se você assim o permitir.

Permita[-se].

oUTRA VEZ

segunda-feira, setembro 9, 2013

Não sou a desgraça nem a salvação de ninguém.

nÃO VAI CHOVER

sexta-feira, agosto 30, 2013

“Maybe, sometimes,
We’ve got it wrong, but it’s all right.
The more things seem to change,
the more they stay the same.
Oh, don’t you hesitate!

Girl, put your records on,
tell me your favorite song.
You go ahead, let your hair down.
Sapphire and faded jeans,
I hope you get your dreams.
Just go ahead, let your hair down.
You’re gonna find yourself some where,
some how.

Blue as the sky,
sunburnt and lonely.”

diasbruna

[Put your records on – Corinne Bailey Rae]

“mEU AMOR, CUIDADO NA ESTRADA…”

quinta-feira, agosto 15, 2013

Eu rasguei todas as fotos, cuidadosamente, com carinho, com dor, uma a uma. Vi o momento estampado no papel, me transportei no tempo, vivi tudo aquilo mais uma vez, e chorei.
Senti que era hora de me despedir, não por não sentir mais amor, mas por saber que já não fazia sentido aquelas fotos amarelando na minha porta. As portas se fecharam para nosso futuro, e o que restou? Pedaços de fotos no chão, lágrimas e saudade.
Saudade do que foi bonito, da pureza, das caminhadas, do vento no rosto, dos beijos inesperados, das mãos dadas e da fé infinita em nós.
Saudade dos planos que nunca se realizarão, das viagens que nunca faremos, dos saltos de paraquedas que nunca daremos, da casa que nunca será comprada, dos pratos e receitas que nunca serão preparados, dos passeios de bicicleta que nunca se concretizarão, das crianças que nunca correrão no jardim, do jardim.
Eu via seu rosto naquelas fotos, imaginava tudo de bonito que vivemos, sentia meu coração aquecer, porque ver o seu sorriso quando olhava para o teto e imaginava seus sonhos e planos era como ver estrelas cadentes explodindo no céu. Mas eu prometo, sempre que eu vir uma estrela cadente, vou fazer um pedido para que Deus esteja cuidando bem de você.
Rasgar as fotos foi um ato impiedoso, mas também de salvação das nossas lembranças. Eu o fiz com a suavidade de quem ama, mas a pressa de quem sabe que não tem mais tempo. Agora não as tenho mais impressas, mas estão todas salvas na minha memória, em diversos pedaços, que eu posso montar como um quebra cabeça, com cuidado, com jeito, com carinho, igual eu fazia quando arrumava o lençol no seu rosto para que não se incomodasse com a claridade do sol de manhã.

Haviam pedaços das nossas fotos no chão, e eu também estava lá, com eles, despedaçada.

Foi o momento em que eu mais te amei na vida. Foi o momento em que eu me libertei.

“tEM DÓ, PEQUENININHA”

sexta-feira, agosto 9, 2013

bruemalu
“…Mas quando a gente se vê,
É uma alegria sem fim.
A gente pega a saudade,
E manda ao longe assim.”

[Trio Virgulino]

aMANHECER

quarta-feira, julho 31, 2013

amanhecer

“Quando o sol nascer será
Para desenhar você,
Ou será você que virá,
Pro sol nascer?”

[Vanessa da Mata]

vIVER É BOM…

domingo, julho 28, 2013

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…Partida e chegada,

Solidão?

Que nada!

[Cazuza]

mORANGO, CHOCOLATE E ESTRELAS

terça-feira, julho 23, 2013


Eu gostei de ouvir o som da sua voz de novo. De imaginar. Você que falava tanto, pelos dedos, e repentinamente silenciou. Tentei em vão entender ou chegar a alguma conclusão, mas não havia nenhuma, você parou de respirar perto de mim e eu não soube chegar de volta até você.
Tem sido difíceis os últimos dias, sabe? O peso dobrou, a ferida não sarou, a chuva não cessou e eu continuo confusa e atrapalhada, como eu havia te dito outro dia. Continuo com os mesmos bloqueios, as mesmas saudades, os mesmos desejos. Aquele velho frio na barriga não passou, como você deve ter imaginado, mas eu sinto que tem algo diferente também… Para mais ou para menos. Talvez mais vontade de ter menos medo.
Pode ser que as coisas mudem, pode ser que permaneçam iguais, pode ser que as distâncias aumentem, que os seus sorrisos não sejam mais partilhados comigo, mas eu quero saber de muitos sorrisos seus. De felicidade, de surpresas (boas), de desejos realizados, de reencontros, de paz, de som e de luz. E que continue correndo, correndo muito, em direção a isso que você acredita ser tão bonito, e que eu sei que é também. Sonhe, sonhe muito, porque eu consigo enxergar a concretização de tudo isso mais adiante. Porque você merece, porque você é capaz e porque eu só consigo desejar coisas boas a você e te querer muito bem. Só o bem.

“If I could reach the stars,
Pull one down for you.”
[Eric Clapton]

vOCÊ SABE,

sexta-feira, julho 19, 2013

Eu me perdi. Perdi o sentido da estrada, perdi de vista a estrela que me guiava, perdi a lembrança do caminho de volta, perdi a lembrança. Perdi tudo. Perdi-me de mim. Você sabe.

eNTÃO ME EXPLICA

terça-feira, julho 16, 2013

“Hoje, mais uma vez, eu vi o sol sair. Fiquei sem dormir de tanto pensar. O volume, a cabeça a mil, e uma dúvida: Sera que a gente enlouqueceu, deixou o barco virar? Sera que a gente enlouqueceu, deixou poeira subir? Sera que a gente enlouqueceu, deixou um cheiro no ar? Sera que a gente enlouqueceu e se deixou levar? Sera que a gente enlouqueceu, ou quem enlouqueceu fui eu? Sera que tudo aconteceu dentro da minha cabeça?

Foto0514

[Será? – Bicho de pé]

o VENTO…

terça-feira, julho 16, 2013

Eu me entrego às dúvidas,

Você me deixa à margem delas.

Eu fico na margem,

Mas com você do lado.

Eu fico do lado,

No sentido oposto da tempestade.

Eu fico na sua direção,

Eu perco todos os sentidos.

Eu deixo meus passos na areia,

Eu não te perco porque não te tenho,

Eu não me [te] encontro mais.

tOCA BAIXINHO, MEU CORAÇÃO

segunda-feira, julho 15, 2013

SAM

As ondas vinham na minha direção e me quebravam ao meio. Os pedaços do meu corpo caíam no chão, e eram levados pela correnteza do mar. Você falou daquele dia (26?), o alarme tocou alto, pessoas correndo e subindo as escadas, meu olho no teu.

Você gritou alto, eu ouvi daqui, onde estará a distância? Eu subi tantos degraus, mas ainda assim conseguia te ver: camisa preta, tênis sujos, pasta na mão, aquele sorriso encantador-revelador-assustador, para mim.

Fez frio a noite inteira, mas não me faltou ar. Sobrou espaço na cama, faltou espaço no peito.  Tentei tocar seu rosto, mas permaneci imóvel. Ouvi um som ao longe, as cordas destoavam da melodia, você segurou firme minha mão, eu soltei.

Acordei.

é TUDO MEU!

terça-feira, julho 2, 2013

Ao invés de reclamar, agradecer mais.
À vida, às pessoas, às estrelas, aos bons sentimentos.
Olhar ao redor e ver que tudo está bem, sim.
E que se for pra reclamar, que seja do mau humor.
Se for pra brigar, que seja por mais igualdade.
Se for pra exigir, que seja mais carinho.
Se for pra maldizer, que seja da distância.
Se for para não aceitar, que seja a intolerância.
E que eu nunca deixe de acreditar na minha força e na minha luz.
E que sempre eu tenha riso, fé e certeza de que as coisas podem sempre melhorar.
E que nunca me falte vida, amor e vontade.
E que eu sempre tenha convicção de que tudo o que há de melhor no mundo, vive em mim.
E o resto… Ah, o resto, eu vou conquistar!

dEIXA, DEIXA…

domingo, junho 16, 2013

Deixa passar, como os dias, como o vento, como as estrelas cadentes. Deixa apagar, como a chama da vela que acendeu quando a energia faltou. Deixa acabar, com a mesma surpresa com o qual começou. Deixa as tardes serem esquecidas, afinal, foram feitas para tal. E a folhas continuarão a cair e a nascer no alto das árvores, as ondas permanecerão no seu eterno vai e vem, as pessoas continuarão a seguir com a mesma vida de sempre, e a chuva… Ah, a chuva. Pode sumir também.

uM DIA, DOIS, NUNCA MAIS

segunda-feira, abril 29, 2013

A gente vai esquecendo, sabe?
Pouco a pouco, dia a dia…
De repente se vai a cor favorita, o cheiro, a imagem do rosto amassadinho logo de manhã…
Quando menos se espera, você não lembra a comida menos pedida, o jeito de andar, o tom de voz…
No final do dia, você força para sentir aquele frio na barriga do reencontro, a vontade de ter vontade…
E um dia você acorda, vasculha na memória todas as lembranças, e só encontra vestígios vagos do que se foi para não voltar mais.

“Yes, I would dearly love to run away,
From your shadow,
For just one day.

I don’t ever want to steal your time,
‘Cause you seem fine
And I feel blue.
And I dont want to say the things i do,
‘Cause I know I feel it more than you.”

[One Day – Kt Tunstall]

cORPOS, SANGUE E SUOR

segunda-feira, abril 15, 2013

Quisemos nos enganar e enganar aos outros, mas o que fazer? Os convidados estão todos na sala, querido. “Olá, bom dia, parabéns!”. Não há como simplesmente dispensá-los, você sabe. Eles certamente irão querer saber o que houve, serão inúmeras perguntas a responder, seremos pouca resposta a dar.
Teremos que esconder o corpo, lavar as paredes, borrifar algum perfume barato e forte o suficiente para disfarçar o cheiro de sangue e agonia. E eu agonizo só de lembrar, foi uma morte demorada, sofrida, e havia sangue demais. Não gosto de sangue, mas amo vermelho.
Lembro de uma história que meu avô contou um dia, havia um homem mau que virava lobisomem, um velhinho de olhos doces. Quanta ironia! Dormi mau por dias, “dorme, menina, dorme e tenha bons sonhos…”, dane-se!
Tenho cachorros que só latem, não existem mais os que se transformam em lobisomens, mas há uma porção de homens maus por aí…
Você desferiu os golpes com tanta frieza, sempre foi bom com cortes e lâminas.
De qualquer forma, escrevi uma carta de despedida, as pessoas podem simplesmente ir embora, igual àquela tia da sua antiga vizinha.
O crime não compensa.
Você cultivou pesadelos no meu jardim dos sonhos.
Boa noite, mon amour.

fIM

quarta-feira, fevereiro 13, 2013

cadeiravazia

Não há no mundo coisa mais triste do que  amor doente.
Quando é por causas naturais, a única coisa a se fazer é tratar com doses de carinho e paciência, na espera da cura. Já quando as causas são de ordem humana, de mal uso ou até desuso, o jeito é esperar o fim. Sentado numa cadeira, ou simplemente arrumar as malas e deixar o amor morrer, sem acompanhar, sem rezar, sem chorar nos últimos momentos, sem enterrar o pouco que restou.
Qual a pior opção? Não há. O fim do amor é a pior opção, é a covardia maior do ser humano, é a certeza de ter deixado escapar o que havia de mais bonito na vida. É o fim, isso já basta. E só.

vINTE E QUATRO

sexta-feira, janeiro 25, 2013

Algumas vezes, as coisas simplesmente esquecem de acontecer.

dEMORANDO

sábado, janeiro 19, 2013

Você acendeu as luzes da minha vida. Tudo fica mais iluminado cada vez que você aparece, e eu volto a pensar que estou tendo problemas com a claridade, porque meus olhos doem… Luzes queimadas, cortinas fechadas, nada resiste por muito tempo ao seu brilho.  Doem meus ossos, dói meu coração. De saudade, de vontade, de você.

nÃO ME FALTE

segunda-feira, janeiro 7, 2013

Ainda posso ouvir seus passos.
Ainda sinto o cheiro do seu sorriso e o calor da sua voz.
Ainda vejo você, sinto você, beijo você, amo você, espero você,

 

<3

 

todos os dias, em mim.

cOMO UM DIA DE DOMINGO

quarta-feira, dezembro 19, 2012

Viver é um eterno faz e desfaz de malas…

aCOSTUMAR

quarta-feira, dezembro 12, 2012

É, parece que o Sol vai demorar alguns dias para voltar a nascer…

nuvens

“Mas tudo bem,
Tudo bem, tudo bem…
Lá vem, lá vem, lá vem
De novo…
Acho que estou gostando de alguém,
E é de ti que não me esquecerei.”

[Legião Urbana]

sEMPRE

sexta-feira, dezembro 7, 2012

Ninguém vive de amor.
Ninguém morre de amor.
O amor não exige nenhum verbo.
O amor não exige.

O amor liberta.

Ninguém mata por amor.
Há quem viva por amor.
O amor não é desculpa, pede desculpa.
O amor não procura causa, é consequência.

O amor liberta.

O amor é casa.
O amor não marca hora.
O amor adora se mostrar.
O amor dá seus sinais.

O amor liberta.

fALANDO DE AMOR

sábado, novembro 24, 2012

Às vezes, digito seu nome antes mesmo de pensar em você.

Minhas mãos me denunciam, são ágeis.

Até seguem a orientação do pensamento,

mas primeiro, a do coração.

hÁ DE VIR

sábado, novembro 24, 2012

Eu quis te conhecer, mas tenho que aceitar
Caberá ao nosso amor o eterno ou o não dá.
Pode ser cruel a eternidade,
Eu ando em frente por sentir vontade.

Eu quis te convencer, mas chega de insistir,
Caberá ao nosso amor o que há de vir.
Pode ser a eternidade má,
Caminho em frente pra sentir saudade.

Paper clips and crayons in my bed,
Everybody thinks that I am sad,
I’ll take a ride in melodies and bees and birds.
Will hear my words,
Will be both us and you and them together.

I can forget about myself,
Trying to be everybody else,
I feel alright that we can go away,
And please my day
I’ll let you stay with me if you surrender.

Eu quis te conhecer, mas tenho que aceitar,
(I can forget about myself,
Trying to be everybody else)
Caberá ao nosso amor o eterno ou o não dá.
(I feel all right that we can go away)
Pode ser a eternidade má,
(And please my day)
Eu ando sempre pra sentir vontade.
(I’ll let you stay with me if you surrender).

 

[Janta – Marcelo Camelo]

 

eU VEJO CORES EM VOCÊ

quarta-feira, novembro 21, 2012

Eu preciso de tinta. Preciso de pincéis e uma escada.

Melhor, cancela a escada, eu posso voar.

Azul, verde, vermelho, amarelo, violeta, azul, azul, azul.

Vou pintar o teto do meu quarto, vou encher de formas e de círculos.

Pontinhos, sorrisos e sinais.

Não quero nada pontiagudo, nada que fossa ferir ou cortar, eu quero ciclos infinitos.

A única coisa simétrica vai ser meu nome junto do teu.

Acordar e ver um arco-íris.

Adormecer vendo o nosso amor.

nO NOSSO INFINITO

segunda-feira, novembro 12, 2012

Eu quero dormir, acordar, viver…
Com você, por você, todos os dias.

vAI SABER

quinta-feira, novembro 1, 2012

A gente só alimenta o que tem fome.

sIMPLESMENTE

quinta-feira, novembro 1, 2012

O segredo é não esperar. Nada.

 

 

É pensar no hoje, porque é só o que temos.

Sem planos, expectativas, sonhos…

O amanhã não existe.

 

 

Nunca. [Mais].

qUANDO É VOCÊ

segunda-feira, outubro 29, 2012

Quando eu pedir silêncio, sussurre baixinho algo bonito em meu ouvido. Quando eu te mandar ir embora, fique mais um pouco. Quando eu tiver dúvidas, me dê certezas. Quando eu te pedir para fazer alguma escolha, que eu seja ela. Quando eu disser que está tudo bem, certifique-se de que está mesmo. Quando eu tiver medo do escuro, mostre-me que eu não estou sozinha. Quando eu ficar triste, me dê o mais bonito dos seus sorrisos. Quando eu ficar agitada, ajude-me a manter a calma.  Quando eu estiver insegura, prove que ainda sou a única que você quer. Quando eu estiver com raiva, me beije. Quando eu disser sim, venha. Quando eu gritar não, venha mais rápido ainda. Quando eu não esperar, invada o meu mundo. Quando tivermos pouco tempo, faça cada segundo valer a pena. Quando eu sorrir, me beije. Quando eu chorar, me beije também. Quando eu ficar indiferente, faça a diferença. Quando eu esquecer, não me esqueça. Quando eu tentar ir embora, me segure firme. Quando eu quiser espaço, me dê o espaço que existe entre cada braço teu. Quando eu tiver um pesadelo, segure a minha mão. Quando eu trancar a porta, me convença a abri-la. Quando eu não acreditar mais, acredite por nós dois. Quando eu enlouquecer por você, enlouqueça comigo. Quando você estiver distante, deixe-me chegar mais perto. Quando eu bater a sua porta, esteja a minha espera. Quando fizer frio, seja o meu cobertor. Quando meu coração sangrar, faça cuidadosamente os seus curativos. Quando eu cansar, não canse de mim. Quando eu pensar em desistir, me convença a ficar. Quando as coisas parecerem bagunçadas ou fora de lugar, arrume-as comigo. Quando meu olhar estiver perdido em algum ponto, saiba que eu vejo você lá. Quando o mundo parecer contra nós, seja ao nosso favor, comigo. Quando eu quiser te roubar pra mim, não resista, entregue-se. Quando eu mudar, acredite, não vai ser por muito tempo. Quando eu disser que não quero mais, saiba que você é o único que eu quero. Quando eu quiser voar, me mostre o caminho até você. Quando eu não quiser ouvir, me convença. Quando o dia não for dos melhores, seja o melhor pra mim. Quando eu precisar te ouvir, fale um pouco mais. Quando eu estiver em pedaços, cole-me com carinho. Quando a porta estiver aberta, feche-a, mas fique do lado de dentro. Quando eu te machucar, aceite o meu pedido sincero de desculpas e me deixe cuidar de você. Quando eu não quiser mais, eu ainda quero. Quando eu pensar em outra vida, prove-me que não há vida melhor que a nossa. Quando você tiver que ir, vá, mas te deixe gravado em mim. Quando eu complicar as coisas, ajude-me a lembrar do quão a nossa simplicidade me faz feliz. Quando eu me perder, que eu me perca nos seus beijos. Quando eu te pedir para ficar só, entenda que eu só quero ficar com você. Quando eu tentar te achar, que eu te encontre dentro de mim. Quando eu disser nunca, lembre-se que você é o meu sempre. Quando eu pensar no futuro, ajude-me a construir nossos castelos. Quando eu sonhar, seja o meu maior sonho. Quando eu precisar de amor, mostre-me que eu não preciso porque o tenho, em você. Quando eu cair, me ampare. Quando eu estiver errada, não deixe de acreditar que eu estou sempre tentando ser a pessoa certa pra você. Quando o seu passado me assustar, lembre-me que eu sou o seu (melhor) presente. Quando eu não te procurar, é quando eu preciso mais de você. Quando você tiver opções, que eu seja a única opção que você realmente deseja. Quando eu estiver ansiosa, me dê paz. Quando eu estiver em paz, me ame. Quando eu estiver em guerra, me ame. Quando eu estiver triste, me ame. Quando eu estiver fria, me ame. Quando eu estiver luz, me ame. Quando eu não estiver, me ame. E quando eu sentir saudades, volte para casa, volte pra mim…

vERMELHO

quinta-feira, outubro 25, 2012

Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa? Quem se importa?

dOM

segunda-feira, outubro 22, 2012

“Voltei-me para ela; Capitu tinha os olhos no chão. Ergueu-os logo, devagar, e ficamos a olhar um para o outro… Confissão de crianças, tu valias bem duas ou três páginas, mas quero ser poupado. Em verdade, não falamos nada; o muro falou por nós. Não nos movemos, as mãos é que se estenderam pouco a pouco, todas as quatro, pegando-se, apertando-se, fundindo-se. Não marquei a hora exata daquele gesto. Devia tê-la marcado; sinto falta de uma nota escrita naquela mesma noite, e que eu poria aqui com os erros de ortografia que trouxesse, mas não traria nenhum, tal era a diferença entre o estudante e o adolescente. Conhecia as regras do escrever, sem suspeitar as do amar”.

[Dom Casmurro, Machado de Assis]

“e NEM ASSIM SE PÔDE EVITAR…”

quinta-feira, outubro 18, 2012

O vento canta lá fora e eu abro a janela para ouvi-lo melhor. Eu tenho tentado entender os recados e mensagens que a vida tem me dado, mas não é fácil fazê-lo quando existem tantas curvas pelo caminho.  Na verdade, eu tenho tentado achar o caminho, mas parece que nenhum deles dá para o rio. Então o que faço é me enganar, dia após dia, agindo como se eu fosse encontrá-lo no final. Mas eu sei que isso não vai acontecer. Sei que, por mais que eu siga a direção que as estrelas apontam, elas jamais me levarão até lá. No fim das contas, o meu desejo de desaguar junto dele é pura ilusão. Não levo jeito pra rio, não sou tão bonita, serena ou estável, eu sou a confusão. Sou o que muda a cada segundo, sou a vontade de estar junto e nunca mais estar depois, sou o céu e o inferno, sou o que resta depois do furacão. Furacão, entende? Não um rio. Não o frescor, o aconchego, os corpos colados e o cheiro de terra molhada. Eu ouço vozes e me sinto inundada por um sentimento que eu nem sei explicar. Eu sinto tanto. Eu sinto muito. As pessoas falam da beleza do mar, mas nada nesse mundo se compara à paz que um rio traz. A triste ironia é insistir na ilusão de nesse rio me encontrar, e então me perder pra sempre.

O vento canta lá fora e eu abro a janela para ouvi-lo melhor. É pra mim a música de ninar que ele canta, é o meu rosto que ele beija, são os meus cabelos que ele acaricia até eu dormir. O vento sempre me leva em direção a você.

dE MANSINHO

sábado, outubro 13, 2012

Deixa eu cuidar de tudo, do seu coração,

meu coração.
Deixa eu chegar de mansinho, que é só teu o meu carinho,

até o amanhecer.
Deixa o amanhecer chegar tarde, que logo o sol invade

o nosso caminhar.
Deixa os passos na estrada, deixa a mala arrumada,

e o seu sonho de viajar assim;
Como quem não quer nada, como numa fuga acelerada,

à voltar pra mim.

[Até, quem sabe, o nosso ponto final não dar num fim.]

Imagem

eM BRANCO

quinta-feira, outubro 4, 2012

A página em branco insiste em permanecer assim e parece que, repentinamente, surge algo ainda mais teimoso que eu. Talvez, quem sabe, as primeiras palavras deste texto podem ser: eu sinto a sua falta. E isso é um fato, tem sido o meu estado, que de sólido passou pra líquido tão rapidamente, já que eu derreto toda vez que penso em você e percebo o quão o mundo é ‘sem’ quando eu não te tenho. Sem graça, sem vontade, sem amor…

Eu vou tolerar o silêncio, eu vou respeitar o espaço e cada canto dessa sala, como se eles fossem órgãos que, mesmo interligados, precisassem de sua [falsa] independência. E cada vez que o sol nascer, eu farei uma prece, e da mesma forma, quando ele se pôr, eu agradecerei pelo destino, pelo ar, pelos pulmões e pelos sinais. Sinais esses que me surgem sempre com mais dois pontos, quando eu insisto em usar um ponto final.

De todas as palavras mal ditas, de todos os erros cometidos, de todos os passos em falso, e no meio de toda essa confusão – que agora parece tão bem [mal] resolvida -, eu apenas queria que você soubesse que eu continuo aqui, com você. Mesmo que não esteja.

Aqui.

pOR BEM POUCO

quarta-feira, outubro 3, 2012

Eu também canso, eu também sinto dor, eu também preciso de colo e carinho.

Eu também.

Eu preciso.

Eu.

sIM

sexta-feira, setembro 28, 2012

Sabe, não importa se está frio, eu continuo acreditando em tudo. Acredito que a nossa vida será boa, porque nós assim o seremos. Acredito que as distâncias nunca existirão, que permaneceremos intactos, que o nosso bem maior sempre será o nosso amor. Acredito que eu apagarei a luz do quarto antes de irmos dormir, que cuidarei da sua alimentação, que inventarei maneiras de te apaixonar todos os dias. Acredito que serei eu quem encontrarei  todos os seus cabelos brancos, que te beijarei antes de ir dormir, que te acordarei aos beijos. Acredito que me olhará com a mesma devoção do começo, que dirá bobagens só pra me irritar, que me irritará por falar de menos, de mais, da lua, das possibilidades de se empregar teorias da conspiração ao nosso favor. Acredito que acreditará muito em mim, mesmo que eu nunca acredite. Acredito que me fará sentir sempre a única, melhor e mais amada de todas as mulheres. Acredito que brigaremos, e nos amaremos, e brigaremos, brigaremos, brigaremos, mas nos amaremos ao final de cada briga. Acredito que minha mão sempre será sua, assim como os pés, os sinais e todo o resto. Acredito nos nossos sinais. Acredito nos nossos passeios de bicicleta, nas nossas preguiçosas manhãs de domingo, nos agitados dias da semana. Acredito na saudade, no amor, no retorno, na força, no amor, na saúde, na fé, no amor, no seu cheiro, no café, no amor, no suco de cajá, no violeta, no amor, nas suas músicas pesadas, no seu amor manso, no seu amor.
No nosso amor. Acredito.
Acredite.

vONTADE, AH…

terça-feira, setembro 25, 2012

Não é necessário que seja perfeito, não mesmo. Perfeição demais poderia até estragar. A verdade é que não pode faltar vontade. Sim, vontade, ah… De abraçar, beijar, morder, sorrir, insistir, não resistir. De olhar mil vezes para a mesma foto e não ter dúvidas de que é aquilo que vai te satisfazer, de provar mil vezes a mesma comida e ter a certeza de que é aquilo que vai te completar. E em cada toque, sussurro, encanto, ouvir promessas ditas em silêncio, dizer silêncios eternizando promessas. Ah, vontade, vontade mesmo, não pode faltar. Vontade de olhar nos olhos, de fingir não sentir, de sentir sem fingir. Vontade de estar perto e, ainda assim, não ver a vontade ter fim. Vontade da madrugada, de corpos colados, de lua cheia de luz. Vontade de repensar, reavaliar, reconstruir. Vontade de ver o futuro, tão distante, aqui e agora. Vontade de riscar outros itens da lista, diminuir a quantidade de sal, comprar apenas metade do açúcar e cancelar a pimenta. Porque já não vai te faltar doçura ou calor, há um item substituto: Vontade, vontade… Vontade!

sE SOUBESSES

quinta-feira, setembro 13, 2012

Se você soubesse como brilham as estrelas da minha janela, viria aqui só pra olhá-las.
Se você soubesse como é forte o cheiro da chuva no meu portão, viria aqui só pra senti-lo.
Se você soubesse como é bonita a música do vento que bate no meu telhado, viria aqui só pra ouvi-la.
Se você soubesse como é linda a vista da lua aqui da minha porta, viria aqui só pra conferi-la.
E se você soubesse como é cheio de conforto o meu abraço, cheio de carinho o meu beijo e cheia de saudade a minha vida sem você, viria correndo so para confirmar, e  não se afastaria nunca mais de perto de mim.

lISTRAS AZUIS

quarta-feira, agosto 22, 2012

Eu pintei a parede da sala com tinta azul, fazendo listras exatas e com muita simetria. Eu precisava me recompor, recompor a sala e as coisas que eu quebrei quando você virou a esquina. Eu procurei atrás das portas, das cortinas, dos copos, e não encontrei a carta que você insistentemente não escreveu para mim, tão cheia de promessas e declarações de amor. Dizem que existem palavras que cortam, mas eu tenho a impressão que existem silêncios que cortam muito mais. Mas como eu ia dizendo, eu procurei atrás dos copos e aproveitei para lavá-los. E dentro de um deles eu encontrei um sonho que eu havia guardado há algum tempo, daqueles que apareceram quando você me surgiu cheio de luz. Eu o fiz recheado de desejo, com uma massa fina de carinho e uma casquinha deliciosa de saudade. Mas você não demonstrou muito interesse em provar, e então eu escondi no fundo daquele copo para nunca mais achar. Os sonhos da padaria se estragam, os meus, provenientes dos teus, não. É tão estranho, ainda mais agora que eu olho as listras azuis na parede tão cheias de sua ausência, ainda assim eu consigo construí-los passo a passo na minha mente, e eu lembro as vezes que você apontou o dedo para o horizonte e me falou que um dia chegaríamos lá. E eu vestia os meus sorrisos mais bonitos, e cruzava os dedos antes de dormir para sonhar com o nosso horizonte, tão dourado e cheio de luz, assim como os seus olhos quando me olhavam. Você tinha olhos brilhantes, mas suas mãos eram tão suaves que eu só conseguia ter olhos pra ela. E as vezes eu ficava me questionando se mãos tão delicadas poderiam me manter protegida dos perigos do mundo. Mas a verdade é que, com o passar do tempo, eu batizei a direita como “porto” e a esquerda como “seguro”, e isso não foi a toa. Por onde eu andava, eu as sentia me aparando de uma queda, me amparando do cansaço, me arrepiando a pele, me guiando para a sombra. Foi por isso que eu as cortei e guardei naquela caixa de sapato que ficava embaixo da minha cama com coisas antigas. Não que elas fossem antigas, mas eu simplesmente queria mantê-las guardadas por um período de tempo sem fim, podendo sempre pegar minha caixa escondida, trancar a porta do quarto e segurar forte suas mãos. E caso alguém viesse me perguntar o que eu estava fazendo, eu responderia asperamente:
– Eu ainda tenho as mãos dele, eu ainda tenho tudo sob controle!
Mas você sabe que é uma inverdade. Eu perdi o controle depois que cortei suas mãos e você percebeu que poderia viver sem elas e mais ainda sem mim. Você falou sobre o horizonte, mas de uma maneira diferente, e de repente não me cabia mais lá. E por ele ser tão grande, eu insistia em tentar ocupar meu lugar. As listras azuis na parede da sala representam o fim dos círculos e do ciclo chamado eu, você e suas mãos. A gente vai largando as coisas no meio da casa, sem perceber o que está acontecendo. A gente varre tudo e joga no lixo. Mas só depois é que percebemos que não está mais lá. As listras são azuis para lembrar o céu. O céu me lembra seus olhos cheios de luz. A luz me lembra das suas mãos tão cheias de mim. E eu, lembro de você, todos os dias, até amanhã, até nunca mais.

 

pROMISE

domingo, agosto 19, 2012

A flor que se banha com o orvalho da manhã uma hora murcha. A nuvem que fica suspensa guardando suas gotas para liberar quando chora, se desfaz. Um dia chove, lava a calçada, leva a terra, os passos, as letras escritas no chão. As frutas que amadurecem, caem das plantas, assim como as folhas no outono. As estrelas que surgem, brilham, ardem, flamejam indecentes de amor, explodem e somem. O sol que surge quando o dia vem, aquece, queima, e no fim do dia vai embora. A lua que espera ansiosamente poder aparecer, chamar atenção, jogar seu charme, filmar os olhos apaixonados dos apaixonados à beira mar, desaparece quando fica com sono e decide ir descansar sua beleza.  Dizem que esta é a lei da vida, o eterno ir e vir das ondas, o insistente aparecer e desaparecer das coisas. E funciona também com as pessoas. Há os que vêm e insistem em querer ficar, mas uma hora cansam, ou são simplesmente expulsos. Há os que vêm sem intenção de ficar, e o fazem depois de certa insistência. Mas, por fim, um dia acabam indo embora. Há os que passam e nem olham; os que pensam em parar, mas nem param; os que param sem pensar em ficar. Há os que amam, os que sorriem, os que falam, os que desejam, os que simplesmente sentem. E todos sentem muito, por fim. Lá de longe, as ondas anunciam a sua chegada através da brisa que bate no cabelo e arrepia a pele. A onda vai vir, mas vai passar. Você veio, você passou. [E ficou.]

__________________________________________________________________________

“My heart is drenched in wine,
But you’ll be on my mind
Forever…”

[Norah Jones]

 

Você chegaria correndo todo dia.

[Chico Buarque]

tIC TAC, TIC TAC

segunda-feira, fevereiro 7, 2011

Meus braços ardem, queimados pelo sol. Minha boca também.
A estrada era longa e quente. O vento escondeu-se nalgum lugar.
Distante.
[Na cabeça, tantas lembranças e uma coleção de saudades.]
Meus olhos ardem, queimados pelo sol. Meu coração também.
Arde de saudade. Saudade de você. E desses seus olhos que tão meus são.
Algumas vezes penso que sou só impulso. Outras, vejo o quanto sou capaz de calcular certos atos.
[Tudo pensado.]
Pense em mim, quem sabe, antes de dormir, talvez.
Que em meu pensamento, você tem regulado cada movimento, como um relógio a fazer tic tac, acompanhando as batidas do meu coração.
[Num ritmo ligeiramente doce.]
Tic tac, tic tac, tic tac
[É você.]

mAIS ALÉM

domingo, fevereiro 6, 2011

Não demore.

Não demoro.

Demoremo-nos, pois, só em nós.

Em nós dois.

Nós dois.

Dois. [?]

Um só.

qUE SEJAMOS

sexta-feira, janeiro 28, 2011

Por alguns segundos, em alguns raros momentos, penso que o melhor que poderíamos fazer, é fazer de conta. De conta que tudo está bem, que o mundo é só nosso, que estamos juntos e fortes pro que der e vier. Que o que vai vir será bom, que o que passou valeu a pena, e que o vivido no momento é importante o suficiente para nos fazer desejar que um dia seja real. E assim, fazendo de conta, aos encontros e desencontros, às partidas e  saudades, aos retornos e certezas, quem sabe assim, veríamos o nosso faz de conta fazendo de conta que isso tudo ainda é pouco perto do que está por vir.

Então, seja verdade, seja você, sejamos nós.

 

“…E como um par,
O vento e a madrugada,
Iluminavam a fada,
Do meu botequim…

Valsando como valsa
Uma criança,
Que entra na roda,
A noite tá no fim.

Ela valsando,
Só na madrugada,
Se julgando amada,
Ao som dos Bandolins…”

[Oswaldo Montenegro]

dESCIDA

quinta-feira, dezembro 2, 2010

Eu te vejo

c
a
i
r

e não sei

o que

fazer,

mas eu penso

que a

única coisa

que eu realmente

queria

era simplesmente poder

escolher,

opinar,

decidir.

Apontar o dedo

e dizer firme:

– É aquilo ali e ponto final.

E ponto.

Ponto.

Fi

nal.

dEZESSETE

quarta-feira, novembro 17, 2010

“Se não for hoje, um dia será.
Algumas coisas,
por mais impossíveis e malucas que pareçam,
a gente sabe,
bem no fundo,
que foram feitas pra um dia dar certo.”

 

[C.F.A.]

aOS MEUS PÉS

terça-feira, novembro 2, 2010

gRANDE HISTÓRIA

domingo, outubro 24, 2010

Era uma vez…

Sim, era uma vez.

mOTIVA…

quarta-feira, outubro 6, 2010

ACÃO!

Se somos impulsionados a fazer algo de que gostamos, se somos reconhecidos por nossos talentos, se somos parabenizados por nossos acertos, se somos gratificados por nossos atos, tudo isso nos torna pessoas mais motivadas e, conseqüentemente, satisfeitas com aquilo que fazemos. E, se satisfazemo-nos com os trabalhos que realizamos, produziremos mais e melhor, além de fortalecer de maneira positiva a imagem daquilo a qual dedicamos nosso tempo, competência e habilidades.

“e AINDA ESPERO RESPOSTA…”

domingo, agosto 15, 2010

A cidade está calmamente silenciosa. E eu, estranhamente agitada.
Tenho a impressão de que tenho toda a energia do mundo em mim, e eu preciso colocá-la pra fora de alguma forma, seja trabalhando, escrevendo, pensando, desejando. Você…
Meus dias têm sido poéticos, e têm se resumido em uma eterna espera.
Espera pelo estágio que não se concretiza, espera pelo início dos trabalhos no meu TCC, espera por alguns planos que não se realizarão, além de outros que já começaram a se materializar, sem esquecer-me de citar a espera desesperada de esperar calmamente e nunca cansar de te esperar.
“Mudaram as estações, nada mudou…”
Se mudou ou não, o que foi ou o que ficou, o que é e o que já não é mais, é o que eu tenho tentado descobrir.

Boa noite.

o BEM!

sexta-feira, maio 28, 2010

Mais fácil que errar, é apontar os erros dos outros. Essa é a frase mais certa do mundo! Não existe nada mais simples do que falar “você foi cego, você é burro, você confiou em quem não devia, você não foi leal a fulano, você foi grosso, você foi impulsivo, você foi imaturo, você deixou que se aproveitassem de você, você errou nisso ou naquilo etc.”
Então, sejamos justos e repitamos juntos: “-Eu fui cego, eu sou burro, eu confiei em quem não devia, eu não fui leal a fulano, eu fui grosso, eu fui impulsivo, eu fui imaturo, eu deixei que se aproveitassem de mim, eu errei nisso, naquilo, e mais em um montão de coisas!”

Outro dia, conversando com uma amiga, ouvi dela que o pior dos sentimentos era a ingratidão. Hoje, sentindo bem isso arder na pele, vejo que realmente é algo que perfura o peito com força.
Depois de todos esses anos vividos e alguns problemas dos outros carregados em minhas costas, posso afirmar que nem todo grito significa um pedido de socorro, nem todo pedido de socorro deve ser atendido, e os que forem, podem ser repudiados posteriormente. E é nessa hora que a cabeça gira a mil e você não sabe o que fazer. Mas eu te digo, sem nenhuma hesitação: Faça o bem, plante o bem! Mesmo que as pessoas se neguem a recebê-lo de você, insista! Uma hora ou outra, nem que seja apenas uma brecha da porta há de se abrir, e aí, é sua hora de agir. O bem não precisa de reconhecimento, e é neste momento que a ingratidão se oculta. Existem pessoas com caráter, e outras que não o possuem, mas se puder conservar o seu, isso fará toda a diferença. O maior reconhecimento por ter feito o bem a alguém, é manter a consciência leve, tão leve quanto o bem que você provavelmente irá colher.

eU JÁ TE ENSINEI A COLORIR (:

quarta-feira, fevereiro 17, 2010

Tire esse cinza do seu rosto,
que eu sei que não é do seu gosto,
que eu sei que não é do meu gosto
nem eu gosto de te ver assim.

Eu colori o seu mundo,
desde o raso até o canto mais profundo,
e de pincel na mão
eu te dei meu coração
pra você cuidar.

Mas se não somos mais,
se és ou não um bom rapaz,
de que importa?

Feche as janelas,
tranque a porta,
ligue a luz daquela sala
e ao passar no corredor,
lembre que eu te deixei meu amor
pra te servir de cobertor
quando a noite cair.

E quando a manhã chegar,
não tente mais regar a nossa plantinha,
porque eu a trouxe comigo.

Mas pegue novamente o pincel,
e lembre-se de tudo o que um dia eu fiz,
siga passo a passo,
que mesmo depois de um dia de cansaço,
serás feliz!

mONTES DE LETRAS

domingo, fevereiro 14, 2010

Ela não entendeu bem o meu silêncio, mas eu tentei explicar. Mãe é assim mesmo, sabe quando os filhos sentem, mesmo que digam o contrário. E então, eu falei das letras, dos montes, dos rios e do vento que insistia em me envolver.
Das letras, restaram muita coisa, mesmo que eu as tenha tentado em vão queimar. Letra é coisa que fica gravada, até no silêncio. Foram tantas as que eu te dediquei, foram inúmeras as que você me surpreendia em dias de chuva, dias de sol.  E um dia, eu me peguei jogando-as ao vento, tentando afastá-las e mantê-las distante de mim, mas aí eu pude ver que dos montes que eu as tinha jogado, ficou ecoando o que fomos um dia. Montes são coisas que separam, mas de repente eu vi que podem juntar também.
Meu pai morava onde haviam montes, serras, montanhas e um monte de bichinho escondido ali. Às vezes eu penso que, se nunca tivéssemos visto aquilo tudo, ainda estaríamos juntos. Toda aquela visão de distância, mesmo na presença, talvez tenha acostumado-nos com o sentimento da falta.  Hoje, embora estejamos todos aqui, não estamos mais.
Mas voltando aos montes, havia um rio correndo ao seu redor, e foi isso que eu tentei mostrar a ela enquanto sorria, mesmo havendo lágrimas pairando no ar. Os rios podem levar muitas coisas, e acredito eu que algumas podem não voltar mais, então deixei que o rio passasse em mim e levasse o que não mais me servia. Isso me assustou quando eu acordei, porque imaginei que já estaria totalmente seca. Porém, enquanto eu dormia, senti que passou também sobre mim uma forte ventania, e eu quis simplesmente que tudo  tivesse sumido num passe de mágica. Grande engano! O vento que bateu forte no meu rosto, que acariciou meus cabelos e meus braços, tinha um cheiro que me fez lembrar você. O vento que me abraçava, eu pude repentinamente perceber, que eram iguais aos braços seus. E então, continuei aqui.
Você falou em amor, e as letras continuaram ecoando entre os montes, sobre os rios, levadas pelo vento: “e-u-a-m-o-v-o-c-ê”.

iNSUBSTITUÍVEL?!

terça-feira, fevereiro 9, 2010

Faz assim, fica calado! Deixa de lado, deixa no canto, me deixa aqui. Você não é, não soube ser o que devia, e eu mereço o céu. Não te reconhecer mais é o que reforça a idéia de que eu fiz a coisa certa quando te deixei. Siga o caminho que foi escolhido pra você, que eu vou pensar mais um pouco no que fazer. Eu não vou mentir pra mim, não vou me enganar, a luz está bem acima da minha cabeça mesmo que você tente quebrá-la. Eu olhei seus olhos e um enorme vazio tomou conta do ar. Tão de repente, tudo mudou. E, esse “de repente” que vinha definindo tão bem você, já que foram assim que as coisas aconteceram nos últimos tempos, te tirou do último lugar da fila para te colocar fora dela. Não há nada a esconder, vista as luvas se quiser me tocar, suas mãos mudaram de forma, sua forma mudou de cor, sua cor perdeu a graça, assim como seu rosto e todo o resto. E o que restou de você, é muito pouco pra mim.

“I can have another you by tomorrow,
So don’t you ever for a second get to thinking
You’re irreplaceable!

Eu posso ter outro como você para amanhã,
Então, você, nem por um segundo pense
Que você é insubstituível!”

[Irreplaceable – Beyoncé]



oU SABE, QUEM SABE…

segunda-feira, janeiro 25, 2010

“Porque são tantas coisas azuis,
E há tão grandes promessas de luz,
Tanto amor para amar de que a gente nem sabe…”

(Marcha da quarta feira de cinzas – Vinícius de Moraes)

E foi chegando, devagar. Aproximando-se pausadamente. Num dia daqueles, com um sol daqueles. O calor ajuda, às vezes. Acompanhando um sentimento de paz, de quietude. A vida é assim, o amor tem dessas coisas.  O amor é assim, a vida tem dessas coisas. E se há algo nessa vida que eu sei que possuo muito, é amor. Dentro e fora de mim. E, de tão doce sensação, presenciei o surgimento de algo inesperado. Aquela tranqüilidade toda tinha um motivo. Ah, tinha sim.



mISTURADO

domingo, janeiro 24, 2010

De tanto querer correr, um dia resolvi parar.
Parei por fim, sem saber ao certo onde estava,
mas jamais esqueci onde estive,
e isso fez toda a diferença.
Agora corro, às vezes,
Mas só quando faz sol;
[porque na chuva escorrega.]
E enfrento a alegria e a dor,
Horas com lágrimas,
Outras nem tanto.
Assumi minha bondade
e minhas maldades, por fim,
porque assim vi que no mundo acontecia.
Aceitei meus erros e meus pés descalços,
porque era assim que eu era,
porque é assim que eu gosto de ser,
e isso me tornou maior.
Mostrei minha cara
e na cara amarrada dos outros
se fez sorriso.
Respirei o perdão e pude
sentir o bem que ele faz quando
a gente o faz de coração.
Afastei o escudo do medo e da timidez
e assumi o meu amor para os quatro
ventos.
[Assim, em toda parte, os meus queridos
souberam sentir o que eu há tempos
já sentia.]
Deixei que me trouxessem feridas
e as assisti sendo abertas tão vorazmente,
para em seguida soprá-las e batizá-las
com os nomes mais bonitos,
porque eram elas que contariam minha
história por aí. [Por aqui.]
Se não está todo bem, eu estou,
então vem cá, sorri,
mesmo que haja dor,
porque o Sol nasce todos os dias, e nasce
a Lua.
As crianças também nascem, mas
isso é outro tipo de nascer.
E mais bonito, você var ver.
Então faz assim:
Não deixe que o medo
invada.
Não permita que a solidão
amedronte.
Não aceite que a fé
acabe.
Não suspeite do amor que
aparecer.
Não negue o carinho que for
pedido.
E não empate de crescer a bondade
que vem de você.
Se perguntarem, por fim, por mim:
digam que fui por aí,
digam que estou por aqui,
façam uma prece, agradeçam
a tudo que de bonito aparece.
Quando amanhecer, estarei me
preparando para o futuro.
E se eu ficar triste, é só por um segundo,
porque eu fui;
Porque sou feliz.
Demais.





pOIS É…

domingo, janeiro 17, 2010

“A gente tem tantas memórias. Eu fico pensando se o mais difícil no tempo que passa não será exatamente isso. O acúmulo de memórias, a montanha de lembranças que você vai juntando por dentro. De repente o presente, qualquer coisa presente. Uma rua, por exemplo. Há pouco, quando você passou […] eu olhei e pensei, eu já morei ali […]. E a rua não é mais a mesma, demoliram o edifício. As ruas vão mudando, os edifícios vão sendo destruídos. Mas continuam inteiros dentro de você.”

(Trecho do livro ‘Onde Andará Dulce Veiga?’, de Caio Fernando Abreu, em 1991 , p. 188).

Hoje eu decidi que voltaria a escrever aqui e, cá estou. Confesso que precisei de um período longe por fraqueza, covardia e medo de encarar algumas coisas. Mas, se uma hora todo mundo precisa aceitar a vida como ela é, “eu voltei, agora pra ficar”.
Antecipo que, provavelmente, algumas coisas mudarão quanto a minha forma de escrever, porque eu também mudei, mas espero não ter perdido a essência e delicadeza dos que acreditam num mundo e em pessoas melhores. [E eu não deixei de acreditar, apesar de […].]
Esse é o meu primeiro texto do ano, e nada mais justo do que fazer uma breve descrição do ano que passou. Foi lindo sim, com todas as suas cores e dores. Comédia misturando-se com tragédia, mas o que é a vida senão um misto de riso e choro?
Foi difícil, não há como negar. Nem tudo terminou como esperado, nem todos os momentos implicaram em flores ou finais felizes, mas eu sei que trabalhei bastante  para que ficasse tudo bem. E se não foi, é porque não tinha que ser.
Foi um ano simples, embora toda complexidade envolvida, mas que me fez colher o melhor das pessoas e de mim. Descobri que sou melhor do que um dia supus imaginar e isso me deixou orgulhosa da menina que eu vejo no espelho, mesmo quando está com os olhos marejados de chorar. [Nem que seja de tanto rir.]
Por fim, foi um ano de aprendizado e crescimento. Mesmo que em alguns momentos eu o veja ainda com um pouco de repulsa, talvez com o passar do tempo consiga entender que foi tudo necessário e que, apesar de tudo, foi um ano maravilhoso, em todos os sentidos.
Por enquanto deixo-o quieto, guardadinho ali no canto, até o dia em que eu possa encará-lo da maneira que ele realmente merece. E enquanto não chega esse dia, deixa estar e me segura aí que eu tô chegando.



“sOBROU MEU VELHO VÍCIO DE SONHAR…”

segunda-feira, novembro 2, 2009

“Lá está ela, mais uma vez. Não sei, não vou saber, não dá pra entender como ela não se cansa disso. Sabe que tudo acontece como um jogo, se é de azar ou de sorte, não dá pra prever. Ou melhor, até se pode prever, mas ela dispensa.  […] E se ela se afogar, se recupera. […] E assim, aos poucos, ela se esquece dos socos, pontapés, golpes baixos que a vida lhe deu, lhe dará. A moça – que não era Capitu, mas também tem olhos de ressaca – levanta e segue em frente. Não por ser forte, e sim pelo contrário…por saber que é fraca o bastante para não conseguir ter ódio no seu coração, na sua alma, na sua essência. E ama, sabendo que vai chorar muitas vezes ainda. Afinal, foi chorando que ela, você e todos os outros, vieram ao mundo.”

[Caio Fernando Abreu]

O ano passa rápido. Estamos quase em dezembro e eu já consigo ver a árvore de natal no meio da sala, com todas aquelas luzes e, contudo, nenhum espírito natalino. Pelo menos não aquele que tanto falam, de amor e paz, e todos os outros sentimentos perfeitos, que existem entre as pessoas perfeitas, que constituem famílias mais que perfeitas. Eu, tão cheia de imperfeições, quero que acabe logo o que tem pra acabar. O ano, as provas, os problemas, as coisas que me machucam e me machucam e sempre tornam a me machucar.
Quero poder acreditar que o ano que se aproxima será melhor e que os erros deste ano não precisam (necessariamente) serem repetidos. Quero poder dar um rumo definitivo pra minha vida, seja no âmbito espiritual, profissional ou sentimental. Quero acreditar mais em mim, em tudo o que eu (sei que) sou capaz de realizar. Quero poder continuar fazendo o bem às pessoas e ser reconhecida por isso. Quero continuar seguindo os meus valores e vendo que eles me tornam uma pessoa melhor. Quero confirmar (mais uma vez) que devemos tratar e amar as pessoas pelo que elas são, e não o que tem. Quero prosseguir sendo alguém paciente e agindo de forma delicada com as pessoas, independente de a recíproca ser verdadeira ou não. Quero sentir mais frio na barriga e menos saudades. Quero mais presença de afeto e ausência de palavras duras. Quero o todo e não apenas a metade. Mas quero me cuidar também. E quero que também cuidem de mim. Quero mais amor vindo de fora pra dentro, porque o de dentro pra fora eu sei que tenho muito.
Eu sempre ouvi falar que todo mundo merece uma segunda chance… E, embora eu não ache que tenha cometido erros tão grandes para alguém julgar que deva dar uma segunda chance a mim, vejo que a própria vida pode se encarregar disto. Então, estou quase pronta. Guarda o que é meu com carinho, que em breve estarei assumindo o meu (tão suado e merecido) lugar. E pode confiar em mim que não irei te decepcionar.



dANÇA NAS NUVENS

domingo, novembro 1, 2009

Eu vi hoje uma nuvem que me era familiar, embora estranha. Era meu possível inverso, com formas que não combinavam com as minhas. Linhas retas, contorno forte, quase sem preenchimento. Uma nuvem tão bonita e doce, talvez. Uma nuvem fria e sozinha, porém. Eu a observei por um longo, longo tempo, e percebi que gostava dela, embora não soubesse o real motivo disto. E não entendi como podia acontecer, visto ser ela tão estranhamente oposta a mim. Eu era uma nuvem gorda. Como que preenchida por sonhos e por pessoas queridas. Eu sou inteiramente preenchida. Nenhum vão vazio, pelo contrário, está tudo tão apertado e, ainda assim, sempre aperta-se um pouco mais para entrar mais algum. Eu segui a nuvem por um longo tempo. Eu a quis capturar e guardá-la em minha mente. Eu a quis, paixão a primeira vista mesmo. E aquele papo de “os opostos se atraem” nos caiu tão bem… Mas eu a amava de forma diferente, contentando-me em poder vê-la, mesmo não podendo tocá-la ou tê-la perto de mim. Porque eu sabia que o vento a levaria pra longe, para outros céus e outras nuvens tão apaixonadas quanto eu. Eu a amei tão rapidamente.  Justo eu, que por vezes sou tão lentamente estática. Eu a amei por tanto tempo, que perdi a conta. Justo eu, que sou tão péssima em matemática. E o amor simplesmente aconteceu, entre nós, duas nuvens opostas. Logo eu, uma nuvem tão redonda e gorda, preenchida de sonhos e pessoas queridas. Logo ela, uma nuvem tão estranhamente diferente, com linhas tão retas e pontudas, como lâminas afiadas. E, depois de tanto tempo observando aquela nuvem, naquele momento de amor tão profundamente doce e sentimental, eu vi que a nuvem era você. E o vento a levou. O levou? Levarás…



“Não precisa me lembrar, não vou fugir de nada, sinto muito se não fui feito um sonho seu…”

(Skank)



pERMANENTE…

domingo, outubro 25, 2009

“Parece que existe no cérebro uma zona específica, que poderíamos chamar memória poética e que registra o que nos encantou, o que nos comoveu, o que dá beleza à nossa vida. Desde que Tomas conhecera Tereza, nenhuma outra mulher tinha o direito de deixar marca, por efêmera que fosse, no cérebro dele. […] Já disse que as metáforas são perigosas. O amor começa por uma metáfora. Ou melhor: o amor começa no instante em que uma mulher se inscreve com uma palavra em nossa memória poética.”

(Trecho do livro ‘A insustentável leveza do ser’, Milan Kundera.)

Desejei sempre que eu e você fôssemos como um rio perene. Permanente. Não queria deixá-lo secar, não suportaria vê-lo desaparecer, simplesmente sumir daqui, dando a impressão de que nunca sequer existiu. Nossos dias, nossos planos, nossos sonhos… Está tudo guardado, cara! Mas eu quero mantê-los guardados sem precisar perder você de vista. Então, toma cuidado! Segura na minha mão e luta comigo para que não seja temporário. Não sejamos. [Eu cuidaria de você por semanas se ficasse doente, eu te ninaria uma noite inteira só para te ver dormir, eu aprenderia a gostar das músicas que você gosta e até tomaria todos os dias o seu suco de pêra com menta, desde que você apenas permanecesse comigo.] Cuida desse coração que é tão seu, e que tem feito de tudo um pouco só para te fazer feliz. Não o deixe se partir mais uma vez, não me deixe ir, não deixe nosso amor virar passado, virar nada. [As gotas da chuva que não caem lá fora cortam minha alma como se fossem lâminas afiadas. Eu sinto a sua falta. Eu sinto muito. Eu sinto tanto. Falta-me você.] Porque a cada vontade, a cada passo, a cada desejo, é você quem eu vejo e quero ver, é por você que eu respiro e quero respirar. Por isso, fica quieto, não fala mais sem pensar, não aja mais sem medir, não me machuque tanto assim. Ou então grite, perca o controle, mas só se for para dizer que me ama e que sente minha falta, nem que seja só a metade da que eu sinto de você. E me mantenha aquecida em teus braços, rapaz. Até o amanhã, até o fim, até a eternidade. Até que eu tenha certeza de que o “para sempre” que você me prometeu nunca vai acabar.

fRUTOS E COLHEITAS

sábado, outubro 24, 2009

Não faz sentido dividir as pessoas em boas e más. Pessoas são apenas encantadoras ou monótonas“.
(Autor Desconhecido)

Eu sempre soube que existiam pessoas do tipo que se conformam com pouco. Agora, sei que há também as que se satisfazem com nada. Com o vazio, o desprezo, o “pouco caso”. Absolutamente nada. E, por alguns instantes, eu tive pena. Porém, como cada um é responsável pela sorte – ou azar – que tem, talvez a colheita do hoje seja apenas o resultado do que foi plantado ontem. Mas se o hoje é assim, meu Deus, o que esperar do amanhã?



iNSTANTE, ETERNIDADE

sábado, outubro 17, 2009

“Os segundos vão passando lentamente, não tem hora pra chegar…”
(Roberto Carlos)



E flagro,
a toa,

num instante
[eterno],
você no pensamento…

pOR UM SEGUNDO

sexta-feira, outubro 16, 2009

Sabe aquele
beijo?
Aquele
que eu
não te dei?
Era tão
cheio
de
amor,
um amor
que
eu nem sei.

A força
do teu
desejo
me atraiu
para um beijo
que eu
nem
sabia
que eu
tanto
sonhei.

Boa noite.

dE VOLTA, VOCÊ.

sábado, outubro 10, 2009

Um sorriso brusco mudou-lhe a forma dos lábios. Você me sorriu e seus olhos também. Eu voei até você…

Ligações, mensagem, uma esquina, uma espera. “Tá onde? É Zac.”
Tarde da noite, você… Passos apressados, abraço apertado, chegada sem muitas palavras.
Foi bom te encontrar novamente. Estranho também, eu poderia acrescentar, já que parecíamos um pouco desajeitados e desacostumados com nós mesmos. Como se possuíssemos braços longos demais para corpos tão pequenos.
O tempo faz isso, sabia? Eu sabia…
Mas ainda assim foi bom, e apesar da pequena falta de jeito, sentir que o nosso amor não nos falta foi reconfortante.
Quando nos conhecemos, há quase três anos, eu não imaginei que um dia você me faria tanta falta. [Mesmo tão próximos, tornamo-nos tão distantes…] E menos ainda, que encontrar você assim, tão de surpresa, me deixasse tão inquietamente feliz. É que eu sempre senti o elo que havia entre nós tão forte e verdadeiro, que não imaginei um dia coisas tão vãs abalando-o.
Mas sabe? Depois daquela noite, eu vi que somos mesmo inseparáveis. Você me fez acreditar nisso outra vez, obrigada.
Eu sempre tive passagem livre na sua vida. Sempre fui de lá pra cá sem nenhuma cerimônia, afinal isso nunca nos foi necessário. E repentinamente, eu vi um muro alto sendo construído. Muro este que me parecia inalcançável.
Só que, numa noite tão inexplicavelmente bela, você pulou o muro e veio me ver, e isso encheu meu coração de alegria. [Você que sempre me enche de alegria.] E agora, enquanto eu te escrevo palavras que saem do meu coração para o teu, você me liga e com um sentimento sincero, me faz acreditar que apesar de eu estar do outro lado, você sempre pulará o muro e virá me ver. E que somos, de uma maneira mansamente forte, inseparáveis.

Um sorriso brusco mudou-me a forma dos lábios. Eu te sorrio com os olhos, a boca e todo o meu corpo. E agora, você sempre voa de volta até mim.

euamovoce! ‘Quand tu me prends dans tes bras,
Quand je regarde dans tes yeux,
Je vois qu’un Dieu existe, Ce n’est pas dur d’y croire…’

‘Quando você me prende em seus braços,
Quando olho dentro dos seus olhos,
Eu sei que Deus existe,
Não é difícil acreditar…’

[Something – Sakira]

balões

Eu passei dias e mais dias te enchendo balões e você não viu. Nem prestou atenção às cores que eu fui pegar no arco íris. Nem imaginou o esforço que eu fiz usando todo o ar que havia em meus pulmões.
Eu sufoquei e até chamei seu nome, mas você insistiu em não querer ouvir. Você gritou na porta e eu respondi, mas você não ouviu. Não me ouviu. Minha voz estava sufocada pelo ar que me faltava. O ar que eu dei pra você em forma de balões.
Você não viu os balões. E nem em preto e branco você encheria balões pra mim. Eu não faria questão das cores, não precisaria de tantas. Eu não me importaria com a quantidade dos balões, poderia ser apenas um. Não totalmente cheio, não necessariamente vazio.
Eu apenas queria um pouco do ar dos seus pulmões.
Eu queria o ar. O seu ar.
Para respirar em paz.
Mas você já não vê os balões nem as cores.
Eu tento entender o que acontece, eu enxugo as lágrimas, eu fecho os olhos, mas não durmo.
Você não entende, você não ouve, você não vê.
Eu passei dias te enchendo balões, eu segurei todos para te presentear, mas você passou por mim e não me viu. Eu os soltei e agora os balões estão no ar, longe, no infinito. Igual a mim, a voar pra algum lugar distante daqui.
Longe de você e da minha eterna vontade de ter novamente um pouco do seu ar.

(Postado ao som de: Escuta – Luiza Possi)

dE VOLTA…

quinta-feira, agosto 27, 2009

sEM TI…

•Domingo, Junho 15, 2008 •

Domingo, 16:27h. Sobras de raios de Sol entram pelo vidro da janela e misturam-se com a lentidão e o tédio que toma todos os segundos do meu dia, enquanto eu tento estudar-decorar-aprender-oufingirqueconsigomeconcentrar no trabalho de Dante. Seus olhos estão aqui, na minha cabeça. Aliás, seus olhos, suas mãos, o toque leve da sua voz e o cheiro do seu sorriso. Talvez você nem esteja pensando em nós nesse momento, ou reflita deitado na sua cama o quando eu sou confusa e complico as coisas ou ainda, que você se diverte com minha imaturidade, apesar de tudo. Acho que eu te afasto de mim aos poucos, embora queira o inverso. “Eu me afasto e me defendo de você, mas depois me entrego… Faço tipo, falo coisas que eu não sou, mas depois eu nego… Eu tenho medo de te dar meu coração e confessar que eu estou em tuas mãos, mas não posso imaginar o que vai ser de mim se eu te perder um dia…”

Se estivéssemos juntos, poderíamos pensar juntos, dividir risadas e a respiração. Ficar grudados, abraçados, vendo algum filme de amor, imaginando como seria se fôssemos nós com aquela vida e toda aquela proximidade. Leve. (Será que você queria mesmo ficar assim, o tempo todo perto de mim?) Eu te deixaria passar as mãos sobre os meus cabelos e nem me importaria se eles não estivessem penteados, porque você sempre acaba bagunçando-os quando mexe neles e eu me sinto como uma criança tola, à se entregar de alegria após um cafuné, um carinho de graça… Não me preocuparia em fazer uma maquiagem impecável ou estar bem arrumada, porque você me olha com os mesmos olhos de amor até quando eu estou de camiseta e olhos borrados do delineador… E eu nem teria medo se faltasse energia e tudo ficasse escuro, ou se eu sentisse sede e não tivesse água, ou se chovesse por três meses inteiros sem parar, desde que você estivesse aqui comigo.

sÓ. EU SEI…

sábado, agosto 15, 2009

Eu tô tão triste que meu coração dói. Eu nunca me senti tão sozinha.

é CERTO

segunda-feira, agosto 10, 2009

Acho que eu estou crescendo, é isso. Consigo ver as coisas de uma forma que eu jamais imaginei que conseguiria ver. Hoje eu sei que tudo na vida consiste em um ciclo, e de nada adianta querer se prender a algo, porque quando chegar a hora certa aquilo deixará de existir, independente da sua vontade ou dor.
As ruas continuam as mesmas, as casas, aquele banco no meio da madrugada também. Depois de algum tempo ainda é provável sentir o cheiro do toque, mas um dia ele some dali. Tudo simplesmente se esvai.
E aí, a você esquece a voz que era mais doce aos seus ouvidos.
Dos corpos, não restará nem uma vaga lembrança.
No mais, se uma planta morre hoje é porque há de nascer outra no lugar. Amanhã.

tEMPO, TEMPO…

segunda-feira, agosto 3, 2009

Bom seria se o tempo fosse algo que pudéssemos controlar. O tempo de ida, o de volta, o tempo do dia, da noite… O tempo de lembrar, o tempo de se fazer lembrar… Porque às vezes eu sinto como se o meu tempo escorresse por entre meus dedos e eu nunca pudesse definir ao certo a duração das coisas. Tempo de calar, tempo de se fazer ouvir… Eu ganhei tempo? Acho que eu o perdi… Não gosto de pensar nas coisas que perdi. Até porque as esqueço, na maioria das vezes, e quando consigo lembrá-las, vem junto uma sensação estranha, de impotência, talvez.
(Não tenho escrito ultimamente e acho que já não o faço com tanto jeito ou graciosidade. Bons tempos aqueles quando eu tinha mais motivos e inspiração para escrever…)
Mas como eu ia dizendo, acho que ando meio sem tempo para algumas coisas. É como se o tempo estivesse esgotando, sabe? E eu já não conseguisse enxergar com os mesmos olhos de antes… Acho que eu mudei, e já faz algum tempo. Não eu inteira, mas uma parte de mim. E isso vem acontecendo ao longo do tempo, tempo esse que insiste em passar tão rápido e sem sentimento, tão dolorosamente frio. Será que ainda há algo se mudar? Será que ainda tenho tempo?
Tenho uma ferida que está aberta e a sangrar. Muito. Ferida na pele cicatriza, um corte ou arranhado, pode ser. Mas a alma é algo da qual não podemos fazer curativo. Fica aberto mesmo, pode infeccionar e vir a trazer maiores problemas, mas não tem como alguém cuidar do machucado. Uma vez aberto uma ferida, ela permanece lá… Tempos doendo mais, outros menos… Mas é uma ferida que não sara. A não ser que seja tempo de esquecer, aí o tempo se encarrega de apagar e possivelmente você nem lembrará o que existiu ali um dia. O tempo pode ser bem cruel. Então, aproveite o tempo. O tempo de falar, o tempo de amar, o de abraçar, o de se fazer entender. O tempo de acompanhar, de caminhar de mãos dadas, de ser o amor de alguém. Porque nunca se sabe quando vai chegar o tempo de esquecer, e aí, você pode virar apenas uma ferida apagada da alma de alguém.

ampulheta

pINTURAS ANTIGAS

segunda-feira, julho 13, 2009

Às vezes eu não entendo como você pode ser, em alguns momentos, tão chato, irritante e insuportável. Isto me faz querer não te querer, sabe? Porque eu não consigo encontrar motivos para você se transformar em algo tão “não você”. Logo você, que é tão doce, tão amável, tão bonito… Bonito de verdade, como aquelas pinturas antigas que, não importa o que aconteça, quanto tempo envelheçam ou o quão fiquem esquecidas nas nossas memórias, sempre que as vemos elas continuam ainda tão bonitas. Ou como um sonho que a gente acorda triste porque acordou, e passamos o dia inteiro tentando dormir, só para sonhá-lo novamente. Tão bonito, que consegue me fazer te odiar agora e, no instante seguinte, com apenas uma palavra, me reconquistar e me fazer querer voar para os seus braços. Eu não entendo, não mesmo. Como é que eu posso amar tanto alguém, assim, como eu amo você. ♥

dEPOIS DESSE AMOR…

quinta-feira, fevereiro 26, 2009

Depois desse amor eu não encontrarei meu porto seguro em outra alma, mas na minha própria, porque a única pessoa que pode me dar verdadeira segurança e proteção sou eu mesma…
Depois desse amor eu quero respirar o ar que veio junto ao vento do norte e sentir encherem por completo os meus pulmões…
Depois desse amor eu não olharei para mais ninguém com tanta ternura, tanta vontade, tanto afeto. Mas abrirei uma exceção quando estiver olhando o espelho…
Depois desse amor eu quero caminhar de cabeça erguida, olhar para frente e não ver um caminho a seguir, mas ainda assim seguir, mesmo que não haja uma mão segurando a minha…
Depois desse amor eu ouvirei as batidas do meu coração soarem forte, mais forte que qualquer outra coisa, e quando eu procurar o motivo disto, verei que eu simplesmente estou viva e o quão isto é magnífico…
Depois desse amor eu encontrarei lucidez na minha loucura e repararei os erros que eu porventura vier a cometer, sabendo que a única responsável por eles sou eu…
Depois desse amor eu verei que a melhor companhia é a minha companhia, e que não importa o que houver, eu nunca estarei sozinha porque posso contar comigo mesma, e eu nunca me sentirei mal amada porque eu aprendi a amar muito bem…
Depois desse amor eu conseguirei abrir finalmente minhas asas e ver que eu não preciso de ninguém para voar bem alto e me perder na imensidão do céu…
Depois desse amor eu irei pra bem longe e nem olharei pra trás, porque saberei que tudo o que realmente importa eu carrego em meu coração e, uma vez nele, jamais se perderá…
Depois desse amor eu não me afligirei com o ontem ou o amanhã, pois o hoje me basta e eu sempre o celebrarei com imensa alegria…
Depois desse amor eu não mais terei importantes datas a comemorar, mas bem no fundo de mim eu guardarei tudo num cantinho recheado de carinho e saudades…
Depois desse amor eu passarei a ver meu corpo como algo além de um monte de órgãos e diferentes reações, mas algo que carrega minha vida, que para alguns é significante e importante…
Depois desse amor eu saberei exatamente o que eu quero para mim, e não apenas o que eu definitivamente não quero…
Depois desse amor eu terei coragem para admitir meus erros, meu sentimento eterno, minha vontade de voltar, minhas saudades sem fim…
Depois desse amor eu me conformarei que de nada adianta querer esquecer, o que é insignificante o tempo trata de apagar, e o que valeu a pena vai ficar marcado na alma, como tatuagem…
Depois desse amor eu saberei esperar toda uma eternidade para encontrá-lo e amá-lo outra vez…
Depois desse amor eu não amarei outro alguém, nunca mais.

eU QUERO…

segunda-feira, fevereiro 23, 2009

– O que você quer?

(O que eu quero mesmo, de verdade? Eu quero poder voar alto, tocar o céu e saber que o fiz com minhas próprias mãos; quero poder ver o mundo com os meus olhos e ser capaz de acrescentar algo de melhor nele;  quero sorrir porque sinto vontade, e não para disfarçar a minha dor; quero correr para os braços de quem eu amo por carregar saudades, e não porque me senti forçada a fazê-lo. Quero acreditar que o amor existe e que as pessoas amam de verdade pelo que carregam dentro do coração, e não para satisfazerem  suas necessidades supérfluas; quero fazer o que gosto, com prazer e dedicação, ao invés de ser obrigada a passar por cima de minhas vontades para satisfazer os desejos alheios. Quero tomar banho de chuva sem me preocupar em que estado ficarão meus cabelos; quero voltar para casa e me sentir realmente num lar; quero me sentir livre de verdade, para que assim eu seja a responsável pelas minhas escolhas sem a influência de ninguém. Quero andar por aí sem ser reconhecida pelo que tenho ou fiz, mas pelo que posso vir a fazer; quero amar a todos que merecem e ter ainda assim um pouco de amor a dar aqueles que não merecem tanto assim; quero escrever tudo o que vier à minha cabeça, e poder usar isso para ajudar alguém, de alguma forma (nem que seja para arrancar algumas gargalhadas); quero fazer todas as besteiras possíveis de se fazer nessa vida, e ter coragem para reparar as que precisarem de reparo; quero segurar a mão, beijar, abraçar e sorrir para alguém que amo e que desperta tais vontades em mim, sem ter que fingir tais atitudes simplesmente para agradar alguém por quem eu não tenha tanto amor. Quero ter o poder de ouvir a todos que precisam de ouvidos, e palavras de conforto a todos que necessitam de tais; e quero ser merecedora do amor das pessoas, até mesmo das que nem me conhecem tão bem, mas ainda assim me dão a honra de ser amada. Quero provocar sorrisos nos rostos das pessoas, e assim, poder dormir em paz por saber que pelo menos por alguns instantes, fiz alguém se sentir bem.)

– Eu? Ah, eu quero ser feliz!

BrunaDias

[iNCOMPLETO…]

terça-feira, novembro 11, 2008

Eu já fui embora tantas vezes, que agora eu me questiono: será que eu voltei mesmo, ou é apenas sua vontade de ver o irreal!?

Para algumas viagens só há o trem de ida…



dIAS…

sábado, outubro 18, 2008

[10.10.08 – 19:27h]

Talvez faça mesmo sentido e, um dia, quando você acorda, simplesmente não está mais lá. O mundo dá muitas voltas, as coisas acontecem e tudo está em constante mutação. Mas será que tudo mesmo está sujeito a sucumbir às arrancadas que a vida dá?!
Quem sabe os sonhos são só uma tentativa inútil de tentar fugir da realidade e, o amor, uma forma poética e patética de supor que a vida não é tão difícil quanto parece. Seria mais fácil carregar as sobras dos beijos que não foram dados, os apertos dos abraços não sentidos e as saudades e suspiros dos amores não vividos. Uma forma de evitar a dor, talvez…
Às vezes penso tanto enquanto olho para o teto do meu quarto que suponho todos os pensamentos e devaneios estarem lá, pendurados por cordas invisíveis, pesando mais a cada dia, até que não consigam mais serem sustentados e tragam a casa abaixo.
Hoje o vento está leve, tão leve quanto meus passos evitando acordar quem dorme e descansa em paz. As folhas das árvores balançam em uma dança interminável e minha alma dissipa-se no ar. Longe muito longe, não há destino certo para se chegar.
“-Quantas vezes você encontra a pessoa certa? Apenas uma vez!”, disse alguém em um filme que eu já não lembro mais o nome, e eu não consigo imaginar a dor futura de uma possível perda. O mundo não acaba e ninguém morre por amor, mas a alma adoece e não há mal pior que uma alma aflita pelos males de um coração partido. Porque os benefícios que o amor traz são incomparáveis, mas as dores superam qualquer felicidade.
Eu não sei o que alguém pode fazer para passar a vida inteira ao lado de alguém que ama…
E temo nunca encontrar a receita, se ela existir.
Lavar o rosto, descer as escadas e voltar pra casa…
Mas um dia, seu lar pode simplesmente mudar de lugar e assumir a forma não de uma casa, mas de um sentimento, um rosto, um amor.

[11.10.08 – 09:27h]

E se eu não tiver o que dizer ou, na pior das hipóteses, não souber como fazê-lo?

[11.10.08 – 10:32h]

Eu olhei por mais de uma hora a página em branco e não consegui escrever nada. Há algo estranho no ar, como se algo pesasse e minha cabeça não conseguisse processar as coisas direito. Hoje eu só queria ficar sozinha, sem ter que olhar ou falar com ninguém, e poder conversar apenas comigo. Tentar entender. Tentar me entender.
Desde o momento que abri os olhos e não havia mais ninguém no quarto para desejar um bom dia, pressenti que o dia não ia ser fácil. As coisas que pareciam estar tão bem postas em seus devidos lugares, agora aparentam uma enorme confusão e nada está certo, nada convence.
O céu está tão azul quanto à água do mar que eu não vi.
Eu disse que estava tudo bem, mas não está e eu não sei como isso tudo pode terminar. Você não me deu escolha, não podia ser outra minha reação, eu te amo, entende?
E eu continuo achando que é melhor tomar cuidado. O que começa como uma brincadeira pode tomar rumos bem sérios e aí, um simples beijo pode trazer sentimentos que não se esperava sentir e uma simples amizade, pode virar algo bem mais intenso.
Quem pode dizer o quanto um amor pode resistir? As últimas palavras, “saudades… saudades…”, a quem mais importa? Quem vai cuidar disso tudo quando já não houver mais flores?
Certa vez, eu ouvi alguém dizer que passaria, mas hoje eu sei que não passa. E é algo que vai ficar sempre ali, num cantinho da lembrança, rodeado de saudades…
Eu nunca sei o que dizer.


“you still can touch my heart…”

iNVISÍVEIS

segunda-feira, agosto 25, 2008

O mundo é bem estranho lá fora. Tantas coisas aparecem, tantas mudanças acontecem, e a verdade é que eu acho que nunca estou preparada. Mas o mundo aqui dentro também tem sido estranho. Não deve ser fácil pra você, eu sei. Hoje eu sei…

Sabe, eu queria te mostrar que eu aprendi muito nesses 19 anos. Coisas importantes e outras nem tão importantes assim. Mas sabe o que eu absorvi melhor? O medo. O medo, a insegurança, a incerteza… E eu sei que pode nem ter sido intencional, mas eu devo boa parte disso a você.

Com você eu vi que demonstrar sentimentos é algo não muito seguro, e esperá-los das pessoas, uma perda de tempo. Eu aprendi da maneira mais difícil a não acreditar em mim nem nas pessoas, por medo de alguém poder agir igual a você.

Com toda sua frieza e indiferença, eu percebi que não importa o quão um coração foi quebrado, há sempre um novo alguém para quebrá-lo mais uma vez, sem dó nem piedade.

Com o seu silêncio ensurdecedor, eu percebi que pior do que palavras mal ditas, são as não ditas. É como passar a vida inteira esperando uma correspondência que nunca vai chegar e, caso chegue algum dia, não seja possível abri-la.

Com seus passos quase invisíveis a atravessar meu mundo, eu aprendi que é melhor procurar sempre um caminho mais seguro e nunca arriscar-se no desconhecido. Eu não me arriscaria como você se arriscou, eu não magoaria tanto alguém como você o fez…

Você se fechou na sua redoma e eu tranquei a porta que permitia acesso ao seu mundo. Nós nunca demos um passo sequer para sairmos das nossas prisões. Então, não há culpados e se os houver, nós dois nos enquadramos nesse contexto.

Somos parte um do outro e nos conhecemos tão pouco…

Para mim você é uma pessoa séria, trabalhadora e tímida; possui um sorriso bonito e uma gargalhada gostosa de se ouvir e, mesmo que eu tenha me deparado com tais atos pouquíssimas vezes, eu sempre lembro da forma que você ri. Isso foi bem antes, antes mesmo que você se tornar a primeira pessoa a partir meu coração – quando magoou profundamente a mulher das nossas vidas -, e eu jurei que nunca confiaria em homem nenhum e não permitiria que mais ninguém causasse tanta dor à minha alma.

Para você, eu sou Bruna, a filha caçula (das meninas) da minha mãe, chorona desde pequena, que nos dias de hoje estuda em Patos e acorda bem cedo, antes de qualquer outra pessoa na sua casa.

Nós mal nos conhecemos, né?!

Então, deixa eu te mostrar um pouco mais de mim…

Eu gosto de escrever, sabe? Gosto de ler, de ouvir, de interpretar e de viajar em meus pensamentos. Não gosto de apresentar seminários, eu nunca levei o menor jeito com eles.
Faço administração, um curso que eu estou aprendendo a gostar. O que eu queria mesmo era fazer psicologia, mas como só tem bem longe de casa, acho que farei primeiro letras.

Um dia, vou adotar uma criança, e irei amá-la com todo o meu coração.

Tenho grandes amigos de todas as cores, formas, épocas e lugares que você possa imaginar. Morro de saudades dos tempos da escola e me achava bem mais segura lá, mas eu também gosto da universidade. Lá eu fiz importantes amizades e encontrei um presente muito especial que a vida reservou para mim: o meu amor!

É, eu estou completamente apaixonada. Ele é o meu segundo namorado, mas eu nunca havia gostado de alguém de verdade, sabe!? Só que eu tenho tanto medo… E todos os dias eu bebo um pouco do meu próprio veneno para me impedir de sentir dor maior e talvez, para não desejar uma felicidade que, provavelmente, nem pode ser minha. Você sofreu tanto e tanto fez sofrer, que eu não consigo imaginar que comigo pode ser diferente…

Eu não quero sonhar para um dia ver todos esses sonhos virarem cinzas. Eu não suportaria outra dor assim, entende?! Mas eu sei que a vida é bem injusta e sempre há dores bem piores do que a gente imagina existir. Eu aprendi através da dor alheia a não arriscar. E foi assim até o dia que eu conheci esse tal rapaz…

Quando eu cheguei ao topo da montanha, ao invés de fazer o caminho inverso como sempre o fiz, eu me joguei sem medir. É que eu o amo de verdade, e amei desde a primeira vez que vi os seus olhos… Eu não poderia deixar ele simplesmente passar por minha vida…

E eu sei que não terei seu colo ou, tampouco, você verá minhas lágrimas, mas quando os sonhos virarem realidade mais uma vez, e houver mil pedaços do meu coração espalhados pelo chão, eu darei um jeito de colar tudo sozinha, como eu fiz quando você o quebrou.

E eu lembrarei que foi com você também que eu, cultivando a raiva e a dor, aprendi a te amar exatamente como você é: um pedaço de mim.

eSTRELAS CADENTES

domingo, agosto 24, 2008

É como buscar respostas e
encontrar mais perguntas.
Confusão. Confusa. Confunda-me.
Preciso que falte energia em mim. Para que eu possa
passar uns dias desligada, sem ver, ouvir ou falar com ninguém. Preciso me
olhar, dentro, e tentar entender. Me entender.
E entender esse frio que me faz
tremer, esse de fora pra dentro. E também o de dentro pra fora, que eu tenho
conseguido esconder.
Mas o que mais eu disfarço?
Tudo engano.
Tantas perguntas e nenhuma
resposta…
Deixo-me voar, longe, ouvindo as
canções de amor.
E lembro momentos, sorrisos, sabores,
detalhes.
Nada em vão, eu sei.
A gente sempre procura uma
resposta, um motivo justo, um conforto…
Talvez…
Algumas vezes não vemos, mas a explicação é tão simples e óbvia.
Coisas tristes e difíceis acontecem o tempo todo.
Aprender a conviver com o fato é o mais deprimente.
Então procuro fazer assim: viver um dia de cada vez, como quem conta estrelas
cadentes.
Um aqui, outro ali.
Prestando atenção, para que não se perca nenhum detalhe…

(Ontem eu sonhei que via uma
estrela cadente, e até nos sonhos, eu pedi que ele nunca me deixasse nem
deixasse de me amar…)

cÉU ESCURO E GOSTO DE SANGUE

sábado, agosto 23, 2008

Mais doído que arranhão no joelho é corte na alma (ou no coração).
Há aqueles mais superficiais, onde as circustâncias pelas quais foram provocados nem importam tanto, tornando-os possíveis de cicatrizar em tão pouco tempo que caem logo em esquecimento.
Outro tipo de corte é aquele que vai um pouco mais fundo… Uma palavra dita num tom não muito agradável, uma amizade que não foi tão sincera, um amor não correspondido.  A dor dura um pouco mais, podendo ser de um dia, um mês ou até um ano. A pessoa ferida pode esquecer horas e lembrar outras, o estrago provocado pode arrancar algumas lágrimas e uns “eu nunca mais farei isso” (ou coisas do tipo), mas um dia cicatriza. Também cai em esquecimento.
Há ainda outra espécie de corte – e já digo de antemão que é o pior de todos eles – que chega da forma mais inesperada possível; seja por carta, email, telefone, ou ainda, no pior dos casos, por palavras e gestos mal ditos ou não ditos. Esse tipo de dor é daquelas que nunca será dividida com ninguém (nem mesmo com o causador), daquelas que é guardada dentro da alma e o sofrimento é prolongado, podendo durar uma vida toda. É algo que não sai do pensamento, que persegue tudo que é feito, pensado, dito; e dói tanto, ao ponto de ser uma dor além do que se é possível sentir. Vem quando se dorme ou está acordado, na hora do almoço ou no lanche da madrugada.  E a pessoa ferida dirá mil vezes que já passou, que já esqueceu, que não foi nada. Mas só ela saberá o quanto doeu ter vivido aquilo, o quanto seu coração ficou dez vezes mais frágil com aquele corte, o quanto queria poder simplesmente esquecer. Mas não esquece nunca. Porque há coisas que servem de lição, mas outras apenas nos perseguem a vida toda trazendo as lembranças mais tristes e o medo de seguir em frente.

“Ele mexe comigo, esse garoto.
Sempre.
É sua única desvantagem.
Ele pisoteia meu coração.
Ele me faz chorar.”

(A menina que roubava livros, Markus Zusak)



bOM DIA!

sábado, agosto 16, 2008

Oi, blog! (:

Tchau, blog! Preciso estudar!



mEU AUSENTE-PRESENTE

quinta-feira, julho 17, 2008

Hoje eu queria poder te olhar nos olhos e falar muitas coisas. Nem sei se adiantaria de alguma forma, se mudaria algo dentro de você ou em nós dois, mas mesmo assim eu queria.
Eu bem sei que poderia falar com milhares de outras pessoas, mas você é o único que eu realmente queria que ouvisse. Poderia dizer que hoje eu quase morri afogada de tantos pelos do Christopher que se instalaram no meu nariz quando eu o beijei e cheirei por horas, ou ainda, falar da chuva que perseguiu e mim, Dari e Anair, enquanto voltávamos da locadora e que, de tão forte, me doeu o rosto e o corpo. Talvez eu falasse também do seu cheiro que eu senti quando passava numa ruae que quase me fez bater a moto. (Ah, meu amor, sentir seu cheiro assim, com toda essa saudade, só podia me atordoar os sentidos mesmo.)
Eu poderia aproveitar e te mostrar que eu chacoalharia o mundo para te salvar de alguma dificuldade, até que ela caísse dele para sempre. E que, eu ando sentindo tanto a sua falta, que ontem tive a impressão de ter visto uma estrela igualzinha àquela que eu te dei no último show de Mastruz que fomos juntos. (Lembra?)
Como alguém pode reconhecer uma estrela, havendo tantas e mais algumas no céu, que são exatamente iguais!? É que o brilho daquela estrela me lembrava teus olhos… Eles sempre brilham tão lindamente… E então, eu não tinha como me enganar, meu bem.
Durante esses dias que temos ficado assim, com esse montão de asfalto, e terra, e árvores a nos separar, eu tenho sentido tantas coisas estrranhas. Horas me senti a pessoa mais forte, mais apaixonada e confiante de que nada nem ninguém podem abalar o nosso amor, mas no instante seguinte, eu fico tão descrente de tudo… E de uma forma tão triste, que eu chego a ouvir o vento sussurar teu nome e levá-lo cada vez para mais longe de mim. (Hoje eu pensei em colocar um fim em tudo, tirar seu nome dos corações que eu escrevo com o dedo no ar, colocar tinta sovre a sua imagem que está no quadro da minha vida. Pensar/sentir essas coisas me doeram os ossos, as unhas e os cabelos. E, ao tentar construir em pensamento uma nova vida sem que você estivesse nela, eu senti meu coração partindo-se em mil pedaços. Não quero que isso me passe pela cabeça outra vez. Não quero mais falar nisso, entente? Não quero. Não mais.)
É então que volto ao começo, ao nosso começo. E lembro-me de como eu sempre tremia (e ainda tremo) quando alguém falava em você, ou de como eu esqueci que as nuvens não são feitas de algodão desde que eu olhei bem no fundo dos seus olhos (e me perdi naquela imensidão de pureza sem querer/saber voltar). Porque você virou meu mundo de cabeça para baixo e era disso que eu precisava.
Com você eu descobri que esquecer é uma palavra difícil de se lidar e que, quanto mais eu tentasse aplicá-la a nós dois, menos eu conseguiria. Foi então que eu desisti de tentar e passei a aceitar o fato de que você estaria sempre aqui, dentro de mim, sem que nenhum de nós pudesse mudar isso.
Hoje não choveu ainda, nem sei se vai. E as lágrimas que carrego dentro de mim, não secaram como as gotas que escorreram pelo vidro da janela. Mas a chuva, assim como você, sempre me dá uma sensação/lembrança boa: a da presença, mesmo na ausência.

fINAL NÃO-FELIZ

quinta-feira, julho 3, 2008

Um dia ele acorda da doença que lhe acometia, levanta a cabeça e olha pra trás, num último olhar, talvez. Olhar de quem olha o que já não é mais. Ela chora, mas não por fora. Chora por dentro, sangue, dor. Ele atravessa a rua, entra no carro e pronto. Partiu. Partiu-se. Partiram-se. Sim, ela, partida. Em mil pedaços.

eSQUEÇO… SIM!

quinta-feira, julho 3, 2008

Os dias estão bem frios nos últimos tempos. Muito frio mesmo.
E esse meu resfriado que não ajuda.
Estou com febre, acho eu.
(É impressão minha, ou não é apenas o clima que está frio?)
Esqueço-te, por alguns segundos.
Esqueço tuas mãos.
Esqueço tua voz cheia de manha e esqueço teu silêncio também.
Esqueço teus olhos.
Esqueço teu sorriso tão lindo.
Esqueço teu erro, teu desassossego.
Esqueço tuas roupas, quando não estão em você.
Esqueço o toque teu que ficou na minha pele.
Esqueço a voz tua que ficou em meus ouvidos.
Esqueço o gosto teu que ficou na minha boca.
Esqueço de mim, um tanto. Para tentar esquecer de você.

fELIZ!

quarta-feira, julho 2, 2008

SER FELIZ É TER ALGO QUE FAZER, ALGUÉM PRA AMAR E ALGO QUE ESPERAR!

(Aristóteles)
Eu TENHO o que fazer;
Eu TENHO alguém pra amar e, consequentemente… …eu TERIA que esperar, né?!
Mas acontece que meu neném vem aí me ver!
Então cancela a espera!
E eu sou feliz sim!

(:



dESABAFO…

segunda-feira, junho 23, 2008

Um dia a vida lhe mostra da pior forma possível que, por mais que você tente lutar por um sonho, vai ser tudo em vão. E, vai caber a você, somente a você, decidir se prefere continuar e presenciar ver o mundo desmoronando lá na frente ou, se acovardar e parar no meio do caminho, sem ao menos arriscar.

Eu nunca exigi demais, nunca sonhei alto, nunca fiz planos em cima de questões impossíveis e nunca tive a pretensão de ter uma vida perfeita, com uma família perfeita, um companheiro perfeito, um emprego perfeito e uma mente perfeita. Não, não mesmo. Sempre busquei a simplicidade, a alegria de um sorriso ao amanhecer e um abraço cheio de carinho antes de ir dormir… Viver com paz de espírito, de pensamentos e de coração. Ter sempre um teto sobre a minha cabeça e uma vida com dificuldades e obstáculos, mas que fosse tudo ultrapassado com a união de uma família que se amasse e se respeitasse acima de todas as coisas e fatos, bons ou ruins. Encontrar um amor que completasse meu coração, mesmo que por apenas alguns dias, mas que marcasse para sempre a minha vida de forma que eu não precisasse arrumar nunca mais outra pessoa, porque sua presença estaria eternamente em mim, através de lindas lembranças e do calor que foi deixado com carinho em meu coração.
Trabalhar em algo que eu gostasse, mesmo que isso não implicasse em altos salários ou empregos de estrelas, mas ser feliz e orgulhosa por fazer algo no qual eu fosse boa por excelência, e suar para me sustentar.
Conseguir manter minha cabeça sempre erguida, mesmo com todas as nuvens negras que insistissem em cobri-la e, todas as noites, ter um sono pacífico, sonho de quem amou o dia inteiro e não fez nada do qual pudesse se arrepender.Talvez, para alguns, seja muito pouco. Para outros, desejos de loucos ou ainda, sonhos de uma menina que não conhece o verdadeiro significado da palavra viver.
É, possivelmente eu não conheço mesmo. Se foi por erro meu ou de outras pessoas, não quero comentar. Não posso culpar ninguém pela minha “ausência” da vida… Mas hoje, eu não quero mais sonhar. Nem mesmo toda a simplicidade de uma vida feliz, vida essa que eu sonhei por tanto tempo… Quero menos ainda acrescentar todos os sonhos que surgiram com outros acontecimentos e pessoas que apareceram no meio do caminho. Eu sinto que nem mais adianta. Meu coração sempre me avisa, e nunca se engana… E hoje, o dia inteiro, eu senti um cheio estranho de sangue misturado com tristeza e melancolia. Será que eu não mereço, na verdade, a doçura de sonhos que não causariam mal a ninguém, apenas felicidade a minha alma? Será que eu perdi, em algum momento, por algum ato mal ou impensado o direito de querer ser feliz? Será que eu posso ainda pedir a papai do céu que guarde e proteja com amor a todos que eu amo? Porque eu não quero mais proteção. Eu quero encarar a vida, fria e cruel como só ela sabe ser, e apanhar na cara, e colecionar feridas, e temer a luz até mais que o escuro…
Porque talvez eu tenha que aprender vivendo, e não apenas observando.
E quando eu me machucar, irei eu mesma soprar a ferida e me preparar para o próximo corte.

Nó na garganta que não têm me deixado respirar… Sinto tanto medo, meu Deus…

lONGE DE MIM

segunda-feira, junho 16, 2008

A cor do céu lá fora está igual ao meu coração, triste e escuro. Sinto frio, mas já nem sei se é mesmo o clima. Penso em você, mas não sei… Eu nunca sei… Sei apenas que sinto sua salta.
Deixo de lado o seminário que me inquieta para ouvir mais uma vez a mesma música…

Só você pode entender o que estou falando…
Tanta coisa aconteceu e nada se perdeu…
Alguém pode me explicar o que é amar sem você?

Se eu pudesse enganava meu coração
Dizendo que o amor é uma lenda e nada mais
E eu até inventava outra paixão…
Mas falta você pra viver o meu conto de amor…

Conto de amor – Sandy & Júnior

23:12h, dOMINGO, COSTAS…

segunda-feira, junho 16, 2008

Ele me ligou e mais uma vez, tive a certeza de que sente quando eu não estou bem, quando estou precisando de atenção, de um carinho, da sensação de que mesmo que eu faça algo de errado, ainda assim, continuarei sendo aceita e amada.
Mas o fato de ele estar triste me deixa com dor no coração…
“sentir seu coração perfeito batendo a toa, isso dói… seja como for…”
E, por mais que ele fale que não está magoado comigo, que eu não cometi nenhum erro ou maldade, que só quer ver minha felicidade e se eu estiver bem o mesmo acontece com ele; eu sinto que talvez as coisas pudessem ter sido diferentes…
(Desacredito na casualidade dos acontecimentos e dos sentimentos.)
Não quero fazer nenhuma suposição, nenhuma proposta ou premonição porque não parei pra imaginar os fatos, mas eu não queria vê-lo (ou senti-lo) dessa forma, como se estivesse descrente, como se sentisse saudades e outras coisas, mas algo o reprimisse de falar.
(Por mais que ele lute contra, há algo enraizado que o sufoca todos os dias e todas as noites…)
Hoje não encontrei as palavras certas, nem os sonhos certos, nem ele…
Estou só com meu silêncio e minhas palavras tortas.
Eu queria ser uma pessoa boa e não ter que ser julgada.
Tenho sentido tantas culpas…
(Ele tocou as músicas lindas e disse que, como sempre, lembrou de mim.)
Tantas coisas têm me pesado às costas…
Coisas das quais eu terei de carregar comigo pelo resto da vida…
Mas ele sempre me entende.
E se preocupa, e cuida de mim, e me respeita como ninguém é capaz de fazê-lo…
(Com ele eu nunca tenho medo ou aflição. Segurar sua mão me dá segurança.)
E disse que está sempre comigo, independente do que aconteça.
Ouvir isso deixou meu coração – mesmo que apenas por alguns minutos – em paz…



nENÉM ♥

domingo, junho 15, 2008

Quando eu digo
que aquele neném
é tudo pra mim
é porque ele é,
e fim.



qUEM?

sábado, junho 14, 2008

Não, hoje eu não vou escrever.
Queria até pensar que tudo foi um sonho, acordar e não ver aqueles rostos, aquelas lagrimas, aquela dor.
Mas eu vi, vi sim. E senti.
Vontade de desistir de tudo, de sumir, de não mais voar.
Eu guardei meus sonhos num vidro e o vi sendo quebrado.
Queria ver a vida que eu desejei ter um dia continuar seguindo seu rumo sem interrupções, sem gritos, sem fim.
Deixei as boas lembranças num lugar confortável, talvez elas não consigam mais me acompanhar.
Corri pra minha casa e, mais uma vez, senti a redoma se fechar às minhas costas.
Ela tem olhos tristes, olhos de quem chorou a semana inteira, de quem arriscou e não foi feliz.
Eu não quero arriscar.
Eu quis, mas não pude ser feliz.
Será que eu ainda mereço colo?
Será que eu ainda mereço carinho?
Quem irá fazer meu julgamento?
Quem apagou a luz?

cHUVA DE RISO

terça-feira, junho 10, 2008

Antes que você duvide dos anjos que eu vi no céu semana passada, os pássaros continuam a invadir o céu dos anjos diante dos meus olhos. A tarde hoje foi fria, movimentada pelo tempo, e por todas as coisas que eu tenho que fazer, mas faço com enorme preguiça e descuido. As gotas da chuva pairam no ar, mas não caem, elas não caem. Apenas a permear, vagarosamente. E eu, perdida em meio a tantas palavras. Dois meses, ontem. Guarda o brilho do teu riso pra mim, que eu guardo as gotas da chuva pra você.

eLE EM MIM

terça-feira, junho 10, 2008

Eu queria escrever palavras bonitas pra ele, cheias de sentimento e de ternura. Dizer que o amo como nunca quis amar alguém por temer parecer idiota. Que eu adoro todas as suas bobagens e quando o seu umbigo fica junto do meu. Ta, pode parecer tolice, pode ser apenas dois um umbigos unidos casualmente por alguns instantes, mas é o dele no meu e isso é especial. Que sou viciada no seu sorriso e dependente do seu abraço. Queria dizer também que eu sou uma burra, uma pessoa má e que algumas vezes, daria minha vida para reparar os erros que cometo com ele. Não queria parecer ríspida ou dura, mas também não queria dar bandeira demais, mostrar que ele é tudo pra mim e que sem ele, talvez, a vida já não fizesse o menor sentido. Que tudo o que eu queria era estar perto em todos os instantes, que eu morro um pouquinho todas as vezes que o imagino com outro alguém e que eu já o imaginei com outro alguém várias vezes. Uma menina mais bonita, mas inteligente, coisa de novela mesmo, como as muitas que estão perto dele a todo instante, mas ele está comigo, não é mesmo? Então sou duplamente burra por ficar imaginando essas coisas. Não porque não há chances disto acontecer, e sim, porque eu poderia aproveitar os segundos ao lado dele e mostrar todo o meu amor, ao invés de ficar imaginando o dia em que eu serei abandonada-trocada-traída por algo infinitamente melhor. Que eu sonho e desejo algumas coisas que ele me diz ao pé do ouvido, quando estamos sós, embora finja que não queira nunca. Que eu queria ser gente grande, nem que fosse por alguns segundos, para poder deixá-lo orgulhoso de mim. Que nossos momentos são só nossos, e tudo, até as coisas que para ele passam despercebidas ou o faz sem querer, são para mim o máximo. Que eu me sinto como uma criança quando estou em seus braços, capaz de realizar tudo o que eu sonho e até, querer viver um conto de fadas. Que a forma como ele mexe no nariz me deixa com uma enorme vontade de colocá-lo no colo e cobri-lo de carinhos. Que ao lado dele, eu me sinto a pessoa mais protegida e feliz do universo inteiro. Que eu passaria o resto da minha vida de pontinha de pé, para poder alcançá-lo, e abraçá-lo, e beijá-lo. Que eu me sinto imensamente feliz quando deixo recadinhos para ele, sabendo que muitas outras pessoas verão e sentirão explícito o meu amor e carinho. Que eu sinto todos os dias o mesmo frio na barriga quando o vejo pela primeira vez. Que eu superaria todos os meus medos para tê-lo sempre comigo, porque o medo maior é o de perdê-lo. Que, para mim, ele não passa de um menininho pequenininho, que cabe bem em meus braços e eu tenho que protegê-lo e cuidá-lo com toda a atenção do mundo. Que, na grande maioria das vezes que eu paro e o fico observando, na verdade eu estou implorando: “Olhe para mim! Leia meus olhos, sinta minha alma! Veja aqui esse coração que bate junto com o seu, que te ama de todas as formas, e todas as horas, com todas as caras! Não me abandone, não me deixe, não jogue fora isso tudo que eu tenho guardado dentro dos meus olhos e que pertence somente a você, assim como eu… Não suma, não mude, não vá embora… Apenas fique aqui, comigo, agora e sempre e aceite minha vida, meu coração, minha alma… Porque tudo, até o ar que eu preciso pra viver, é você!” E que eu o amo tanto, mas tanto, que prefiro me calar algumas vezes e guardar minhas idiotices só para mim. Porque ele também sou eu.

nÃO ASSIM

terça-feira, junho 10, 2008

Queria desaparecer com as lembranças ruins, mas o que eu queria mesmo era desacreditar das boas previsões.
(“-Você sabe bem o fim dessa história…”)
Não sou idiota, não sou boba, não sou sonhadora.
Sou só alguém que quer se iludir, achando que pode ser um dia feliz.

sEM ENTENDER

terça-feira, junho 10, 2008

Repetidamente, antes de dormir, costumo fazer uso deste lugar como refúgio da minha alma e meus pensamentos.
Imagino suas paredes, algo marrom e amarelo, uma mobília antiga, maquinas de escrever por todos os lados, uma cama enorme (com mosqueteiro), uma estante com vários livros e folhas secas espalhadas pelo chão… Uma bagunça criativa, como a do meu guarda-roupa, sendo umas quinze vezes maior. (A bagunça, porque a casa eu imagino pequena, algo no meio de uma floresta, longe de tudo e de todos. Solidão imposta? Não, escolha mesmo.)
Eu falei do passado sem esperar que ele entendesse.
E tentou me abraçar meio sem jeito, mesmo sem estar presente, eu acho.
Senti.
É patético como um fim, é só isto que buscamos para permitir que o novo chegue.
Cuidado, vá devagar.
Ainda ouço aqueles passos, que talvez nunca serão esquecidos.
Não me force a ir atrás deles outra vez, não me faça perder o rumo, não me faça retornar àquele rumo…
Ou talvez, presumidamente, só esquecer a dor e caminhar.
Saudade dói.
Saudade do que não foi, mais ainda…
Como seria?
E se não fosse assim?
Quem iria cuidar de mim?
Deixar a inquietude batendo forte no peito, a confusão e o medo sem saírem da cabeça, sem interrupção, e nossa vida se afastando do caminho.
Tem gente assim como eu, que vive vinte dias em apenas um, mais ou menos…
Mas não consegue desacelerar.
E precisa de um carinho no cabelo e um cafuné na barriga….
Eu jamais conseguirei ser igual a ela e isso um dia vai fazer diferença, eu sei.
Ele diz que passou, mas o passado pode retornar à nossa porta, num estranho dia de inverno, quando as certezas parecem incertas e o pra sempre parece ter um fim.
Ele disse que teme o inverno e sente saudades.
Eu também.
Os dois.
E o frio já está presente. (Também em mim.)
Não entendo porque ela me trata daquela forma, tão dura, tão cortante, tão sem dó nem piedade.
Toca com força aonde dói mais.
Não sou uma criança, mas também mereço um afago.
Pode ser só de passagem, um sorriso na janela, um feliz adeus.
“Palavras de um futuro bom”, mesmo que seja irreal, mesmo que seja só ilusão…
O telefone toca e eu sei que é ele, mais uma vez.
Algumas vezes ele some.
(Será que agora eu posso voar?)
E quando eu o quero por perto, ele me deixa mais só.
Com ele eu ficava mais forte.
Mas, acaba sempre me deixando com aquele vazio, aquela dúvida, aquela saudade.
Ontem ele sorriu pra mim do alto da torre de uma igreja, talvez também no meio daquela nuvem carregada, bem próxima à minha incessante vontade de fuga, e eu quase caí do alto do precipício.
Misturando as idéias, mais uma vez.
Quem conseguirá decifrar.
Conformar-me-ia, sem culpa, se o sol não surgisse no horizonte.
A menina queria gritar enquanto dormia, respirar.
Mas não conseguia, ela nunca conseguia e ela sempre se machucava quando mordia os lábios.
(Gosto de sangue.)
Tentava em vão libertar o som do silêncio cinza.
E por mais que ela tentasse, aquela casa já não a deixava dormir.
Não podia permanecer ali.
Faltava algo.
O braço.
Formava um laço.
Aquele abraço.



eLA O AMA

sábado, junho 7, 2008

Ela só quer colo, um abraço forte e acolhedor antes de dormir. Ela quer ouvir ‘boa noite’ e receber um beijo na testa. Ela algumas vezes se sente tão pequenininha que se julga incapaz de mudar algumas coisas. Ou fazer outras. Ela precisa de apoio em casa, de que sua mãe sinta e ouça o que ela tem e precisa falar. Ela se fecha no quarto e apaga a luz. Ela está com dor no corpo. Ela anda desiludida, quem levou as respostas? Ela sente culpa por as coisas na sua casa não andarem bem e ela não ser capaz de fazer nada para ajudar. Ela antes achava que seu destino era não ser feliz. Hoje, ela continua achando que não vai ser feliz, mas graças à suas próprias escolhas e atitudes. Ela sente tanto medo. Ela queria que tudo melhorasse. Ela só queria poder esquecer. Ela, em alguns momentos, tem medo de acordar e ter que se deparar com sua realidade e a toda a confusão que há em sua cabeça. Ela queria acreditar em conto de fadas, em finais felizes, mas sabe que Papai Noel nunca veio lhe deixar presente algum. Na verdade, ela nunca foi com a cara do tal velhinho. Ela teme mostrar suas fraquezas. A vida dela se divide em duas: uma que ela acha que é possível, outra que mostraram a ela que sempre será impossível. Ela ama um menino que é lindo e faz o chão sumir de vez em quando. Ela ama estar no colo dele. Ela acha linda aquela cara de bobo que só ele tem. Ela diz que ele a completa. Ela acha que ele poderia morar em seu guarda-roupa. Ela ficaria velhinha amando ele como se fosse a primeira vez. Ela sonha que seja pra sempre, mas sempre vem alguém com uma tesoura e corta seus sonhos em pedacinhos. Ela quer acreditar que tudo de ruim vai passar e que dias melhores virão. Ela nunca sabe onde as coisas começam ou terminam. Ela sempre foi boa com o ‘fim’. Ela reza pra nunca chegar o fim do amor dele. Ela vê que o tempo corrige falhas. Ela está descobrindo que não se deve ter medo de amar, porque não há problemas em cair ou se cortar, ela pode passar remédio ou costurar a ferida. Ela não quer feri-lo. Ela diz que ele é o neném dela. Ela e sua fragilidade em desistir fácil por medo de se machucar. Ela não quer ser gente grande nunca. Ela e sua força ao lidar com problemas difíceis e preferir estar sozinha para enfrentá-los.
Sorria, menina, sorria. Você tem um menino grande que te completa e sem ele, a menina aí não seria capaz de sorrir.

E eu sei o quanto você ama esse tal menino e o quanto o quer bem. Bem perto, bem feliz, bem bem.

eU QUIS, HOJE

segunda-feira, junho 2, 2008

…Você chegou de repente, quando eu estava desatenta, caminhando sem rumo em uma manhã ensolarada… (Será? Hoje presumo que eu fosse exatamente ao seu encontro.) Cabelo ao vento, uma pasta nas mãos, a mesma camisa preta que eu tantas vezes já abracei e aquele seu sorriso que de tão lindo e iluminado, me dá a sensação de ser azul, da cor do céu… E hoje, ao pensar em como seria se você não tivesse aparecido, meu coração fica apertadinho e eu peço a papai do céu que você nunca vá embora…
Hoje eu te vi de perto e, como sempre, pensei em realizar todos os sonhos que surgiram desde a sua primeira aparição. Não, eu não idealizei nada, foi você quem me deu asas para voar e querer ir longe…
Hoje eu quis dizer que amo você mais que eu amo meu gato ou meus cachorros, ou suco de abacaxi, ou espirrar quando já tentei um montão de vezes e não consegui, ou doce de tomate (igual a um que minha falecida avó Ana fez há muitos anos e, na verdade, foi única vez que eu comi, mas eu o amei porque ele era vermelho e doce e lindo), ou as mensagens que você me manda, ou as suas ligações, ou os seus passos, ou os seus sorrisos para mim (que me derretem por inteira e me deixam no chão de tanto encantamento), ou ouvir a mesma música um milhão de vezes (e pensar no quanto você é doce, mais doce até que o doce de leite da minha mãe), ou o céu e a Lua e as estrelas, ou até mais que sopa de feijão com muitas azeitonas dentro, ou uma melancia enorme que me deixa com a barriga doendo depois de comê-la, mas eu me calei. Não sei, talvez eu nem ame tanto assim. (Ah, você sabe que eu amo, mas faz alguma diferença?)
Hoje eu quis fugir de mim, da prova de IVON e de todos os seminários que se amontoam e me dão cada vez mais a certeza de largar tudo.
Hoje eu quis chorar, e embora fosse grande o nó na garganta, eu me segurei pois quis parecer gente grande. Cansei de olhar você e outras pessoas derramando sobre mim aquela mesma ternura de sempre, com aquele mesmo medo de que eu corra e caia, como se eu tivesse três anos de idade e ainda não conseguisse andar sem que houvesse alguém amparando meus passos tortos. Não que eu não goste de ternura, na verdade eu a amo, mas eu não sou uma criança.
Eu quis esquecer todos os problemas que eu possuo e, mais ainda, os que eu crio, porque esses nunca desaparecem, apenas se escondem para quando a noite surgir, vir revirar meus pensamentos e dificultar a paz do meu sono.
Hoje eu quis não lembrar que em alguns momentos as pessoas podem te magoar, mesmo sem perceber ou querer, e que você também pode fazer o mesmo com elas, embora queira algumas vezes. Não, eu não quis.
Hoje eu quis fingir que quando eu chegasse em casa, não deitaria na cama da minha mãe abraçada com o Freddy e pensaria em desistir de tudo para continuar fazendo o que eu sempre fiz na minha eterna fuga do mundo real.
Eu sei que em algum outro lugar, quando eu for me deitar e entrar em confronto com meus pensamentos-regras-idéias-medos-traumas-restrições-arrependimentos-desejos, você estará em sua casa com as luzes do seu quarto apagadas, embalado por lindos sonhos de uma noite de verão que já podem ter sido concretizados, ou não, enquanto eu estarei sentada na beira da cama da minha mãe, abraçando o Freddy fortemente (porque não posso abraçar você nesse instante), lembrando de erros passados que talvez nem sejam erros. E continuará havendo aquele mesmo céu sem estrelas e sem Lua sob a minha cabeça, que me deixa a cada noite e a cada dia mais só, e haverá também uma lista de pessoas (des)conhecidas para falar na madrugada e também programas na TV que de tão idiotas, se tornam engraçados.
E não deixarão de existir falsas promessas, falsas palavras, falsos olhares, falsos alimentos para a alma e para o coração.
Sempre haverá a dor, sempre haverá mentira, sempre haverá o fim.
Mas sempre haverá aquele alguém que você ama tanto, que mesmo com todo o frio que insiste em te rodear, seu coração fica quentinho só de lembrar aquele sorriso que de tão lindo e iluminado, te dá à sensação de ser azul, da cor do céu

dE VOLTA…

sábado, maio 31, 2008

Silêncio… Talvez necessário, talvez não…
O necessário mesmo para mim é sumir, arrumar a confusão em minha mente ou, simplesmente, apertar o botão que apaga tudo.
(Escuro.)
Por que algumas vezes é necessário se perder para se encontrar?
Eu sei o quanto é importante manter o foco em algo, mesmo sem ter a noção exata do que se trata, mas as coisas se misturam e eu não sei o que é verdade.
Vou tentar prender a respiração, sentar no chão e abraçar meus joelhos…
Já faz algum tempo que isso acontece, mas será que um dia você esquece?
Diga apenas a hora, quando chegar… Sem medo, eu quero o peso todo em mim, e se cortar eu irei soprar.
Já lutei tanto… Já gritei tanto… Já chorei tanto…
Mas essas coisas nem fazem diferença… Porque passa, tudo passa, sempre passa…
Tenho procurado alguma luz, mas sem contar comigo… E com quem eu posso contar?
Quem eu ainda posso enganar? (Além de mim…)
Palavras transmitem mais vida que morte… Mas palavras enganam… E ajudam na fuga…
Fuga de quem ou de quê?
Todas as noites, antes de dormir, eu penso e me dói…
Eu me lembro de tudo o que eu daria a vida pra esquecer…
Quem decretou o que é certo e errado? Quem está certo? Quem está errado?
Até quando eu poderei ter uma segunda chance?
E essas vozes na minha cabeça, quando irão parar?
Eu não sei… Ninguém sabe…
E pode ir embora que eu também me vou.

pAIXÕES

sexta-feira, maio 30, 2008

Flores, meninas e meninos, crianças e velhinhos, bebês…
Wellington, estrelas, Lua, chocolate, azeitonas, melancia, Wellington, maçã, pipoca, pizza, paz, água, Wellington, comida da minha mamãe, cachorros, travesseiros, escuro, Wellington, dormir, all star, respeito, Wellington, filme, frio, música, suco de abacaxi, Wellington, caramelos, torta de chocolate da Raffaella, queijo e presunto, Robertinho (Carlos), carne, lápis, Wellington, preto, pés descalços, vermelho, salto alto, Wellington, viajar, cantar alto no banheiro, branco, Wellington, vento, fotos, rir, amar, Wellington, brincar, Brutus, Luna, Malu e Bob, gatos, perder a hora, Wellington, chuva, filha da melhor Mãe, Cris, abraço, cabelo, Wellington, iê iê iê, mensagens, cafona, sonhos, Wellington, natureza, cheirinho do meu amor, “eu te amo”, Wellington, irmãos, coração, Sol, lar, leitura, Wellington, diversão, café, leite, mingau, máquina de escrever, silêncio, Wellington, nostalgia, medo, alegria, Wellington, alma, confusão, brigadeiro, cadê o dinheiro?, esperar meu amor chegar, Wellington… Perto, bem perto, sempre…

A ordem dos fatores não altera o produto… (8

eSPERA…

sábado, maio 10, 2008

Esperando meu amor chegar


Se você disser, se assim fizer, que vem
não saírem daqui, não me movo, meu bem
e tente ao máximo o passo apressar
pois a saudade é grande, e eu já esqueci como se faz pra esperar
todo o tempo, nas coisas até banais
meu coração se vestiu de você mais e mais
por isso corra logo atrás do seu destino
que também é meu, por amor e afeição, menino
e quando o último raio de sol sumir tão inconstante
me abrigarei em teus braços, que é onde me sinto segura a todo instante
e se chover, ah se por algum acaso a chuva vier
eu estarei feliz, porque amo você, esteja onde estiver
então escuta com calma:
é no silêncio que se mostra a perfeição da alma
e se pudermos juntos para longe voar
não, eu não mais quero voltar.

Espera, espera, espera…
Silêncio, silêncio, shhh!
Espera menina, que ele já vem.

Bruna Dias

eMOÇÕES

terça-feira, abril 29, 2008

Filósofa de beira de estrada.
Quebrou inúmeras vezes, mas cola facilmente.
Era como as cores que fundiam-se noutras cores, formando uma nova cor.
Eu quero ir.
Não quero ir mais.
Vêm devagar, de mansinho, doces palavras. Nada de voracidade, carinho que é carinho tem que ser leve, sem gravidade.
“Criança desobediente”, dizia a mãe.
Um verdadeiro desastre.
Sou feia, mas isso nem dói.
Opto por dormir embaixo da cama. (Cá entre nós, tranqüila preferência.).
Mulher DES-apaixonante. Evite-a.
Amigos longe ou perto, mas todos situados naquele órgão pulsante:
Cor ou ação?
Cor e ação?
Coração!
Seria compreensível se eu começasse a conversar com as paredes, mas converso sozinha.
Penso que estou mais velha.
Não, não me venha com teatro ou forçassão de barra, prefiro uma verdade cortante à ter que sonhar um sonho que nem pode ser meu.
Amo demais tudo o que a vida me deu, e acho que ela já me deu tudo!
Minha mãe: a luz dos meus olhos, o amanhecer dos meus dias.
Meus irmãos: as estrelas do meu céu.
Não me vendo, alugo ou empresto.
Odeio cheiro de cigarro, mas odeio mais ainda pensar no que odeio.
Aprendi que devemos tratar quem amamos sempre com carinho e dedicação mas, em alguns momentos, sou muito dura com as palavras e atos.
Morro todos os dias, de saudades e de rir.
Nunca morri de amor.
Tão cheia de artifícios quando quero alguma coisa e tão incisiva na defesa das minhas opiniões.
Levo o maior jeito quando o assunto é fugir: do contexto, de situações embaraçosas, mas principalmente de relacionamentos.
Vivo aprendendo, mas vivo esquecendo.
Desistir é algo que me enfraquece, mas quando acontece, é pra valer.
Talvez eu me esconda e me proteja demais.
Já traí, brinquei e feri sentimentos alheios.
Cheia de dúvidas e certezas.
Meus instintos são impecáveis.
Com técnicas muito próprias de se convencer que a vida é divertida.
Reconheço mau-caratismo há um km de distância.
Sou ótima em finalizações: de textos, fotos, roupas, mas, principalmente, relacionamentos. ;P
Canto para esquecer, mas acabo lembrando…
Sonho e vivo.
Não sei o que quero para a minha vida, mas sei o que definitivamente não quero.
Se quer me tocar o faça com gestos, palavras, simplicidade… E tira a mão!
Fazer as pessoas sorrirem é para mim uma terapia.
Esqueço fácil.
A natureza é minha morada e está presente em cada um dos meus poros.
Tenho medo do tempo e de não dar tempo.
Inconstante e inconseqüente.
Ando com passos seguros, mas, às vezes, deixo para andar na última hora.
A distância, dependendo do caso, me alimenta. (É que a proximidade exagerada me cansa. E desencanta.).
Adoro ambigüidades.
Pés descalços, sentir a respiração da terra.
Tenho quatro cachorros e um gato que pensam serem eles meus donos. (Na maioria das vezes, acho que estão cobertos de razão).
Exagero nas emoções.
Talvez escreva bobagens demais. (Nada pessoal, mas é que na hora do aperto, tenho que colocar tudo para fora, senão morro engasgada.).
Se me julgas mal por ser assim, subo na mesa e faço escândalo.
É que é todo um processo que poucos entendem.
É a minha vida, minha simplicidade e meu amor.
Mansamente feliz, eu parto.
E fim.

eU TENHO A SORTE DE UM AMOR TRANQUILO…

terça-feira, abril 15, 2008

Há algo no seu sorriso, nos seus passos, no jeito engraçado de falar sem parar… Algo que me completa, que me desconcerta, que eu já conhecia antes mesmo de conhecê-lo…
Uma sensação confortável, acolhedora.
Lembrança de algo que está no presente e que transformou os planos futuros… Que me dá paz apenas por estar ao meu lado, por algum tempo, caminhando junto.
Esse ser com quem tenho passado dias estranhos, e cuja presença tornou o meu mundo tão mais agradável. Quem é ele? É o meu amor, o menino dos meus olhos, meus pensamentos e meu coração.

quinta-feira, abril 10, 2008

Todos os dias sou a primeira a acordar na casa. 4h da manhã, e Bruna Dias já está de pé, preparando-se para mais um dia de luta.
Alguns minutos depois é a vez de meu pai acordar… Do banheiro eu ouço seus paços pesados, ainda cambaleantes pelo sono interrompido.
Nunca acreditei naquela vela idéia do pai ser o herói do filho. (Na verdade, posso até ter acreditado um dia, mas não lembro mais. Ou, talvez, prefira não lembrar.) Meu pai sempre foi distante, calado, frio, ausente. Tudo bem que isso piorou após os problemas conjugais (e os extraconjugais), mas não quero entrar em detalhes. Para mim, principalmente nos últimos tempos, ele não passou de um enfeite da casa, aquele ser que surgia por alguns minutos em silêncio, falava algumas poucas palavras (quando necessário), para depois refugiar-se no seu esconderijo e fortaleza: seu quarto.
Provavelmente faltou empenho dele, mas não o culpo somente. Só não quero crescer e um dia cometer os mesmos erros que ele cometeu, as mesmas falhas, as mesmas formas de machucar e talvez, ser machucado. Sou covarde e talvez tenha aprendido através da dor e do medo a me proteger demais, até de onde não vem o perigo. A andar sempre pela calçada, mesmo quando a rua está vazia. A caminhar sozinha por temer ser abandonada.
Nesses dias andamos conversando, eu e meu pai. Nada demais, nada sério, só coisas supérfluas. E eu sinto que há algo mudando… Talvez eu não seja mais aquela menininha que foi rejeitada em alguns momentos, mas eu continuo tão indefesa quanto e… Eu não sei… Há ainda a barreira de gelo? Quem a criou? Vale a pena derretê-la? E se derreter, quem vai me abraçar e dizer que vai ficar tudo bem?
Minha família: Minha mãe, meus irmãos e meus filhotes.
Mas o que está havendo? Quem impôs esse vazio, esse silêncio?
Eu não sei no que acreditar.
Eu não consigo controlar os pesadelos.
Eu vejo que talvez não terminaremos nossos dias juntos, como eu sempre havia sonhado.
Eu tenho medo.

eSPERO…

sábado, março 29, 2008

Chuva, chuva, chuva.
Talvez eu seja como uma gota,
de um céu que chora,
à cair no chão.
Eu espero…
Espero te ver, espero te esquecer.
(Eu te olho meio de lado, com aquele ar meio tolo, e me pergunto por onde andastes todo o tempo que eu não te encontrei.)
Confiei, não temi, eu sonhei demais?
Quanto tempo demora três dias a passar?
(Vem, senta aqui.
Não, mais perto.
Segura minha mão e diz que vai ficar tudo bem.
Sem palavras, eu quero ler seus olhos.
E ouvir sua alma.)
Recuperar a paz é de suma importância.
Eu espero…
Espero disfarçar, espero me conter, espero não chorar.
Mas não farei o caminho inverso.
Quereria eu ainda poder sentir as suas asas a me cobrir e me proteger…
Mas quem as cortou?
(Mesmo quando o que eu tinha pra dizer nem era tão importante, você me reservou minutos do seu precioso tempo.)
Eu espero…
Espero não acreditar, espero não arriscar, espero não sentir.
Não sentir mais essa dor ou, tampouco, as correntezas do rio desse sentimento que me invade e ecoa seu nome.
(Um segredo: Eu fiz planos. Sim, os fiz. E em todos, era você quem estava comigo… Com sua cara de sono e seu sorriso lindo.)
Está tudo cinza, um cinza de fumaça, de algo que queima. Os planos, talvez…
Eu quero conseguir ficar distante.
Eu quero te abraçar em pensamento.
Eu quero não mais querer você…



fELICIDADE BOBA

sábado, março 29, 2008

É que eu tenho me sentido tão mais boba desde que o conheci… Que o mundo inteiro e tudo o que há ao meu redor, tornou-se bobo também. (Como agora, quando estou diante de uma prova de economia, sonhando com o seu sorriso bobo.)
Tudo parece tão estranho, tão incerto… E, ao mesmo tempo, tão puro, como as cócegas que eu sinto quando ele beija o meu nariz. (Ou, da vontade de sumir que me dá quando ele me faz elogios que de tão bobos, me deixa sem jeito…).
Talvez sejam necessárias muitas voltas para a vida te mostrar a pessoa certa, aquela que você julga perfeita… E eu sei que ele não é a pessoa certa ou perfeita para mim, até porque não tenho a pretensão de buscar isso, mas é ele que tem transformado os meus dias em dias mais bobos e felizes.
Eu o penso tanto, que prefiro dizer que não penso nunca. Quando eu toco a sua ausência, eu sinto o mesmo frio na barriga de quando ele me beija.
O que é isso que eu sinto? O que será que sou? Somos?! O que ele sente? Será isso uma doença? Se eu sou a causadora, não encontre a cura ainda, meu amor. (Porque, por mais que eu tenha tentado, não consigo me curar de você nem da inenarrável paz que eu sinto quando estou contigo).
Se eu sou apenas uma distração, não sei. Mas eu nunca me senti tão bem em ser a distração de alguém. (:

(Texto escrito em sala de aula, durante uma prova de economia, no dia 26 de março de 2008).

sORRIR SEM FIM

domingo, março 23, 2008

Eu gosto de sorrisos! Gosto de senti-los, respirá-los, roubá-los para mim… E sinto que é recíproco, eles também me buscam.
Tem horas que eu nem falo. Isso não quer dizer que estou triste ou que não tenho o que falar, apenas gosto de ficar assim, sorrindo silenciosamente.
E se eu fico quieta, não tente entender nem questionar o que sinto apenas porque minha voz se calou, ou meu corpo ficou estático.
Eu sei, não é fácil. Por isso deixo a imaginação voar e fujo um pouco da realidade para escutar o som daqui de dentro, do interior, onde faz um eco estranho. Mas é o meu eco, é minha vida, minha realidade, meu medo…
Então, me deixa quieta. Dá-me a tua mão, fica pertinho e deixe que eu encoste a minha cabeça no teu ombro. Podem parecer apenas duas mãos entrelaçadas, mas para mim é bem mais que isso. Eu quero força, a sua força… E quero dar um dos meus sorrisos a ti, para que nunca pares de sorrir.

cARINHO, APENAS…

sábado, fevereiro 2, 2008

Não gosto de oferta ou promoção de carinho, prefiro mesmo é conquistar e ser conquistada.

Seu olhar no meu olhar e pronto: Corações acelerados.

Devagar, lentamente, palavras doces.
Nada de voracidade, carinho que é carinho tem que ser leve, sem gravidade.

Amor é

pAR PERFEITO, ORAS!

terça-feira, janeiro 22, 2008

Há muito, muito tempo… Bom, na verdade, não faz tanto tempo assim!
Tudo começou quando, há alguns anos atrás, um ex meu disse que se suicidaria caso eu o deixasse. Eu o deixei, mas ele… Pois é, não se suicidou.
A partir daí houve um certo bloqueio na minha mente, e eu passei a ser… Digamos que… (não, exigente não seria a palavra certa…) …estranha. (É, isso cabe no contexto!)
E nada mais me atraiu o suficiente para eu me deixar envolver… Nada me satisfez… Nenhum cara interessante o bastante… Só coisas passageiras…

(Quanto antes eles dobrassem a esquina do “adeus, até nunca mais”, melhor!)

Para alguns, eu sou traumatizada. Para outros, frustrada e outros ainda dizem que eu tenho medo de homem.
(Bom, uma amiga minha disse que eu sou a versão feminina do namorado dela, isso ameniza minha situação?)
Mas não é em assim, meus caros! Eu fui enganada, percebem? Serão vocês capazes de enxergar o quão uma promessa não cumprida pode afetar o destino de uma pobre menina no início de sua vida amorosa?!
Então, dessa forma, não haveria como eu selecionar algum homem para entrar (e ficar, que é o mais difícil) na minha vida, após tamanho despautério…
Logo, penso eu, que o par perfeito para mim é aquele capaz de prometer (E CUMPRIR, é claro!) aquilo que o outro prometeu, mas saiu pela tangente… (E com vida, o desgraçado!)
Aí sim eu juro que me deixaria envolver e tudo mais… Poderia até pensar em casamento!
Alguém se habilita?

eRA…

quinta-feira, janeiro 17, 2008

Madrugada fria, aperto no peito…
Lendo conversas antigas…
Suspiros, saudades…
Musica repetida pela milionésima vez.
Lembranças que insistem em me atormentar.
Mas estou bem… Vai ficar tudo bem…



mENINAS E MONTANHAS

quarta-feira, janeiro 9, 2008

Em alguns momentos das nossas vidas faz-se necessária a tomada de uma decisão que pode mudar completamente o rumo de tudo. É como estar a algum tempo no alto de uma montanha e, repentinamente, ter que optar por se jogar sem medo ou tomar o caminho de volta, o da descida…
Uma hora eu teria que retornar à realidade e eu nem sei se é tarde ou cedo demais.
No meio de uma multidão os olhos dele olharam os meus pela primeira vez, e agora eu me pergunto em que multidão ele encontrará os olhos daquela que o fará feliz, como eu não fui capaz de fazer…
Meninas um dia viram mulheres… Talvez um dia isso aconteça comigo. Ou não.
Mas eu jamais esquecerei que eu não precisei deixar de ser menina para ser amada…
A menina dele…

fIM, APENAS

terça-feira, janeiro 8, 2008

Abandonamo-nos já, meu bem?
Esquecemos será o nosso começo inesquecível?
(Você sentado no chão,
eu chegando,
um abraço,
um banco,
uma conversa,
uma noite encantadora.
Passos, calçadas, ruas…
Braços dados, eu e você.)
E se quisésseis e soubésseis, desvendar-me-ia sem medo?
Porque eu tenho medo.
E é difícil assumir para ti o quanto te gosto e o quanto isso me faz tremer.
(Por saber eu só, que você me faz perder da situação o controle que sempre foi meu.
E que meus olhos, agora são teus.)
Desistirei, meu bem, assim.
Sem início ou meio, apenas fim.

Obs.:Texto escrito em 7 de dezembro de 2007, às 3:45h.



pARALELAMENTE

sábado, janeiro 5, 2008

Pensamentos
voam
longe, longe, longe…
Procurando
algo,
encontram
outros
pensamentos
paralelos
à
linha
do
horizonte.
Pensando sem fim,
eu pensei em você,
e quis entender o por quê de ser assim:
eu sem você,
você
sem
mim.

hOJE EU NÃO CONSEGUI RESPIRAR

sexta-feira, janeiro 4, 2008

Parece que o mundo nos obriga a crescer. Interrogo-me. Questiono tudo. Pergunto por quê. Verifico. Não encontro soluções. Muitas hipóteses. Ainda mais conseqüências. Canso-me de pensar. Na rapidez de um segundo desisto. De tudo. Recordo. Todas as vozes, olhares e sorrisos. Todos. Sem nenhuma exceção. Será esta a conclusão mais aterradora desta noite? Sinceramente, há muito tempo que sei que não vale à pena.
Eu fecho os olhos. E sei que estou aqui. Mas a noite vem sempre segredar-me ao ouvido murmúrios do passado que às vezes eu não sei entender… Ou tampouco consigo esquecer…



São três da manhã e a tosse não me deixa dormir. Têm sido assim esses dias, as coisas até que estavam calmas, mas repentinamente agitou tudo!
O que fazer quando estamos tristes? Quando a ansiedade parece não terminar?
Quando se quer tanto alguma coisa que parece sempre tão longe?
Quando se tenta lutar contra algo que já enraizou?
Quando o medo de não poder fazer nada pra cada uma dessas situações é real?
Nada mais é verdade, tudo é tão fulgaz. Sempre vivi o futuro, mas agora não consigo planejá-lo.
E assim, tenho sido o momento.
Esqueço que existe futuro. O momento, viver… Deixa o futuro pra depois.

vOCÊ, DE NOVO AQUI…

domingo, dezembro 16, 2007

Uma ligação…
“Estou na rodoviária, de saída para Pombal…”
19:34h.
Cris de volta, felicidades.
“Saudades, saudades, saudades.”
Confusão.
Eu o amo.
Confissão:
“Depois de você, ninguém mais.”
Quem sabe tudo volta agora ao seu devido lugar?
Ou eu conserto de vez o que há para consertar…

Tem lugares que me lembram
minha vida, por onde andei
as histórias, os caminhos
o destino que eu mudei
cenas do meu filme em branco e preto
que o vento levou e o tempo traz
entre todos os amores e amigos
de você me lembro mais

Tem pessoas que a gente
não esquece nem se esquecer
o primeiro namorado
uma estrela da TV
personagens do meu livro de memórias
que um dia rasguei do meu cartaz
entre todas as novelas e romances
de você me lembro mais

Desenhos que a vida vai fazendo
Desbotam alguns, uns ficam iguais
Entre corações que tenho tatuados
De você me lembro mais
De você, não esqueço jamais!

(Minha vida – Rita Lee)

tANTAS SAUDADES

domingo, dezembro 16, 2007

E hoje foi o dia em que a nostalgia decidiu bater à minha porta. Encontrei alguns cadernos do ano passado e revendo tudo aquilo, senti imensas saudades do meu terceiro ano… Dos meus amigos e vida de antes… De quando eu chorava pra sair de casa com meus amigos porque minha mãe não deixava… Ou quando ríamos das notas baixas porque sabíamos bem que, no fim das contas, passaríamos por média… Ou ainda, das milhares de vezes que cantávamos nos intervalos da escola, animando a todos…
Tempos que não voltam mais. Mas, se fosse possível, queria poder viver tudo novamente. Talvez fosse essa uma forma desesperada de fugir do atual presente, mas é que antes tudo era tão mais fácil…
A vida mudou, as pessoas mudaram, eu mudei. E em alguns momentos, quando me olho no espelho, não reconheço aquele rosto que está bem à minha frente.
Eu me torno mais velha, porém não consigo amadurecer. E insisto em cometer erros que eu não cometeria nem se tivesse onze anos. É que minha inconstância me faz assim: irresponsável, inconsequente e idiota.
Queria poder ter de volta a pureza de antes sem a cegueira de agora.
Espero um dia poder entender.
Entender-me.
Espero em silêncio.



rESPOSTAS?

sábado, dezembro 15, 2007

E hoje eu quero escrever até minhas mãos doerem. Quero colocar isso tudo pra fora, essa angústia, esse desespero. Por que eu sou assim? Por que tanto erro? Por que tanta dor?

‘sEI QUE JÁ NÃO QUERO MAIS LEMBRAR…’

sexta-feira, dezembro 7, 2007

Existe uma parede que separa o que se quer, do que se deve ser feito…
Infelizmente, isso de “querer é poder” não funciona muito bem na prática.
Então, é seguir em frente deixando a emoção em algum banco e apropriar-se da  razão.
Ou deixar que ela se aproprie de você, a escolha é sua.
Quero minha vida de volta, sem grandes emoções, mas sem tantos medos também…
Ontem, durante a prova de estatística eu pensei muito… Muito mesmo…
E vi como conduzira minha vida de forma estranha ultimamente…
Não me arrependo, é bem verdade, mas não entendo sequer os porquês que aparecem na estrada…
Colo… Nunca precisei tanto de um.
Nunca me senti tão frágil, imatura, insegura.
Porque eu tenho que crescer, mas insisto em ser uma criança boba que faz estragos irreparáveis e que tem vergonha de assumir a confusão na sua cabeça.
Que se sente suja por querer viver…
Que foge de um olhar temendo ser descoberta…
Preciso crescer para mim e provar que sou capaz.
Preciso crescer para você e mostrar que um dia, talvez, eu consiga dizer as palavras certas na hora certa…
Então, que o texto ficou sem fim. Mas ele está aqui, todo arquitetado na minha cabeça… Varrer as folhas secas no chão, junta-las num canto e despedir-me.
Eu gosto de suas cores, é um morto de quem muito viveu…
Reconstruir meu castelo, as mesmas muralhas. Alguém mais atrever-se-á?
Não tente, meu bem. É em vão.
E quanto ao machucado, querido, vai sarar.

gOTAS

terça-feira, dezembro 4, 2007

Chuva passageira…
Com o vento se vai…

dOR NAS COSTAS – PARTE III

segunda-feira, dezembro 3, 2007

A mais nova descoberta sobre a dor nas minhas costas:
Ela aumenta em grandes proporções se eu fico sentada por muito tempo.
(Maravilha, né? Justamente essa semana que eu tenho prova disso,
prova daquilo… E a de estatística, então?)

A solução (?):
Oras, ficar deitada o dia todo e dormir, dormir e dormir!
Porque eu também sou filha de Zeus!

sILENCIA, POR FAVOR

domingo, dezembro 2, 2007

Seria compreensível se eu começasse a conversar com os objetos e com as paredes, mas eu prefiro conversar sozinha. Com o um lápis e um caderno na mão, de preferência.
Me sinto um pássaro preso, mas não sei se gostaria de voar.
Tenho medo de andar de avião, sabe, então acho que não gostaria. Meu negócio é estrada.
É incrível a forma como a vida muda de rumo displicentemente, sem se preocupar em como iremos reagir ou suportar as mudanças.
Estava tudo bem, mas agora…

Tenho medo…
Frio em mim…

dOR NAS COSTAS – PARTE II

sábado, dezembro 1, 2007

Pois é, a maldita dor está voltando. Deve ser porque parei de tomar o remédio.
Não passa, não passa.
Às vezes ouço vozes e não consigo entender.
Nem me concentrar.
Ainda assim, manter-me-ei firme e senhora do meu próprio destino.
E prometo-te agora, que não me deixarei enganar.
Mas eu sinto saudades.
(Ele virá em breve e estou feliz.
Juntos, já vivemos muitas coisas.
E ele é meu afeto, meu irmão, meu herói, meu vilão, meu anjo da guarda.)
Tanta coisa na minha vida que se foi. E não volta mais.
Conformar-me-ia poder viver novamente tão belos momentos.
Mas, como não é possível, guardo tudo na memória com imenso carinho.
Formigas sobem na parede novamente.
Qual será o rumo?
Do meu coração…

hAPPINESS

sexta-feira, novembro 30, 2007

É que…Hoje é dia 30 de novembro de 2007.
Último dia do mês. Fim do mês.
Fim?
Nunca se sabe…
Pode ser um ponto final, uma vírgula ou, simplesmente, reticências…
Mas a menina está feliz.
Espera o tempo passar.
Espera, em silêncio.
E é só. (:

lONGE, ELA VAI?

sexta-feira, novembro 30, 2007

18 anos. Sorvete de brigadeiro. Saltita e dança no meio da rua. Sonhos perdidos com cheiro de chocolate. Gosta de ser sozinha. Liberdade. Preto e roxo e branco e verde. Ler, ler, ler. Alma, dispensa superficialidade. Água. Não gosta de flores de plástico. Quando crescer, vai ser uma adulta enrolada. Mas ela está achando que não vai crescer nunca, e pergunta ao seu umbigo: isso é bom ou ruim?

sALTO NO ESCURO

quinta-feira, novembro 29, 2007

Folhas caem sem sentido.
(Assim como eu, a cair em um ombro qualquer, implorando carinho.)
Talvez as coisas da vida sejam assim mesmo, sem sentido. Mas em determinadas ocasiões, eu insisto em tentar encontrar um propósito convincente para algumas pessoas aparecerem em certos momentos das nossas vidas…
Ele pergunta o que eu sinto, mas eu não sei dizer.
Só sei sentir.
E é algo estranho como um torpor do cansaço após uma longa viagem… Ou como o frio na barriga que dá quando a roda gigante sobe (e você se arrepende do dia que inventou de entrar naquele troço). Ou ainda, como o último olhar antes da porta do elevador se fechar. (Ainda nos veremos, meu bem? Eu não sei, não sei…).
Folhas caem simplesmente porque chegou a hora.
(Perderam já seu verde?)
E a minha hora? Já chegou?
É por acaso isto, o início da queda de um precipício?
Está tarde, e eu quero dormir.
Ou ainda é cedo e o Sol está apenas surgindo no horizonte?
Será que estou eu, apenas de passagem?
Será que suporto viver essa viagem?
O tempo não passa, não passa.
Será que eu já passei?
O que é verdade nessa mentira?
E o meu reflexo, onde se perdeu?
Tantas perguntas, nenhuma resposta e uma enorme confusão na minha cabeça.
Eu preciso apenas ser gente grande para poder fazer minhas próprias escolhas e assumir meus erros de forma que eles não machuquem tanto.
Mas, cadê a luz?

“…O vento faz eu lembrar você
As folhas caem mortas como eu…”
(A lua e eu – Cassiano/ Paulinho Motoka)

lAMENTOS

terça-feira, novembro 27, 2007

É uma dor sem intenção mesmo, explicação ou ponto de partida. É suave, mas de repente, toma uma forma áspera e de tons fortes. E não passa. Pode até tornar-se novamente leve, mas não passa. Ela não é feliz e não entende o porquê. Nem eu. Pois eu a amo (sim, eu a amo), mas os olhos dela são tristes, o que torna os meus tristes também. Não chore querida. Sua dor é a minha dor. E seu amor também.


cOMO ASSIM?

segunda-feira, novembro 26, 2007

(Música ao fundo: Refrão de um bolero, Engenheiros do Hawaii.)
O que tenho fere.
Talvez o tempo se faça ao contrário.
Brincar de paixão escondida.
Ou, simplesmente, escondê-la?
Deixa, o que for verdadeiro fica.
E o que for passageiro há de passar.
Apenas viva.
Dúvidas e dívidas.
A minha dúvida é doce.
Coração ao meio.
Metade é certeza.
A outra, está de passagem.
Irás tomar o trem?
Nada intencional.
Olhares… Olhares…
Leia meus lábios e entederás.
Leia meus olhos e confundirás.
Eu quero, sincero.
Sussurro: “Estou sua…”
Uma palavra: Inspiração.
Um nome: “Ele”.
Um pseudônimo: Marcus Juan?
Don Juan.

dESORDEM

segunda-feira, novembro 26, 2007

Brincar de paixão escondida.

dOR NAS COSTAS

segunda-feira, novembro 26, 2007

Minha coluna está melhor, obrigada.
Outra vez as lembranças.
Uma corda na gaganta.
Volte, volte sempre.
Atalho no caminho.
Então fica assim: Toma o remédio e dorme em meu colo.
Eu cuido de você e não te assusto. Prometo.
Promessas? Dispenso.
Não sou gente grande, mas quero dormir tarde.
Eu não falo sozinha.
É com Bruna Dias que eu converso.(Cá entre nós, menina sem graça!)
Ataque de riso acompanhado de um breve choro.
Angústia.
Penso nele mas não sei.
Sei apenas que cometo erros.
Eu fujo do contexto.
Fugir, essa é a minha estratégia.
Não se envolva.
Imutável inconstância.
Eu sinto.
Não sinto mais.

hAPPY

domingo, novembro 25, 2007

Ligação na madrugada: “Sinto sua falta…”
Dormir em paz. 02:02h…
Feliz. (:

fELI-S-IDADE

sábado, novembro 24, 2007

Felicidade é coisa que precisa de sacrifícios para ser alcançada. (E ainda assim, não é algo constante como a dor nas minhas costas). Talvez o caminho para se chegar a ela seja árduo, com curvas tortuosas e pedras no caminho. E, quando se chega após a linha do horizonte, as nuvens que antes eram brancas e leves como o algodão, tornam-se vermelhas e encharcadas de sangue. Queima. Flameja.
É absolutamente indispensável à coragem pra se ultrapassar a dor e se chegar ao mundo dos sonhos possíveis. Mas eu sou fraca. Nasci sem esperança. E tudo é vazio como o quarto na qual as minhas costas descansam e insistem em mostrar que sou mais fraca do que eu achava que fosse. (E que toda essa imagem de ‘mulher fortaleza’, não passa de uma farsa).
Hoje minha mãe me mandou ir ao médico porque estava com medo. Eu optaria por não ir porque também tenho medo. Não gosto de médicos, principalmente os que eu frequento. Sinto que sempre trarão más notícias. Amo minha mãe. Amor perpétuo mesmo, sem fim, limites ou frustrações.
Queria mesmo era ser nuvem e absorver toda dos e tristeza dos meus afetos. E, depois, quando já estivesse pesada o bastante, virar chuva e cair inquebrável no chão. Não me importaria de virar lama, e ainda abriria um sorriso em resposta à paz dos que eu amo.
Talvez a felicidade da minha vida seja escrita com “S”, algo torto, incorreto. E mesmo eu sabendo e tentando escrever de forma correta, o tal “S” nunca abre mão do seu lugar e eu apenas me conformo e sigo em frente.
O eterno desapontamento com a minha covardia.

pALAVRAS EMBAIXO DA CAMA

segunda-feira, novembro 19, 2007

Preciso sumir. Meio da noite. Gigante.
Sem mim. Saudades.
Luz no céu. Embriagante.

Não mais. Inconstância. Banal.
Vai embora. Liberdade.
Fechar os olhos. Fugir do real.

Bruna Dias

tROCAS

segunda-feira, novembro 19, 2007

Queria trocar o longe pelo perto.
O medo do futuro pela felicidade do presente.
A saudade pela presença.
A distância pelo abraço.
A espera pelo encontro.
Trocar a insegurança do meu mundo por amor.

Bruna Dias