sAMBA ENJOADINHO

sexta-feira, maio 16, 2014

Amar,
É um dia ensolarado,
É o café requentado,
E acordado sonhar.

Amar,
É suportar o calor,
Dormir sem ventilador,
E, ainda assim, feliz, despertar.

Amar,
É alcançar as alturas,
É disfarçar a tontura,
E o medo de escorregar.

Amar,
É não tocar violão,
Mas preparar a canção,
Pro seu amor encantar.

Amar,
É superar o seu medo,
De revelar o segredo,
Da vontade de junto estar.

Amar,
É andar devagarinho,
É querer mais um pouquinho,
Quanto o todo você já tem.

E amar,
É querer fazer todas as vontades,
E dar toda a sua verdade,
Pra quem só te faz o bem.

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qUADRADOS AZUIS

quinta-feira, maio 8, 2014

Eu desejei o fim.
Sim, eu o quis e esperei calmamente,
como quem abre os olhos de repente,
e vê, de fato, o que gostaria.

E inacreditavelmente em paz eu fiquei,
de rosto e alma lavada,
nessa louca espera por nada,
que a nada me levaria.

E eu, por completo, apostei,
num fim doce, lento, sereno,
suave, bonito e pequeno,
do dia.

dES-RIMANDO

quarta-feira, abril 9, 2014

Desliga a luz e aperta a minha mão,
Ouve o rádio, tá tocando aquela canção,
Onde o rapaz, tão cansado, reaprendeu a amar.

Anda, acredita na nossa sorte,
Fecha os olhos, sente o vento que vem do norte,
Bebe o seu café, mas não esquece de sonhar.

Quem falou que era a hora certa, meu bem?
Que diferença faz se a gente vai de bicicleta ou de trem?
Se no fim das contas, a intenção da gente é se encontrar.

É se amar…

Tenho subido tão alto, com o coração na mão,
Medo da altura, de queda e da solidão,
E um coração para guiar…

Mas se eu já não sei mais fazer rima,
Se quando a gente canta, só desafina,
Quem poderá nos julgar?

[Eu aprendi errando, e errei tantas vezes,
Que me assustei com seus acertos,
Seus medos,
E suas juras de amor.]

E percebi que, se a gente sente frio na barriga,
Se o coração já não segue ritmo certo,
Se as mãos suam e as pernas tremem,

É só fechar os olhos,
deixar a rima pra lá,
e se entregar.

c’EST LA VIE

quarta-feira, abril 9, 2014

A vida segue num ritmo curioso, agitado, doce, calmo, surpreendente. Toco os seus olhos e sinto gosto de vida, sinto a leveza dos ventos do norte e me pergunto: o que virá agora? Eu te aqueço, já não sinto mais frio, já não temo o amanhecer. Espera, me dá um beijo, pega a minha mão e saiba que eu já não seguro a vontade de chorar, muito menos a de sorrir. Eu quero o sol das nossas manhãs, já não vejo sentido em cutucar velhas feridas, deixa elas cicatrizarem logo. Espera, meu bem, nada disso faz sentido, eu sei, mas antes que eu percebesse você já havia entrado na casa e sentado no sofá da sala. Seja bem vindo e, se for embora, volta logo. Sob a tua pele eu posso ver um quê de escudo, um misto de carinho e cobertor, um tom fora de tom e do compasso como quem diz: seja nômade, mas fixa aqui a tua casa. Você acredita em coincidência, e eu, na sorte. Existe o momento certo e existe a felicidade. Vem!

SAM_3536