nO AR

quinta-feira, junho 2, 2016

Vou ficando quietinha, parada,

Balançando as pernas, as folhas, o tempo,

Vou seguindo e tentando não olhar pra trás…

Você ouve esse silêncio?

Consegue sentir o macio dessa pele?

É uma ausência bem leve, bem junto, como suor na pele.

Não há som que invada esse espaço,

Não há saudade que não se cure com um abraço,

E não há lembrança que não aumente o cansaço

Da espera.

[Quando se espera por nada.]

É tarde.

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o AMOR CUIDA

quarta-feira, junho 1, 2016

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O amor cura.

fALTOU AR

sexta-feira, agosto 21, 2015

o céu

“Me despeço dessa história e
Concluo: a gente segue a direção
Que o nosso próprio coração mandar.
E foi pra lá…
E foi pra lá…”

[Tiê – Assinado Eu]

gRAFITE NO MURO DA MINHA SAUDADE

quarta-feira, março 25, 2015

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cORAÇÃO

segunda-feira, fevereiro 24, 2014

bruemalu

 

“Prefiro, assim, com você,
Juntinho, sem caber de imaginar,
Até o fim raiar.”

[Los Hermanos – Morena]

mEMÓRIAS

segunda-feira, fevereiro 10, 2014

flush

[Virgínia Woolf, Flush – Memórias de um cão]

mENOS AÇÚCAR, MAIS DOCE

quarta-feira, fevereiro 5, 2014

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Eu ouço o barulho do relógio, marcando segundos, corrigindo o tempo, os erros. Procuro as marcas deixadas e disfarço a vontade de apagá-las. Passo as páginas do calendário na triste ilusão de que algumas coisas realmente fiquem para trás. Não choveu a noite inteira, mas eu estou encharcada de dúvidas.

O que fizemos?

Era esse o grande plano?

Havia algum plano?

Temos tentado, da melhor maneira possível, não é? Organizar a vida, arrumar a cama, fazer o almoço, limpar os vidros e o passado, lavar a calçada e as lembranças, apagar a dor e o medo de recomeçar.

De nada, não tem de quê.

Não há perdão.

Deixa que o tempo cura. O tempo muda.

Pouco a pouco, vejo um novo sol nascer.

a JANELA

terça-feira, fevereiro 4, 2014

Então, quando virou a página, a procura de uma gravura de um ancinho ou uma ceifeira foi repentinamente interrompida; o murmúrio grosseiro dos homens falando — que o tirar e recolocar do cachimbo na boca interrompia a intervalos — dava-lhe uma certa sensação de conforto, embora não pudesse compreender o que diziam, pois estava junto à janela. Esse murmúrio já durava há meia hora e se juntava suavemente à escala de sons que se acumulava ao bater dos tacos nas bolas e ao alarido das crianças jogando críquete, irrompendo por vezes, de modo abrupto; “Acertou? Acertou?” Mas, de repente, todo ruído cessou, restando apenas a cadência monótona das ondas na praia — que quase sempre era um rufiar repousante e ritmado para seus pensamentos, parecendo repetir sempre, enquanto se sentava com as crianças, as palavras consoladoras de uma velha canção de ninar: “Eu cuido de você; eu sou o seu apoio.” Mas, às vezes, repentina e inesperadamente — sobretudo quando sua atenção se desviava um pouco do que estava fazendo no momento —, não tinha esse sentido tão calmo: pois, como o rufar fantasmagórico de tambores que batessem impiedosamente o sentido da vida, fazia pensar na destruição da ilha e no seu engolfamento com o mar e a prevenia (a ela cujo dia escapara com um afazer depois do outro) de que tudo era efêmero como um arco-íris.
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[Rumo ao Farol, Virginia Woolf]

mUDA

sexta-feira, outubro 18, 2013

brunaas

“Take that look from off your face,
You ain’t ever gonna burn my heart out.”
[Oasis]

nÃO VAI CHOVER

sexta-feira, agosto 30, 2013

“Maybe, sometimes,
We’ve got it wrong, but it’s all right.
The more things seem to change,
the more they stay the same.
Oh, don’t you hesitate!

Girl, put your records on,
tell me your favorite song.
You go ahead, let your hair down.
Sapphire and faded jeans,
I hope you get your dreams.
Just go ahead, let your hair down.
You’re gonna find yourself some where,
some how.

Blue as the sky,
sunburnt and lonely.”

diasbruna

[Put your records on – Corinne Bailey Rae]

pRETA

segunda-feira, agosto 5, 2013

maluu

“Eu sei que o tempo anda difícil,
E a vida tropeçando,
Mas se a gente vai juntinho,
Vai bem…”

[Mallu Magalhães]

sEJA BEM VINDO :)

quinta-feira, agosto 1, 2013

CALENDÁRIOVan Gogh Calendar 2013: The Hill of Montmartre with Stone Quarry, 1886.

aMANHECER

quarta-feira, julho 31, 2013

amanhecer

“Quando o sol nascer será
Para desenhar você,
Ou será você que virá,
Pro sol nascer?”

[Vanessa da Mata]

vIVER É BOM…

domingo, julho 28, 2013

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…Partida e chegada,

Solidão?

Que nada!

[Cazuza]

“àS CAUSAS PERDIDAS”

sexta-feira, julho 19, 2013

eh

eNTÃO ME EXPLICA

terça-feira, julho 16, 2013

“Hoje, mais uma vez, eu vi o sol sair. Fiquei sem dormir de tanto pensar. O volume, a cabeça a mil, e uma dúvida: Sera que a gente enlouqueceu, deixou o barco virar? Sera que a gente enlouqueceu, deixou poeira subir? Sera que a gente enlouqueceu, deixou um cheiro no ar? Sera que a gente enlouqueceu e se deixou levar? Sera que a gente enlouqueceu, ou quem enlouqueceu fui eu? Sera que tudo aconteceu dentro da minha cabeça?

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[Será? – Bicho de pé]

tOCA BAIXINHO, MEU CORAÇÃO

segunda-feira, julho 15, 2013

SAM