vIVE

terça-feira, setembro 6, 2016

Já dava perto das três da tarde, o dia estava quente como nunca, e como sempre eu segui em sua direção. Subi lentamente as escadas, bati com cuidado a porta, tudo pra não te incomodar, não atrapalhar seu sono. Você dormia como um anjo, você sorria enquanto dormia, enquanto viajava pra longe dali. Toquei suavemente seu rosto, seu sorriso, falei baixinho: “-estou aqui”, mas você não ouviu. Você nunca ouviu.

Já passava das cinco da tarde e o calor  era de rachar. Permaneci deitada no chão da sala diante das minhas últimas memórias, tentando compreender em que momento eu deixei de existir. Em que vão da casa meus passos perderam o som? Em que hora do dia as coisas perderam completamente o sentido? Houve algum sentido em alguma parte da história? Algo foi real?

Eram três da manhã e eu acordei, como sempre, sem medo do escuro. Perdi a maioria dos meus medos nos últimos tempos. Só tenho medo do que eu achava que havia existido, mas que eu descubro a cada dia que não passou de ilusão.

O tempo passou…

eM SILENCIO

domingo, julho 31, 2016

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nO AR

quinta-feira, junho 2, 2016

Vou ficando quietinha, parada,

Balançando as pernas, as folhas, o tempo,

Vou seguindo e tentando não olhar pra trás…

Você ouve esse silêncio?

Consegue sentir o macio dessa pele?

É uma ausência bem leve, bem junto, como suor na pele.

Não há som que invada esse espaço,

Não há saudade que não se cure com um abraço,

E não há lembrança que não aumente o cansaço

Da espera.

[Quando se espera por nada.]

É tarde.

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o AMOR CUIDA

quarta-feira, junho 1, 2016

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O amor cura.

fALTA

quinta-feira, maio 26, 2016

Eu busquei os sonhos, eu me busquei lá.  Revirei as lembranças, o futuro tatuado, o medo da morte. Passaram tantas coisas que eu nem se dizer, que eu quis esconder. Esquecer. Passaram as horas, os laços, os calendários. Passou o frio, o abandono, a falta de sorte.
Passaram os desgostos, o mês de agosto, e toda a agonia. Só não passou a vontade de partir, de sumir, de não voltar. Passou por mim todo o passado, passou e parou do meu lado, o velho medo de amar.

pOUCO A POUCO, DIA A DIA

terça-feira, abril 5, 2016

“…Minha dor é perceber.”

[Elis]

dIA UM

quinta-feira, fevereiro 18, 2016

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Eu não quero que o amor me cegue.

Eu preciso que ele me faça enxergar.

aBISMOS

segunda-feira, fevereiro 15, 2016

“Mas não chegou a hora em que me precipito. A queda se prepara, espera-me, de nada servem as telas cada vez mais eroditas pelas chuvas de dezembro e de janeiro, pelo ar sempre úmido, pelo envelhecimento, talvez pelos gritos, pelos ruídos constantes que vem dos arredores, pela trepidação da cidade. Não faltam, em toda parte, abismos, fossos, não faltam, e quando faltam, se faltam, achamos dentro de nós um vão onde cairmos. Para a nossa perdição?”

[Pág. 61, Avalovara, Osman Lins]

 

o TEMPO PASSOU

terça-feira, maio 12, 2015

Bebi um pouco mais do seu sangue.
Silenciei a música, cantei as palavras e as dúvidas.
Ouvi toda a sua poesia, mais uma vez, e, sem fim, me vi ali, despedaçada.
Quantas vezes mais? Tantas vezes…
Engoli cada pedaço da sua respiração e flutuei até o meu muro de certezas.
Encontrei o meu reflexo no espelho, turvo como as águas do mar.
E senti cada batimento em meu peito, cada enrijecer dos meus músculos, cada estalar dos meus ossos, dos meus medos, dos meus versos de amor.
Senti a mim, sentindo você.
Vazia, porém encharcada de lágrimas.
Com sede, contudo embriagada de amor.

pOEMINHA INACABADO

quinta-feira, julho 31, 2014

Sim, meu bem, outros novembros virão,
Novos ares, uma nova estação,
E o que de nós irá restar,
Além de flores mortas,
Espalhadas pelo chão?

Quantas vezes te falei,
Se a árvore morreu,
Não faz sentido continuar cultivando a raiz,
Como é que a gente pode ser feliz?
Sem espaço pro que é meu e seu,
E seu não há…

Ah, quando foi que a gente esqueceu
Que pra semente germinar,
Precisa de luz, espaço e amor,
Que não há santo no mundo que faça esse favor,
De mais de uma raiz no mesmo espaço-coração
repousar,
e crescer.

Florescer.

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vAI SABER

quinta-feira, novembro 1, 2012

A gente só alimenta o que tem fome.

o BEM!

sexta-feira, maio 28, 2010

Mais fácil que errar, é apontar os erros dos outros. Essa é a frase mais certa do mundo! Não existe nada mais simples do que falar “você foi cego, você é burro, você confiou em quem não devia, você não foi leal a fulano, você foi grosso, você foi impulsivo, você foi imaturo, você deixou que se aproveitassem de você, você errou nisso ou naquilo etc.”
Então, sejamos justos e repitamos juntos: “-Eu fui cego, eu sou burro, eu confiei em quem não devia, eu não fui leal a fulano, eu fui grosso, eu fui impulsivo, eu fui imaturo, eu deixei que se aproveitassem de mim, eu errei nisso, naquilo, e mais em um montão de coisas!”

Outro dia, conversando com uma amiga, ouvi dela que o pior dos sentimentos era a ingratidão. Hoje, sentindo bem isso arder na pele, vejo que realmente é algo que perfura o peito com força.
Depois de todos esses anos vividos e alguns problemas dos outros carregados em minhas costas, posso afirmar que nem todo grito significa um pedido de socorro, nem todo pedido de socorro deve ser atendido, e os que forem, podem ser repudiados posteriormente. E é nessa hora que a cabeça gira a mil e você não sabe o que fazer. Mas eu te digo, sem nenhuma hesitação: Faça o bem, plante o bem! Mesmo que as pessoas se neguem a recebê-lo de você, insista! Uma hora ou outra, nem que seja apenas uma brecha da porta há de se abrir, e aí, é sua hora de agir. O bem não precisa de reconhecimento, e é neste momento que a ingratidão se oculta. Existem pessoas com caráter, e outras que não o possuem, mas se puder conservar o seu, isso fará toda a diferença. O maior reconhecimento por ter feito o bem a alguém, é manter a consciência leve, tão leve quanto o bem que você provavelmente irá colher.

balões

Eu passei dias e mais dias te enchendo balões e você não viu. Nem prestou atenção às cores que eu fui pegar no arco íris. Nem imaginou o esforço que eu fiz usando todo o ar que havia em meus pulmões.
Eu sufoquei e até chamei seu nome, mas você insistiu em não querer ouvir. Você gritou na porta e eu respondi, mas você não ouviu. Não me ouviu. Minha voz estava sufocada pelo ar que me faltava. O ar que eu dei pra você em forma de balões.
Você não viu os balões. E nem em preto e branco você encheria balões pra mim. Eu não faria questão das cores, não precisaria de tantas. Eu não me importaria com a quantidade dos balões, poderia ser apenas um. Não totalmente cheio, não necessariamente vazio.
Eu apenas queria um pouco do ar dos seus pulmões.
Eu queria o ar. O seu ar.
Para respirar em paz.
Mas você já não vê os balões nem as cores.
Eu tento entender o que acontece, eu enxugo as lágrimas, eu fecho os olhos, mas não durmo.
Você não entende, você não ouve, você não vê.
Eu passei dias te enchendo balões, eu segurei todos para te presentear, mas você passou por mim e não me viu. Eu os soltei e agora os balões estão no ar, longe, no infinito. Igual a mim, a voar pra algum lugar distante daqui.
Longe de você e da minha eterna vontade de ter novamente um pouco do seu ar.

(Postado ao som de: Escuta – Luiza Possi)

dESÂNIMO

sábado, março 7, 2009

Quando uma janela de coisas se fecha, nesse mesmo instante, uma porta de vida se abre bem ali, do outro ladinho, onde apenas olhos de esperança conseguem enxergar.
O problema é que minha portinha vive emperrada e, devido a isso, meus olhos de esperança nem se abrem mais.
Estou nervosa, ansiosa, receosa. Esperando algo que eu já nem sei mais o que é.

(Texto postado em 21 de setembro de 2007, no meu antigo blog. Impressionante como as coisas acontecem e se repetem em diferentes momentos de nossas vidas.)

iNVISÍVEIS

segunda-feira, agosto 25, 2008

O mundo é bem estranho lá fora. Tantas coisas aparecem, tantas mudanças acontecem, e a verdade é que eu acho que nunca estou preparada. Mas o mundo aqui dentro também tem sido estranho. Não deve ser fácil pra você, eu sei. Hoje eu sei…

Sabe, eu queria te mostrar que eu aprendi muito nesses 19 anos. Coisas importantes e outras nem tão importantes assim. Mas sabe o que eu absorvi melhor? O medo. O medo, a insegurança, a incerteza… E eu sei que pode nem ter sido intencional, mas eu devo boa parte disso a você.

Com você eu vi que demonstrar sentimentos é algo não muito seguro, e esperá-los das pessoas, uma perda de tempo. Eu aprendi da maneira mais difícil a não acreditar em mim nem nas pessoas, por medo de alguém poder agir igual a você.

Com toda sua frieza e indiferença, eu percebi que não importa o quão um coração foi quebrado, há sempre um novo alguém para quebrá-lo mais uma vez, sem dó nem piedade.

Com o seu silêncio ensurdecedor, eu percebi que pior do que palavras mal ditas, são as não ditas. É como passar a vida inteira esperando uma correspondência que nunca vai chegar e, caso chegue algum dia, não seja possível abri-la.

Com seus passos quase invisíveis a atravessar meu mundo, eu aprendi que é melhor procurar sempre um caminho mais seguro e nunca arriscar-se no desconhecido. Eu não me arriscaria como você se arriscou, eu não magoaria tanto alguém como você o fez…

Você se fechou na sua redoma e eu tranquei a porta que permitia acesso ao seu mundo. Nós nunca demos um passo sequer para sairmos das nossas prisões. Então, não há culpados e se os houver, nós dois nos enquadramos nesse contexto.

Somos parte um do outro e nos conhecemos tão pouco…

Para mim você é uma pessoa séria, trabalhadora e tímida; possui um sorriso bonito e uma gargalhada gostosa de se ouvir e, mesmo que eu tenha me deparado com tais atos pouquíssimas vezes, eu sempre lembro da forma que você ri. Isso foi bem antes, antes mesmo que você se tornar a primeira pessoa a partir meu coração – quando magoou profundamente a mulher das nossas vidas -, e eu jurei que nunca confiaria em homem nenhum e não permitiria que mais ninguém causasse tanta dor à minha alma.

Para você, eu sou Bruna, a filha caçula (das meninas) da minha mãe, chorona desde pequena, que nos dias de hoje estuda em Patos e acorda bem cedo, antes de qualquer outra pessoa na sua casa.

Nós mal nos conhecemos, né?!

Então, deixa eu te mostrar um pouco mais de mim…

Eu gosto de escrever, sabe? Gosto de ler, de ouvir, de interpretar e de viajar em meus pensamentos. Não gosto de apresentar seminários, eu nunca levei o menor jeito com eles.
Faço administração, um curso que eu estou aprendendo a gostar. O que eu queria mesmo era fazer psicologia, mas como só tem bem longe de casa, acho que farei primeiro letras.

Um dia, vou adotar uma criança, e irei amá-la com todo o meu coração.

Tenho grandes amigos de todas as cores, formas, épocas e lugares que você possa imaginar. Morro de saudades dos tempos da escola e me achava bem mais segura lá, mas eu também gosto da universidade. Lá eu fiz importantes amizades e encontrei um presente muito especial que a vida reservou para mim: o meu amor!

É, eu estou completamente apaixonada. Ele é o meu segundo namorado, mas eu nunca havia gostado de alguém de verdade, sabe!? Só que eu tenho tanto medo… E todos os dias eu bebo um pouco do meu próprio veneno para me impedir de sentir dor maior e talvez, para não desejar uma felicidade que, provavelmente, nem pode ser minha. Você sofreu tanto e tanto fez sofrer, que eu não consigo imaginar que comigo pode ser diferente…

Eu não quero sonhar para um dia ver todos esses sonhos virarem cinzas. Eu não suportaria outra dor assim, entende?! Mas eu sei que a vida é bem injusta e sempre há dores bem piores do que a gente imagina existir. Eu aprendi através da dor alheia a não arriscar. E foi assim até o dia que eu conheci esse tal rapaz…

Quando eu cheguei ao topo da montanha, ao invés de fazer o caminho inverso como sempre o fiz, eu me joguei sem medir. É que eu o amo de verdade, e amei desde a primeira vez que vi os seus olhos… Eu não poderia deixar ele simplesmente passar por minha vida…

E eu sei que não terei seu colo ou, tampouco, você verá minhas lágrimas, mas quando os sonhos virarem realidade mais uma vez, e houver mil pedaços do meu coração espalhados pelo chão, eu darei um jeito de colar tudo sozinha, como eu fiz quando você o quebrou.

E eu lembrarei que foi com você também que eu, cultivando a raiva e a dor, aprendi a te amar exatamente como você é: um pedaço de mim.

mARTHA MEDEIROS

segunda-feira, junho 30, 2008

“Não sei o que está acontecendo comigo, diz a paciente para o psiquiatra.
Ela sabe.
Não sei se eu gosto mesmo da minha namorada, diz um amigo para o outro.
Ele sabe.
Não sei se quero continuar com a vida que tenho, pensamos em silêncio.
Sabemos, sim.
Sabemos tudo o que sentimos porque algo dentro de nós grita. Tentamos abafar esse grito com conversas tolas, elucubrações, esoterismo, leituras dinâmicas, namoros virtuais, mas não importa o método que iremos utilizar para procurar uma verdade que se encaixa nos nossos planos: será infrutífero. A verdade já está dentro, a verdade impõe-se, fala mais alto que nós, ela grita.
(…)
A verdade provoca febres, salta aos olhos, desenvolve úlceras. Nosso corpo é a casa da verdade, lá de dentro vêm todas as informações que passarão por uma triagem particular: algumas verdades a gente deixa sair, outras a gente aprisiona. Mas a verdade é só uma: ninguém tem dúvida sobre si mesmo.”
(…)
Eu não sei se teria coragem de jogar tudo para o alto.
Sabe.
Eu não sei porque sou assim.
Sabe”.

segunda-feira, junho 30, 2008

Vontade de desistir de tudo…

quinta-feira, abril 10, 2008

Todos os dias sou a primeira a acordar na casa. 4h da manhã, e Bruna Dias já está de pé, preparando-se para mais um dia de luta.
Alguns minutos depois é a vez de meu pai acordar… Do banheiro eu ouço seus paços pesados, ainda cambaleantes pelo sono interrompido.
Nunca acreditei naquela vela idéia do pai ser o herói do filho. (Na verdade, posso até ter acreditado um dia, mas não lembro mais. Ou, talvez, prefira não lembrar.) Meu pai sempre foi distante, calado, frio, ausente. Tudo bem que isso piorou após os problemas conjugais (e os extraconjugais), mas não quero entrar em detalhes. Para mim, principalmente nos últimos tempos, ele não passou de um enfeite da casa, aquele ser que surgia por alguns minutos em silêncio, falava algumas poucas palavras (quando necessário), para depois refugiar-se no seu esconderijo e fortaleza: seu quarto.
Provavelmente faltou empenho dele, mas não o culpo somente. Só não quero crescer e um dia cometer os mesmos erros que ele cometeu, as mesmas falhas, as mesmas formas de machucar e talvez, ser machucado. Sou covarde e talvez tenha aprendido através da dor e do medo a me proteger demais, até de onde não vem o perigo. A andar sempre pela calçada, mesmo quando a rua está vazia. A caminhar sozinha por temer ser abandonada.
Nesses dias andamos conversando, eu e meu pai. Nada demais, nada sério, só coisas supérfluas. E eu sinto que há algo mudando… Talvez eu não seja mais aquela menininha que foi rejeitada em alguns momentos, mas eu continuo tão indefesa quanto e… Eu não sei… Há ainda a barreira de gelo? Quem a criou? Vale a pena derretê-la? E se derreter, quem vai me abraçar e dizer que vai ficar tudo bem?
Minha família: Minha mãe, meus irmãos e meus filhotes.
Mas o que está havendo? Quem impôs esse vazio, esse silêncio?
Eu não sei no que acreditar.
Eu não consigo controlar os pesadelos.
Eu vejo que talvez não terminaremos nossos dias juntos, como eu sempre havia sonhado.
Eu tenho medo.

mENINAS AMIGAS

quinta-feira, janeiro 3, 2008

Bruna Dias: Amiga, posso eu ser menina pra sempre?

Magali Polida: Pode.
Vou te eternizar com minhas letrinhas.
Vou te fazer ser lida por toda a eternidade, e quando você não mais for menina, mesmo assim será, porque estarás viva como menina em nossas mentes, e será a semente mais plantada. A mais querida.
Minha menina.

e TENS DITO!

terça-feira, dezembro 4, 2007

E você é a minha mania!

Rafael Martins das Neves (Maldito Argentino)



mULHER TALHER – PARTE II

segunda-feira, dezembro 3, 2007

AMO BRUNA DIAS, TODOS OS DIAS!!!

Magali Polida

mULHER TALHER

segunda-feira, dezembro 3, 2007

Essas meninas…Nós.
Magali Polida

tUDO PODEMOS

sábado, dezembro 1, 2007

Nós podemos tudo, mas nem tudo convém.

Ana Cláudia (Aninha)



vAI FABI!

terça-feira, novembro 27, 2007

O amor é tapado.

Fabiana Silva

(sEM TÍTULO)

sábado, novembro 24, 2007

Rasguei os planos.

fELI-S-IDADE

sábado, novembro 24, 2007

Felicidade é coisa que precisa de sacrifícios para ser alcançada. (E ainda assim, não é algo constante como a dor nas minhas costas). Talvez o caminho para se chegar a ela seja árduo, com curvas tortuosas e pedras no caminho. E, quando se chega após a linha do horizonte, as nuvens que antes eram brancas e leves como o algodão, tornam-se vermelhas e encharcadas de sangue. Queima. Flameja.
É absolutamente indispensável à coragem pra se ultrapassar a dor e se chegar ao mundo dos sonhos possíveis. Mas eu sou fraca. Nasci sem esperança. E tudo é vazio como o quarto na qual as minhas costas descansam e insistem em mostrar que sou mais fraca do que eu achava que fosse. (E que toda essa imagem de ‘mulher fortaleza’, não passa de uma farsa).
Hoje minha mãe me mandou ir ao médico porque estava com medo. Eu optaria por não ir porque também tenho medo. Não gosto de médicos, principalmente os que eu frequento. Sinto que sempre trarão más notícias. Amo minha mãe. Amor perpétuo mesmo, sem fim, limites ou frustrações.
Queria mesmo era ser nuvem e absorver toda dos e tristeza dos meus afetos. E, depois, quando já estivesse pesada o bastante, virar chuva e cair inquebrável no chão. Não me importaria de virar lama, e ainda abriria um sorriso em resposta à paz dos que eu amo.
Talvez a felicidade da minha vida seja escrita com “S”, algo torto, incorreto. E mesmo eu sabendo e tentando escrever de forma correta, o tal “S” nunca abre mão do seu lugar e eu apenas me conformo e sigo em frente.
O eterno desapontamento com a minha covardia.